
A agenda oficial inclui reuniões com o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro do Tribunal, Nunes Marques. O governador também se reunirá com o ministro do Tribunal Superior de Justiça (STJ), Marco Aurélio Bellizze Oliveira. As reuniões estão acontecendo em Brasília.
Este movimento ocorre após as declarações do governador em 7 de setembro, durante um evento na Avenida Paulista. Nessa ocasião, diante dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio afirmou que “ninguém pode mais suportar a tirania de um ministro como Alexandre de Moraes”, referindo-se às ações do magistrado em investigações visando o “bolsonarismo” e atos antidemocráticos.
O discurso, semelhante ao tom usado por Bolsonaro em confrontos com o Supremo Tribunal Federal, foi interpretado como a abordagem de Tarcísio à base mais radical do ex-presidente, visando a sucessão em 2026. O episódio gerou desconforto entre os ministros do STF, que viram o discurso como um ataque direto ao Tribunal e à independência do Judiciário.
