{"id":18791,"date":"2023-09-13T22:16:34","date_gmt":"2023-09-14T01:16:34","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/?p=18791"},"modified":"2023-09-13T22:16:36","modified_gmt":"2023-09-14T01:16:36","slug":"veja-o-que-pode-acontecer-com-criancas-viciadas-em-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/2023\/09\/13\/veja-o-que-pode-acontecer-com-criancas-viciadas-em-internet\/","title":{"rendered":"Veja o que pode acontecer com crian\u00e7as viciadas em internet"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-opt-id=118725093  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" src=\"https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:1024\/h:571\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png\" class=\"wp-image-18790\" srcset=\"https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:1024\/h:571\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png 1024w, https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:300\/h:167\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png 300w, https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:768\/h:428\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png 768w, https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:1536\/h:857\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png 1536w, https:\/\/mlbfrsat7ahr.i.optimole.com\/w:1920\/h:1070\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/noticiasnoface.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/photo-output-11.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vivemos em um mundo r\u00e1pido, acelerado, mediado pelas novas tecnologias, onde a premissa \u00e9 ver e ser visto.<br>E isso, claro, influencia irremediavelmente a forma como nos relacionamos com os outros e o tipo de sociedade que constru\u00edmos.<br>Essa \u00e9 a vis\u00e3o de Claudiene Haroche, soci\u00f3loga e antrop\u00f3loga francesa que iniciou sua carreira no Centro Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas (CNRS) at\u00e9 se tornar diretora em\u00e9rita da entidade.<br>Para ela, se antes havia um sentimento de pertencimento por conta de nossos la\u00e7os estreitos e calorosos, agora enfrentamos v\u00ednculos sociais que se caracterizam pelo anonimato frio e pelo isolamento, processo que se intensifica cada vez mais nas sociedades individualistas.<br><br>Haroche trabalha com uma abordagem transdisciplinar para compreender como os modos, os comportamentos, os sentimentos e a personalidade podem ter mudado nas sociedades contempor\u00e2neas.<br>audine Haroche \u00e9 autora de livros como Hist\u00f3ria do Rosto: Exprimir e Calar as Emo\u00e7\u00f5es (1988) e Tiranias da Visibilidade: o Vis\u00edvel e o Invis\u00edvel nas Sociedades Contempor\u00e2neas (2011).<br>A BBC News Mundo, servi\u00e7o em espanhol da BBC, conversou com ela durante o Hay Festival Quer\u00e9taro, que aconteceu entre os dias 7 e 10 de setembro no M\u00e9xico. Confira a entrevista abaixo. <br>Brasil PartidoJo\u00e3o Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divis\u00e3o.<br>BBC &#8211; Voc\u00ea diz em seus livros que, ao longo da hist\u00f3ria, o ser humano mudou o valor de cada sentido. Se na Idade M\u00e9dia o tato e a audi\u00e7\u00e3o eram muito mais valorizados, agora \u00e9 a vis\u00e3o. Isso significa que perdemos o contato com as pessoas?<br>Claudine Haroche &#8211; De fato. Temos muito menos contato com as pessoas mas, ao mesmo tempo, estamos sempre, por exemplo, com o celular, que \u00e9 t\u00e1til. E isso nos d\u00e1 uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de realidade e tato.<br>\u00c9 um momento complexo porque perdemos o contato direto com as pessoas, a comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima, o toque. E, ao mesmo tempo que aumenta a dist\u00e2ncia entre as pessoas, cada vez mais nos expomos e nos mostramos \u00e0 sociedade, ainda que de forma superficial.<br>Isso nos afeta muito psicologicamente, porque n\u00e3o se perde apenas o contato, mas tamb\u00e9m a profundidade das rela\u00e7\u00f5es com os outros e com n\u00f3s mesmos.<br>E isso acontece porque a sociedade atual nos pede para estarmos ocupados o tempo todo. Como estamos sempre fazendo algo, nem paramos para pensar, n\u00e3o processamos o que nos acontece, entramos no autom\u00e1tico. \u00c9 quase um decreto moral: voc\u00ea tem que dizer que est\u00e1 ocupado o tempo inteiro.<br>Isso significa n\u00e3o pensar no que sentimos, n\u00e3o olhar para dentro, o que afeta a nossa sa\u00fade e tamb\u00e9m a sociedade.<br>A sociedade em que vivemos exige que tenhamos muitos la\u00e7os, por exemplo por motivos profissionais, mas n\u00e3o s\u00e3o la\u00e7os verdadeiros, t\u00e3o importantes para a constru\u00e7\u00e3o de um bom tecido social.<br>BBC &#8211; Quem se beneficia desta ruptura do tecido social, deste isolamento?<br>Haroche &#8211; Os Estados, os governos, o pr\u00f3prio sistema atual.<br>Os espa\u00e7os para criar comunidades est\u00e3o sendo perdidos. Agora voc\u00ea pode assistir a um filme em casa, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que assistir em grupo, com algu\u00e9m, e depois conversar sobre o que viu, na presen\u00e7a do outro.<br>As conversas, como j\u00e1 disse, tornam-se extremamente superficiais. N\u00e3o pensar beneficia o sistema.<br>Reclamo muito do sistema neoliberal, que individualiza muito. E isso torna os indiv\u00edduos muito dependentes. \u00c9 um paradoxo, porque por um lado o sistema &#8220;nos liberta&#8221;, mas, ao nos tornarmos t\u00e3o independentes, ficamos mais isolados e vulner\u00e1veis, portanto, mais dependentes.<br>Neste sistema, a competi\u00e7\u00e3o tem preced\u00eancia sobre a emula\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma vis\u00e3o muito competitiva das pessoas \u00e0 qual me oponho. \u00c9 muito melhor, quando voc\u00ea est\u00e1 em grupo, imitar e brincar de ser voc\u00ea mesmo. Voc\u00ea aumenta sua criatividade, aprimora sua mente, n\u00e3o tenta estar acima do outro. Dever\u00edamos tentar restaurar isso em nossa sociedade.<br>BBC &#8211; Nos seus artigos e livros voc\u00ea se refere em diversas ocasi\u00f5es ao conceito de sociedade l\u00edquida do escritor Zygmunt Bauman, uma sociedade em constante mudan\u00e7a, em permanente transi\u00e7\u00e3o e incerteza. Quais s\u00e3o os perigos, na sua opini\u00e3o, desta sociedade l\u00edquida?<br><br>CR\u00c9DITO, HAY FESTIVAL<br>Legenda da foto, Claudine fala sobre a import\u00e2ncia de, num mundo cada vez mais acelerado e veloz, parar e pensar<br>Haroche &#8211; O perigo est\u00e1 dentro do ser humano, no seu espa\u00e7o interno, em sua consci\u00eancia. Voc\u00ea tem contatos, pessoas com quem voc\u00ea conversa o tempo inteiro, em todos os lugares, nas redes sociais, mas contatos sem profundidade e sem tempo para entrar em si mesmo, para pensar.<br>E isso leva ao conformismo.<br>Mas, ao mesmo tempo, o perigo nesta sociedade onde n\u00e3o h\u00e1 limites entre o nosso mundo interno e externo, onde que n\u00e3o podemos nos expressar livremente. Nos \u00faltimos tempos h\u00e1 cada vez mais pessoas fazendo julgamentos, grupos que te julgam em massa pelo que voc\u00ea escreve, comenta. Assim, surge o ass\u00e9dio online.<br>Passou do ass\u00e9dio sexual ao ass\u00e9dio moral. H\u00e1 alguns anos se dizia que o ass\u00e9dio moral n\u00e3o existia, que isso \u00e9 rid\u00edculo, mas ele existe e \u00e9 muito importante e perigoso.<br>Por exemplo, num lugar com tantas regulamenta\u00e7\u00f5es, como as universidades dos Estados Unidos, as aulas agora s\u00e3o de &#8220;portas abertas&#8221; e qualquer um pode reclamar da atitude de qualquer um. Foi feita uma tentativa de regular alguns problemas, mas outros foram criados.<br>Isso tamb\u00e9m fala da atual cultura do cancelamento, algo sobre o qual devemos ser muito cautelosos. \u00c9 preciso evitar o radical. \u00c9, talvez, uma forma de apagar a hist\u00f3ria.<br>BBC &#8211; Tudo isso que voc\u00ea est\u00e1 falando est\u00e1 intimamente relacionado ao uso que fazemos das redes sociais hoje em dia.<br>Haroche &#8211; Isso acontece nas redes sociais porque estamos o tempo todo conectados e pelo tipo de contato que ali se estabelece.<br>Por exemplo, imagine que uma pessoa busca ter milhares de seguidores em uma rede social. Esta \u00e9 uma forma de mercantilizar a cultura, tal como Adorno e Horkheimer falaram no s\u00e9culo passado com a Escola de Frankfurt.<br>\u00c9 uma forma de comercializar tudo, a cultura, a ci\u00eancia. Mas tamb\u00e9m est\u00e1 deixando uma lacuna perigosa para que possamos &#8220;ser produtivos&#8221; o tempo todo.<br>\u00c0s vezes somos produtivos, \u00e0s vezes n\u00e3o. Nesse espa\u00e7o devemos permitir que as pessoas desenvolvam livremente as suas mentes e a sua pr\u00f3pria capacidade de pensar e, assim, evitar toda a enorme viol\u00eancia que \u00e9 gerada nas redes.<br>H\u00e1 quem tente resistir, que n\u00e3o caia nessa, mas \u00e9 complicado com a atual sociedade hiperconectada e acelerada.<br>BBC &#8211; Voc\u00ea fala de sociedades que vivem no &#8220;calor&#8221;, tendo la\u00e7os reais e estreitos, e outras na &#8220;frieza&#8221;, onde predominam a superficialidade e o anonimato. A nossa sociedade \u00e9 de frieza?<br>Haroche &#8211; Sim, totalmente. Por conta dessa super individualiza\u00e7\u00e3o e da constante falta de contato real entre as pessoas.<br>Por exemplo, existem diferentes tipos de prote\u00e7\u00e3o na sociedade, como a que um membro da fam\u00edlia pode oferecer. Mas agora, cada vez mais, h\u00e1 fam\u00edlias monoparentais e isto contribui para a migra\u00e7\u00e3o constante, para o fato de termos de nos deslocar de um lugar para outro e isso pode criar uma falta de prote\u00e7\u00e3o, de desenraizamento.<br>Por um lado, temos mais liberdade, mas tamb\u00e9m menos prote\u00e7\u00e3o quando estamos sozinhos.<br>\u00c9 dif\u00edcil ter liberdade, conex\u00f5es profundas e prote\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo.<br>Este sistema atual funciona para aqueles que s\u00e3o suficientemente fortes para viverem sozinhos, mas \u00e9 muito dif\u00edcil. Estamos nos tornando cada vez mais uma sociedade superficial.<br>BBC &#8211; Com esse panorama, qual o papel dos sentidos, da sensibilidade e da percep\u00e7\u00e3o hoje em dia?<br>Haroche &#8211; Isto tem tudo a ver com a acelera\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o que existe na sociedade atual.<br>H\u00e1 uma parte muito positiva: por um lado, muitas pessoas est\u00e3o ficando muito mais conscientes do seu corpo. Mas, ao mesmo tempo, surge na sociedade uma s\u00e9rie de regras e regimes que imp\u00f5em limita\u00e7\u00f5es, como m\u00e9todos para impedir as mulheres de adquirir conhecimento, de estudar. <br>Portanto, h\u00e1 um duplo desenvolvimento na forma como nos percebemos.<br>H\u00e1 abertura por um lado, em que as mulheres conquistam cada vez mais espa\u00e7os, mas tamb\u00e9m h\u00e1 outros onde aparece uma educa\u00e7\u00e3o mais radical e limitadora. A complexidade entre religi\u00e3o e pol\u00edtica \u00e9 sempre uma trag\u00e9dia.<br><br>CR\u00c9DITO, GETTY IMAGES<br>Legenda da foto, Estamos conectados por dispositivos, n\u00e3o por proximidade ou contato, diz Haroche<br>BBC &#8211; Voc\u00ea se refere tamb\u00e9m \u00e0 domina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que as mulheres sofreram, mas tamb\u00e9m como os homens sofrem as exig\u00eancias ou os termos do exerc\u00edcio dessa domina\u00e7\u00e3o.<br>Haroche &#8211; Acredito realmente que hoje devemos exigir do feminismo n\u00e3o s\u00f3 a prote\u00e7\u00e3o das mulheres, mas tamb\u00e9m dos homens. Existe uma rela\u00e7\u00e3o entre os dois.<br>H\u00e1 sempre uma mistura de homem e mulher dentro de um homem e uma luta nisso.<br>Voc\u00ea v\u00ea um exemplo de como os homens sofrem as exig\u00eancias dessa domina\u00e7\u00e3o na rea\u00e7\u00e3o dos ditadores, por exemplo algu\u00e9m como Vladimir Putin, com total falta de humor e obsess\u00e3o pela domina\u00e7\u00e3o, domina\u00e7\u00e3o masculina, masculinidade exacerbada. Acontece com Putin, mas tamb\u00e9m se v\u00ea em Jair Bolsonaro.<br>As pessoas se tornam dependentes dessa domina\u00e7\u00e3o, num duplo sentido. E n\u00e3o sabem como sair dela. Os homens devem ser fortes e, al\u00e9m disso, mostrar-se fortes.<br>Todos os seres humanos t\u00eam medo, mas somos fracos de nascen\u00e7a. E \u00e9 normal que queiramos prote\u00e7\u00e3o, mas o grande problema agora s\u00e3o os homens que querem se livrar das mulheres e as mulheres querem se livrar dos homens. \u00c9 uma radicaliza\u00e7\u00e3o tremenda. <br>E a quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio ver como olhamos para as nossas identidades, e n\u00e3o como confin\u00e1-las em termos como &#8220;masculino&#8221; e &#8220;feminino&#8221;.<br>BBC &#8211; Pelo que voc\u00ea diz, n\u00e3o estamos buscando prote\u00e7\u00e3o neste momento atrav\u00e9s da nossa vulnerabilidade, mas sim expondo uma aparente for\u00e7a e frieza.<br>Haroche &#8211; Fingimos que somos fortes, mas n\u00e3o somos.<br>Note-se que um dos elementos do nazismo foi justamente o fort\u00edssimo desenvolvimento da masculinidade f\u00edsica, a domina\u00e7\u00e3o e o \u00f3dio \u00e0 homossexualidade. Havia muito medo da homossexualidade, entendida por eles como uma fraqueza.<br>Vemos isso agora tamb\u00e9m em muitos lugares, esse medo da homossexualidade, at\u00e9 mesmo por meio da proibi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um refor\u00e7o disso, de frieza e dom\u00ednio versus calor e vulnerabilidade.<br>Vemos isso em pa\u00edses como o Afeganist\u00e3o, com o dom\u00ednio sobre as mulheres.<br>\u00c9 muito complicado mudar esse tipo de sistema de fora, tem que ser feito de dentro. E \u00e9 dif\u00edcil. \u00c9 um grande problema. H\u00e1 muita discuss\u00e3o no meio sobre o respeito \u00e0 cultura, a gest\u00e3o dela.<br>BBC &#8211; Voltando ao in\u00edcio, aos sentidos, a dar prioridade ao toque pessoal e ao contato real com os outros: voltarmos ao nosso corpo, \u00e0 sensibilidade e ao calor, mas, ao mesmo tempo, sem deixar de estar em contato com outras pessoas. \u00c9 isso?<br>Haroche &#8211; Por um lado, no mundo de hoje temos que tornar vis\u00edvel o nosso pr\u00f3prio eu, a nossa vida vis\u00edvel dentro deste mundo t\u00e3o conectado.<br>E isso implica mais tempo nas telas, e menos tempo para a interioridade. <br>Isso \u00e9 algo muito problem\u00e1tico, porque n\u00e3o h\u00e1 tempo para intimidade, para nos conectarmos verdadeiramente com a nossa diversidade. <br>Dou como exemplo algo que acontece nos Estados Unidos, onde em muitos lugares, para diminuir o racismo, as pessoas criam um curr\u00edculo neutro, sem foto. <br>Isto por um lado \u00e9 bom, mas por outro temos que aprender a diversidade. <br>Temos que aprender que todo ser humano tem medo, medo do que \u00e9 diferente. Justamente temos de aprender que somos todos diferentes, mas que conseguimos fazer conex\u00f5es, que existem diferen\u00e7as que n\u00e3o conseguimos compreender plenamente, mas que \u00e9 preciso entend\u00ea-las.<br>E uma das coisas que pode nos ajudar nisso \u00e9, sem d\u00favida, a conversa. Conversas profundas, conversas reais e profundas.<br>Outra coisa importante para essa resist\u00eancia \u00e9 o humor. \u00c9 uma forma de resistir a esta acelera\u00e7\u00e3o, a esta dist\u00e2ncia.<br>Voc\u00ea v\u00ea isso agora com as crian\u00e7as, que passam muitas horas nas redes, conectadas, sem contato real com os outros e sem tempo para pensar e refletir. E isso pode fazer com que tenhamos adultos conformistas no futuro.<br>Assim como \u00e9 importante que os adultos retornem a essa interioridade, parando, pensando e se conectando com os outros por meio de uma conversa boa e profunda, para as crian\u00e7as \u00e9 essencial uma boa educa\u00e7\u00e3o que as torne capazes de olhar para dentro, sentir e cultivar esse mundo interior.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[154],"tags":[],"class_list":["post-18791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comportamento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18792,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18791\/revisions\/18792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasnoface.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}