Absurdo- Esquartejamento é um ritual cultural entre índios, decide MPF

MMFDH repudiou a decisão
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado pela ministra Damares Alves, emitiu na última quarta-feira (17) uma nota de repúdio contra a decisão do Ministério Público Federal (MPF) que arquivou a investigação sobre a morte de um jovem indígena de 16 anos que foi esquartejado em um ritual da etnia. O órgão alegou que ser “imperiosa a necessidade de resguardar a manifestação cultural da etnia”
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A denúncia da morte do jovem Munduruku foi feita em junho de 2015, pela mãe da vítima, na delegacia de Polícia Civil de Itaituba, no Pará. Ela disse que dois indígenas de sua aldeia, a Sai Cinza, entraram em sua casa e atiraram contra seu filho com uma espingarda. O corpo do adolescente foi arrastado até um rio, onde ele foi esquartejado em pequenos pedaços.
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Os autores da ação ainda retiram e trituram o coração e fígado do jovem, e atirado as outras partes do corpo no rio, amarradas a uma pedra.
Uma nota técnica de um analista de antropologia do Ministério Público da União (MPU) afirmou que “a dinâmica dos fatos praticados indicaram efetivamente a prática de um ritual próprio dos indígenas e que faz parte da histórica formação de novas aldeias”.
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O MPF então concluiu que a morte ocorreu no contexto de um ritual tradicional da etnia Munduruku chamado “pajelança brava”.

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