Dois fugitivos de Mossoró estão dando um verdadeiro “OLÉ” na segurança pública

img_0917-1 Dois fugitivos de Mossoró estão dando um verdadeiro “OLÉ” na segurança pública
Polícia encontra munição de fuzil em esconderijo de fugitivos de Mossoró
Segundo investigadores, material estava no buraco que foragidos cavaram para se esconder
2.mar.2024 às 4h00
Investigadores dizem que os presos que fugiram da penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, podem estar armados com fuzil. A polícia encontrou munição compatível com esse modelo no esconderijo em que os dois ficaram por quase oito dias no sítio de Ronaildo Fernandes.
O material, segundo investigadores, estava no buraco que os dois detentos cavaram para se esconder dos sensores de calor dos drones usados pela polícia. Os dois fugitivos foram vistos pela última vez na tarde desta quinta-feira (29).
Eles são Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Martelo, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Tatu, Deisinho —segundo as investigações, ambos são ligados à facção Comando Vermelho.
Duas mulheres que trabalham numa fazenda com produção de frutas afirmaram ter avistado dois homens sujos no assentamento Vila Nova 2. Ao notar a presença delas, eles teriam se embrenhado na mata.
O local é próximo de onde os detentos teriam tentado invadir uma casa no último domingo (25). Os policiais dizem acreditar que eles ainda estejam no Rio Grande do Norte, e as buscas se intensificaram na divisa do estado com o Ceará.
Investigação da Polícia Federal aponta que a facção criminosa Comando Vermelho está bancando uma rede de apoio destinada a ajudar os dois detentos.
Segundo parte da investigação a que a Folhateve acesso, essa rede auxilia os fugitivos a se manterem em áreas rurais com apoio para alimentação, bebidas, transporte e, possivelmente, armas de fogo.
De acordo com a apuração, os fugitivos estabeleceram contato com membros do Comando Vermelho e familiares por volta das 21h de 16 de fevereiro, horário em que faziam uma família refém na zona rural de Mossoró e tiveram acesso a aparelhos de celular.
Após essa ocasião é que os fugitivos receberam suporte local de um indivíduo residente em Mossoró. A polícia relata que esse homem resgatou os criminosos, conduzindo-os a uma região próxima a Baraúna, cidade próxima da divisa com o Ceará.
O documento aponta que há fortes indícios de que o homem faça parte do Comando Vermelho, tendo inclusive, registros criminais. Ele foi a primeira pessoa presa no caso, no dia 21. Segundo investigadores, ele teria recebido R$ 4.500 para fazer o serviço.
Após deixar os presos nas proximidades de Baraúna, o suspeito teria viajado até Aquiraz, no Ceará, onde adquiriu armamentos, possivelmente repassados aos criminosos, e retornado a Mossoró.
Após a prisão e execução de mandados de busca e apreensão, a polícia constatou que ele não agiu isoladamente no apoio aos criminosos, contando com a colaboração de outras pessoas.
Segundo a investigação, o mecânico Ronaildo Fernandes teria o transportado de Mossoró a Baraúna para auxiliar os fugitivos. Além disso, o mecânico teria fornecido alimentação, celular e acesso à internet aos fugitivos.

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