Homem é preso após forjar e registrar falso roubo para acionar seguro no Rio

Corporação disse que irá buscar o ressarcimento dos recursos públicos empregados na investigação

Polícia recorreu a imagens de segurança para investir o que aconteceu no dia do falso roubo
Polícia recorreu a imagens de segurança para investir o que aconteceu no dia do falso roubo — Foto: Reprodução TV Globo

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (15), um homem que forjou e registrou na 41ª DP (Tanque) um falso assalto. Segundo seu relato, o prejuízo teria sido de R$ 13 mil em dinheiro e bens levados. Mas o roubo, na verdade, não aconteceu e a intenção com a invenção era acionar um seguro.

Homem é preso suspeito de torturar criança de 4 anos; menina foi internada com intestino perfurado e fraturas no corpo

Suspeito era padrasto da menina, e já possuía duas anotações criminais por violência doméstica e importunação sexual

De branco, o homem suspeito de torturar menina de 4 anos é levado por agentes da 37ª DP (Ilha do Governador)
De branco, o homem suspeito de torturar menina de 4 anos é levado por agentes da 37ª DP (Ilha do Governador) — Foto: Divulgação/PCERJ

O padrasto de uma menina de 4 anos foi preso temporariamente na noite desta sexta-feira, em Paciência, na Zona Oeste do Rio, por suspeita de submeter a enteada a sessões prolongadas de tortura. A criança foi levada às pressas ao Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), na UFRJ, com quadro gravíssimo de perfuração intestinal, fratura no braço e sepse abdominal. Segundo os médicos, a menina chegou ao hospital à beira da morte, após sofrer quatro paradas cardíacas e apresentar vômitos de cor esverdeada, além de múltiplos hematomas por todo o corpo. O caso é investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador).

Donald Trump chega ao Catar após passagem pela Arábia Saudita

Presidente dos EUA faz primeira visita de Estado de seu segundo mandato e partirá para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira (15)

14/05/2025 às 09:04

Betsy KleinKaitlan Collinsda CNN

Presidente dos EUA, Donald Trump, desembarca no Catar.
Presidente dos EUA, Donald Trump, desembarca no Catar.

Presidente dos EUA, Donald Trump, desembarca no Catar. • Qatar TV

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao Catar nesta quarta-feira (14), sua segunda parada em uma viagem de três dias pelo Oriente Médio.

Trump pousou no Aeroporto Internacional Hamad, em Doha, por volta das 14h, horário local.

Diversas aeronaves caças F-15 escoltava o Air Force One.

O republicano foi recebido pelo emir do Catar e outras autoridades antes de embarcar em sua comitiva.

Ele acaba de deixar a Arábia Saudita e tem uma viagem marcada para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira (15).

Legislativo municipal promove palestra sobre combate ao assédio no ambiente de trabalho

Buscando reforçar a importância de interações profissionais mais seguras, éticas e respeitosas, o vereador Michael Borges propôs a realização de uma palestra com o tema “Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Trabalho”. O evento, ministrado pela promotora de Justiça e professora de Direito da UFRN, Érica Canuto, aconteceu nesta quinta-feira, 15, Plenário Dr. Mário Medeiros, na Câmara Municipal de Parnamirim.

A promotora apresentou ao público exemplos de comportamentos que configuram assédio moral e/ou sexual, ressaltando a importância de um ambiente de trabalho bem estruturado e seguro, onde as vítimas se sintam acolhidas e encorajadas a relatar os casos vivenciados. Além disso, destacou a importância da aplicação de penalidades adequadas às pessoas que adotam tais condutas de assédio.

Na ocasião, quatro pessoas presentes na plateia do plenário compartilharam experiências de assédio vivenciadas em seus respectivos ambientes de trabalho no município. Durante os relatos, foi destacada a relevância da palestra e a necessidade de debates como esse.

O vereador Michael Borges manifestou respeito e solidariedade às pessoas que participaram da palestra e, especialmente, àquelas que relataram situações de assédio em seus ambientes de trabalho. O parlamentar destacou que medidas concretas serão adotadas para combater esse tipo de conduta. “Vamos dar um basta e cobrar as penalidades”, afirmou.

Em concordância, o presidente da Casa Legislativa, Dr. César Maia, reafirmou seu comprometimento com a causa e se colocou à disposição para oferecer apoio e suporte às vítimas de assédio moral e/ou sexual no âmbito municipal. “Independentemente de onde vocês estejam, sempre haverá alguém disposto a ouvir. E, na Câmara, essa pessoa sou eu”, declarou.

Ao término da palestra, foi lançada a campanha “Assédio Moral, Nunca Mais!”. A iniciativa aborda os aspectos legais e institucionais do assédio moral e sexual, além de apresentar estratégias de enfrentamento e os canais disponíveis para denúncia.

Assédio Moral, Nunca Mais!
O Legislativo tem demonstrado o compromisso com a temática por meio da aprovação de projetos de lei voltados à proteção das vítimas e à repressão de condutas desrespeitosas e ofensivas. Entre as medidas adotadas, destaca-se a Lei Ordinária nº 2.577/2025, sancionada no início deste ano, que proíbe a nomeação de pessoas condenadas por assédio moral para cargos de chefia, direção e assessoramento no município.

Destacam-se, ainda, a Lei Ordinária nº 1.676/2014, de autoria do então vereador Rosano Taveira, que trata da aplicação de penalidades para casos de assédio moral na administração pública municipal, e a Lei nº 2.208/2022, proposta pelo vereador Michael Borges, que institui o mês de maio como o Mês de Luta Contra o Assédio Moral em Parnamirim.

Texto: Lívia Mel, sob a supervisão de Kassandra Lopes
Foto: Luiz Thé

Meta e TikTok atendem AGU e removem posts sobre Lula e Janja na Rússia

Empresas foram notificadas na última quarta-feira (14) pela Advocacia-Geral da União (AGU)

15/05/2025 às 21:50 | Atualizado 15/05/2025 às 21:50

O presidente Lula e a primeira-dama Janja deixam o avião da Presidência, que teve falha, após pouso na Cidade do México
O presidente Lula e a primeira-dama Janja deixam o avião da Presidência, que teve falha, após pouso na Cidade do México

O presidente Lula e a primeira-dama Janja deixam o avião da Presidência, que teve falha, após pouso na Cidade do México • 01/10/2024 – Reprodução/Governo Federal

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Junto ao Tiktok, a Meta, empresa dona das redes Instagram, WhatsApp e X (antigo Twitter), apagou as publicações que envolviam notícias falsas sobre a primeira-dama, Rosângela da Silva, durante viagem à Rússia.

A ação acontece após a Advocacia-Geral da União (AGU) notificar as companhias e pedir a retirada do conteúdo em até 24 horas.

Conforme adiantado pela CNN na terça-feira (15), as notificações extrajudiciais atendem a um pedido da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.

Nos últimos dias passaram a circular  nas plataformas uma mensagem em que a primeira-dama Janja da Silva aparece ao lado de uma pilha de malas, que, segundo a publicação, estavam cheias de dinheiro supostamente desviado dafraude do INSS.

De acordo com a postagem, a foto foi feita na chegada da primeira-dama à Rússia, onde ela teria sido barrada após um agente ter aberto uma das bagagens descritas na notícia falsa.

Segundo a AGU, as publicações foram veiculadas para atingir a legitimidade da própria missão diplomática do Estado brasileiro, sendo “conteúdo desinformativo com potencial de vulnerar a estabilidade institucional e de comprometer a integridade das políticas públicas tuteladas pela União”.

Se não removerem os conteúdos desinformativos listados nas notificações extrajudiciais, as plataformas poderiam incorrer em omissão culposa, ensejando sua responsabilização, adianta a AGU, pois “as mensagens têm o condão de confundir o público interno sobre tema relevante (relações diplomáticas) e sensível (missão oficial do Estado brasileiro)”.

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Viagem

A primeira-dama foi à Rússia a convite do governo russo. Ela cumpriu agendas entre os dias 3 e 7 de maio, antes da chegada do presidente Lula.

Janja participou de encontros com alunos e professores de língua portuguesa em universidades, visitou o Kremlin, o Teatro Bolshoi, o Museu Hermitage e assistiu o balé Lago dos Cisnes.

Ela também se reuniu com reitores de universidades, esteve com a vice-governadora de São Petersburgo, Irina Potekhina, e com o governador, Alexander Beglov.

FAB intercepta avião com 200kg de drogas no Pará

Aeronave estava carregada com cerca de 200kg de skunk; ação ocorreu em Altamira, e contou com apoio da Polícia Federal

15/05/2025 às 21:53

da CNN* , em São Paulo 

Imagem mostra aeronave interceptada nesta quinta (15)
Imagem mostra aeronave interceptada nesta quinta (15)

Imagem mostra aeronave interceptada nesta quinta (15) • Divulgação

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A Força Aérea Brasileira (FAB), com apoio da Polícia Federal, interceptou na tarde desta quinta-feira (15) uma aeronave carregada com 200kg de skunk, na cidade de Altamira, no Pará. A ação também teve apoio das forças de segurança de Mato Grosso e Goiás.

Segundo a PF, as forças de segurança federais e estaduais compartilharam informações e realizaram o monitoramento aéreo do avião de pequeno porte, identificado no espaço aéreo brasileiro.

Ao chegar próximo de Altamira, a FAB iniciou o procedimento de interceptação, seguindo os protocolos operacionais.

Imagem mostra servidor durante operação desta quinta (15) • Divulgação/PF

Durante o procedimento, a tripulação da aeronave realizou um pouso forçado, incendiou o avião e fugiu do local.

Após a apreensão, as drogas foram encaminhadas para a Delegacia da Polícia Federal em Santarém.

STF vota pela condenação de Carla Zambelli e hacker por invasão: o que acontece agora?

Há 6 horas

Carla Zambelli

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão em regime fechado, à perda do mandato e ao pagamento de indenização, por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por falsidade ideológica.

O ministro Luiz Fux foi o último a votar, nesta quarta-feira (14/5), e completou o placar de 5 a 0 pela condenação. 

O relator do caso, Alexandre de Moraes, havia se manifestado na última quinta-feira (9), sendo acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Zambelli foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar e comandar a invasão ao sistema do CNJ com o auxílio do hacker Walter Delgatti, no início de 2023. Delgatti recebeu pena de 8 anos e 3 meses.

A intenção, segundo a denúncia, era inserir alvarás de soltura falsos e até um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Em seu voto, Moraes afirmou que Zambelli atuou de forma premeditada, organizada e consciente, para desacreditar instituições do Estado democrático de Direito. 

“Como deputada federal, portanto representante do povo brasileiro e jurada a defender a Constituição, utilizou-se de seu mandato e prerrogativas para, deliberadamente, atentar contra a credibilidade do Poder Judiciário”, escreveu Moraes, ao justificar a aplicação de uma pena mais severa.

A pena imposta à deputada foi agravada, segundo Moraes, pelo comportamento social considerado “desajustado ao meio em que vive a acusada” e pelo “desrespeito às instituições e à democracia”.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e termina oficialmente às 11h59 desta quinta-feira (15/5). Até lá, ainda que improvável, ministros podem mudar seus votos.

Mesmo com a condenação já formada, a decisão ainda não é definitiva, já que cabem recursos.

O que acontece agora?

Após o fim do julgamento, o STF vai publicar o acórdão — o documento oficial que registra a decisão tomada pelos ministros. Só então começa a contar o prazo para apresentação de novos recursos.

O principal recurso possível nessa fase são os chamados embargos de declaração, que servem apenas para pedir esclarecimentos sobre pontos da decisão que possam estar confusos, contraditórios ou incompletos.

“Os embargos de declaração são um recurso apenas para esclarecimento. Não têm efeito suspensivo nem devolutivo, salvo exceções”, explica o advogado Clóvis Alberto Bertolini, doutor em Direito do Estado pela UFPR e especialista em Direito Público.

Esses embargos não mudam o resultado do julgamento, mas podem afetar detalhes, como a data de início da pena ou o cálculo final da condenação. 

No caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), Bertolini afirma que esse tipo de recurso pode ser apresentado, mas não há possibilidade de embargos de divergência, pois a decisão da Primeira Turma foi unânime. 

“Diferentemente do que ocorreu com o Fernando Collor, cuja decisão não foi unânime, a condenação da deputada foi unânime na Primeira Turma”, explica.

Zambelli só poderá ser presa e perder oficialmente o mandato depois do trânsito em julgado — ou seja, quando não houver mais chance de recorrer da decisão. Até lá, ela continua solta e com seu mandato de deputada federal, a menos que os deputados decidam antecipar a cassação por conta própria.

A Constituição Federal determina, no artigo 55, que parlamentares condenados criminalmente em decisão definitiva devem perder o mandato. 

O texto também diz que essa perda deve ser votada pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, depois de um pedido da Mesa Diretora ou de algum partido político. 

Mas há um impasse entre os poderes. “É uma discussão: a Câmara entende que deveria votar essa perda do mandato. Mas o STF já consolidou há muitos anos que essa perda é automática”, afirma Bertolini. 

Segundo ele, o Supremo usa como base o artigo 15 da Constituição, que prevê a suspensão dos direitos políticos após uma condenação criminal definitiva.

“O Supremo tem esse entendimento há tempos e já aplicou isso em outros casos, inclusive em um julgamento relatado pelo ministro Barroso”, diz. 

Para o advogado, o provável é que o STF determine que Zambelli perca o mandato automaticamente, como fez em outras decisões semelhantes. “É muito provável que ela perca o mandato após o julgamento dos embargos de declaração”, conclui.

Da mesma forma, a inelegibilidade de oito anos, determinada pela condenação, só valerá quando não houver mais possibilidade de recurso. 

‘Perseguição política’

Carla Zambelli
Zambelli afirmou que é vítima de perseguição política 

A defesa de Zambelli classificou a decisão do STF como injusta. Em nota, o advogado Daniel Bialski afirmou que a Corte “desprezou argumentos que levariam à nulidade do processo” e que a deputada foi condenada sem provas “irrefutáveis e induvidosas”.

No X, a parlamentar afirmou ser alvo de perseguição política e disse que a condenação se baseia em acusações sem provas.

“Não há qualquer prova que sustente essa condenação. O que existe é uma tentativa clara de silenciar uma deputada eleita pelo povo, que não se curva diante de abusos de poder”, declarou na semana passada, quando o STF obteve maioria para condenação.

Já Delgatti segue preso desde 2023 por outros crimes cibernéticos, incluindo a invasão de contas de autoridades no Telegram. 

Ele é conhecido por seu envolvimento na “Vaza Jato”, quando invadiu contas de autoridades no Telegram, entre elas de integrantes da força-tarefa da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro, e repassou as mensagens ao site The Intercept Brasil.

No caso atual, ele também deverá pagar, com Zambelli, uma multa de R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.

É a segunda vez, em menos de dois meses, que o STF forma maioria para condenar Carla Zambelli. 

Em março, os ministros já haviam decidido pela pena de 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após o episódio em que a deputada perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Na ocasião, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.

Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, em janeiro, cassá-la por desinformação eleitoral no contexto da eleição de 2022, mas a medida também aguarda o fim dos recursos.

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