Na próxima segunda-feira (23), a Câmara de Parnamirim realizará, através da proposição da Comissão de Financas, Orçamento e Fiscalização Financeira, uma audiência pública voltada para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
A LDO tem a responsabilidade anual de definir as políticas públicas e estabelecer as prioridades para o ano seguinte, além de dispor sobre critérios e a forma de limitação de empenho, entre outras funções. A Lei de Diretrizes Orçamentárias é essencial para garantir equilíbrio entre receitas e despesas.
Serviço O quê: Audiência Pública: LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias 2026. Onde: Plenário Dr. Mário Medeiros, Câmara Municipal de Parnamirim. Quando: Segunda-feira (23), às 16h.
Comentarista de economia defende ajuste fiscal para que país gere investimentos e crescimento econômico sustentável
18/06/25 às 21:17 | Atualizado 18/06/25 às 21:17
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O Banco Central (BC) voltou a elevar os juros básicos do país nesta quarta-feira (18), levando a taxa Selic a 15% ao ano. Para Rita Mundim, comentarista de economia da CNN, “a grande razão do juro estar alto, a grande razão da inflação, é o descontrole do governo”.
“O credor, na hora que vê um país se endividando, um país que não faz questão de ter uma política que entregue superávit fiscal, e que vai gerando déficit após déficit, crescendo o endividamento, com déficit nominal na casa de R$ 1 trilhão, esse país vai entrando na casa da desconfiança”, explica Mundim.
“Aí você pega um Banco Central – que graças a Deus é independente – e ele tem que fazer a parte dele que é subir os juros para continuar atraindo o capital externo e mantendo o dinheiro aqui dentro”, pontua.
A comentarista pondera, porém, que este é um capital de baixa qualidade, que vem de fora, comprado com juros mais baratos, para render com as taxas elevadas do Brasil.
Mundim defende que o país tenha um crescimento sustentável, através do investimento direto, um dinheiro que de fato fique no Brasil. Para isso, contudo, é necessário que o governo trabalhe a questão fiscal.
“A gente precisa atrair um dinheiro sustentável, do investimento, e isso se dá através da responsabilidade fiscal do governo. Aí o juro cai e o investimento direto sobe. O dinheiro vem ‘comprar Brasil’, não tomar títulos”, indica.
“O governo pisa no acelerador, ele quer entregar crescimento, e o Banco Central pisa no freio, a gente tem que frear esse crescimento da forma que ele se dá. […] A política monetária tem que agir quando a política fiscal não existe, […] é uma coisa muito atabalhoada”, indaga.
“É um crescimento baseado num crédito com a taxa de juros nas alturas, deixando as famílias endividadas, inadimplentes, e as empresas também inadimplentes, grandes empresas em recuperação judicial, […] são medidas populistas tomadas na hora errada e que tem um custo enorme para a sociedade brasileira”, conclui.
A Câmara Municipal de Natal realizou, nesta terça-feira (17), sessão solene em homenagem ao Projeto Seis e Meia, iniciativa cultural com três décadas de atuação voltada à valorização da música popular brasileira e da produção artística potiguar. A solenidade foi de proposição do vereador Daniell Rendall (Republicanos) e reuniu artistas, produtores, jornalistas e representantes de instituições ligadas à cultura do estado.
Foram homenageadas pessoas ligadas à trajetória do projeto, incluindo artistas como Isaque Galvão, Sueldo Soares, Melquiades, Iranilda Albuquerque (a “Deusa do Forró”), Fernando Luiz e Dodora Cardoso, além de jornalistas, produtores e representantes de instituições culturais. Nomes como Hilneth Correia, Olga Aranha, Márcio Rêgo, Roberto Linhares, Jeane Bezerril, Castelo Casado, Marcelo Veni e Karina Mandel, também receberam reconhecimento.
Criador do Projeto Seis e Meia, o produtor cultural William Collier agradeceu a homenagem e ressaltou a trajetória do projeto ao longo de três décadas. “Um projeto com 30 anos de existência e mais de dois mil shows realizados tem muita história. Passaríamos a noite inteira contando. Estou muito gratificado com essa homenagem e agradeço ao vereador Daniell Rendall. Espero que o projeto dure muitos anos ainda. Hoje estamos de casa nova, no Teatro Riachuelo, mas foi no Teatro Alberto Maranhão que tudo começou. Considero o Seis e Meia o maior projeto de música do Brasil”, relembrou.
Autor da proposição, o vereador Daniell Rendall destacou o Seis e Meia como uma das mais bem-sucedidas políticas culturais da cidade. “Em 30 anos, o Projeto Seis e Meia se consolidou como a iniciativa cultural mais bem-sucedida que temos em Natal e no Rio Grande do Norte. Democratizou o acesso à cultura, ao lazer, trouxe artistas nacionais, valorizou os artistas da terra e continua fazendo isso todos os meses. Hoje é dia de celebrar esse projeto grandioso, que deu certo e que merece todo o nosso reconhecimento”, afirmou.
Produtor cultural e atual realizador do Projeto, Amaury Júnior ressaltou o impacto da iniciativa em sua trajetória e no fortalecimento da música popular brasileira. “O Projeto Seis e Meia me formou musicalmente, artisticamente, como cidadão, produtor e gestor cultural. Foi ali que assisti, pela primeira vez, a shows de Baden Powell, Paulo Diniz, Baby do Brasil, Vanusa e Dominguinhos. Há dez anos divido a realização com William Collier, mantendo viva essa chama, dialogando com o novo, mas sempre valorizando a memória da música brasileira. Quem faz o Seis e Meia é o público”, celebrou.
Entre os homenageados, a cantora potiguar Dodora Cardoso, com 47 anos de carreira, falou da emoção de ser reconhecida em vida. “É quase impossível descrever em palavras a emoção, a alegria e a gratidão de estar aqui nesse momento. Nada melhor do que ser homenageada em vida. Agradeço à Câmara Municipal e a todas as pessoas envolvidas nesse projeto. Estou muito feliz e muito emocionada”, agradeceu.
A mesa dos trabalhos foi composta pelo vereador Daniell Rendall; a vereadora Camila Araújo (União); a empresária Miriam Sousa, da TV Ponta Negra; o produtor cultural Amaury Júnior, do grupo Idearte; o fundador do projeto Seis e Meia, William Collier; a escritora Leide Câmara, da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras; Matheus Feitosa, diretor do Núcleo de Música da Funcarte, e o representante do Sistema Fecomércio, Gedson Nunes.
Na tarde desta quarta-feira (18/06), a Base Aérea de Natal (BANT) sediou uma palestra do comandante, Brigadeiro-do-Ar Ricardo Guerra Rezende, sobre as possibilidades de parceria entre a BANT — que, apesar do nome, está localizada em Parnamirim — e a Câmara Municipal. O evento ocorreu no auditório do Grupo de Instrução Tática Especializada (GITE) e reuniu autoridades civis e militares, incluindo o presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Dr. César Maia, a Prefeita Nilda, vereadores Binho de Ambrósio, Eurico da Japão, Gabriel César, Marquinhos da Climep, Prof. Diego, Rodrigo Cruz, e Serginho, além de alguns secretários municipais.
Durante o encontro, foram discutidas a cessão não onerosa de áreas militares para uso de órgãos civis e destacada a importância das emendas parlamentares no apoio à comunidade da Base, composta por cerca de 2.900 militares residentes em Parnamirim, além de seus familiares. O Brigadeiro Rezende ressaltou que a folha de pagamento da Base, que gira em torno de R$ 75 milhões mensais, beneficia diretamente a economia do município.
O presidente da Câmara, vereador Dr. César Maia, avaliou a reunião como produtiva e ressaltou: “É uma tarde muito especial aqui, com o Brig. Rezende, que apresentou diversos projetos para a Câmara e para o povo de Parnamirim. Nada mais justo que acompanharmos de perto os convênios e vermos como a cidade está sendo beneficiada pela Base Aérea e sua contribuição econômica para o município.”
Para o Brig. Rezende, a aproximação institucional é fundamental: “Esse é um momento muito importante para a Base Aérea porque estamos inseridos na sociedade parnamirinense. Essa parceria é profícua para todos. Nos sentimos parte da sociedade local e queremos colocar os serviços da Força Aérea à disposição para facilitar o acesso a lazer, cultura e benefícios para a população.”
Base Aérea de Natal Fundada em 2 de março de 1942 e operacional desde agosto do mesmo ano, a Base Aérea de Natal é a maior da Força Aérea Brasileira, ocupando mais de 15 km². Abriga cinco unidades aéreas, um grupo de comunicações e controle, além de centros de instrução especializados, desempenhando papel estratégico e social para a cidade e região.
Comentarista de economia defende ajuste fiscal para que país gere investimentos e crescimento econômico sustentável
18/06/25 às 21:17 | Atualizado 18/06/25 às 21:17
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O Banco Central (BC) voltou a elevar os juros básicos do país nesta quarta-feira (18), levando a taxa Selic a 15% ao ano. Para Rita Mundim, comentarista de economia da CNN, “a grande razão do juro estar alto, a grande razão da inflação, é o descontrole do governo”.
“O credor, na hora que vê um país se endividando, um país que não faz questão de ter uma política que entregue superávit fiscal, e que vai gerando déficit após déficit, crescendo o endividamento, com déficit nominal na casa de R$ 1 trilhão, esse país vai entrando na casa da desconfiança”, explica Mundim.
“Aí você pega um Banco Central – que graças a Deus é independente – e ele tem que fazer a parte dele que é subir os juros para continuar atraindo o capital externo e mantendo o dinheiro aqui dentro”, pontua.
A comentarista pondera, porém, que este é um capital de baixa qualidade, que vem de fora, comprado com juros mais baratos, para render com as taxas elevadas do Brasil.
Mundim defende que o país tenha um crescimento sustentável, através do investimento direto, um dinheiro que de fato fique no Brasil. Para isso, contudo, é necessário que o governo trabalhe a questão fiscal.
“A gente precisa atrair um dinheiro sustentável, do investimento, e isso se dá através da responsabilidade fiscal do governo. Aí o juro cai e o investimento direto sobe. O dinheiro vem ‘comprar Brasil’, não tomar títulos”, indica.
“O governo pisa no acelerador, ele quer entregar crescimento, e o Banco Central pisa no freio, a gente tem que frear esse crescimento da forma que ele se dá. […] A política monetária tem que agir quando a política fiscal não existe, […] é uma coisa muito atabalhoada”, indaga.
“É um crescimento baseado num crédito com a taxa de juros nas alturas, deixando as famílias endividadas, inadimplentes, e as empresas também inadimplentes, grandes empresas em recuperação judicial, […] são medidas populistas tomadas na hora errada e que tem um custo enorme para a sociedade brasileira”, conclui.
Aiatolá Ali Khamenei prometeu danos irreparáveis se EUA se envolverem no conflito
18/06/25 às 21:32 | Atualizado 18/06/25 às 21:32
Donald Trump, durante a Cúpula do G7 no campo de golfe Kananaskis Country em Kananaskis, Alberta, Canadá • Getty Images
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com jornalistas sobre o conflito entre Israel e Irã nesta quarta-feira (18). Questionado sobre a afirmação do Líder Supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, de que o Irã não vai se render, Trump respondeu à CNN na Casa Branca: “Boa sorte”.
Em seguida, o presidente americano afirmou que a sua paciência com o Irã já se esgotou: “Ela já acabou — é por isso que estamos fazendo o que estamos fazendo”.
A fala acontece em meio a uma escalada do conflito no Oriente Médio, com Trump cada vez mais inclinado a usar recursos militares dos EUA para atacar instalações nucleares iranianas. As últimas declarações do presidente americano indicam desanimo com a ideia de solução diplomática para pôr fim ao crescente conflito de Teerã com Israel.
Ainda assim, o presidente indicou que “nada é tarde demais” quando se trata de uma solução diplomática.
Trump também disse que conversou diariamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiando seu colega.
Troca de ataques entre Irã e Israel
A troca de ataques entre Israel e Irã começou na sexta-feira (13) de madrugada, no horário local, quando o governo israelense lançou uma ofensiva direcionada ao centro do programa nuclear iraniano e aos altos líderes militares do país.
Teerã iniciou a retaliação logo em seguida, aumentando novamente os temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
Ao todo, somando os dois países, mais de 200 pessoas morreram desde o início da troca de ataques.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) dizem que os ataques têm como objetivo impedir o desenvolvimento do programa nuclear do Irã, tido por eles como uma ameaça à existência israelense.
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da investigação sobre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro
O nome do ator e humorista Gregório Duvivier consta na lista de pessoas que foram monitoradas pela Abin Paralela, segundo relatório da Polícia Federal (PF).
De acordo com o documento, foi solicitado o levantamento de um dossiê sobre o cofundador do canal “Porta dos Fundos”.
O pedido partiu do policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que chefiava o Centro de Inteligência Nacional (CIN) da Abin e era homem de confiança do então diretor da agência, delegado Alexandre Ramagem.
O levantamento de informações ficou a cargo de Giancarlo Gomes Rodrigues, subordinado de Bormevet.
“O Gregório já está na minha lista”, escreveu ao receber a ordem, apontou o relatório da PF.
No documento, os investigadores afirmam que “Bormevet e Giancarlo tiveram papel de destaque na organização criminosa (ORCRIM) em especial na tarefa de produção e difusão de desinformação”.
“As campanhas de desinformação eram produzidas pelos servidores a partir de dados disponíveis que eram sistematicamente distorcidos no interesse da organização”, acrescenta o relatório.
“Os servidores foram responsáveis por inúmeras ações de “caçar podres” e ataque sistemático contra aqueles que interferissem na obtenção das vantagens perseguidas pela ORCRIM”, conclui.