Em celebração ao Dia do Jornalista, comemorado na última segunda-feira (7), a Câmara Municipal de Parnamirim entregou uma moção de congratulação aos profissionais que atuam na comunicação institucional do Legislativo. A homenagem, proposta pelo presidente da Casa, Dr. César Maia, foi realizada após a 28ª Sessão Ordinária.
Em nome dos homenageados, a jornalista Cida Ramos — primeira servidora efetiva de jornalismo da Câmara Municipal — agradeceu pelos investimentos e pela valorização que a Casa Legislativa tem dedicado aos servidores, em especial à equipe da Assessoria de Comunicação. Cida expressou sua honra em integrar o quadro de servidores efetivos do Legislativo e ressaltou a importância de contar com profissionais comprometidos em zelar pela imagem da instituição.
Por fim, o presidente da Câmara, Dr. César Maia, destacou a dedicação e o cuidado da Assessoria, atuando com responsabilidade para garantir transparência e aproximar ainda mais a população de Parnamirim do trabalho parlamentar. “Para mim, é motivo de grande orgulho tê-los na Câmara Municipal de Parnamirim e poder contar com vocês desde o primeiro dia em que assumi os trabalhos nesta Casa Legislativa. A vocês, só tenho gratidão”, declarou.
Texto: Lívia Mel, sob a supervisão de Gustavo Brendo Foto: José Neto
⚠️CENAS FORTES Imagens de câmeras de monitoramento flagraram outro ângulo do momento em que as jovens Isabela Priel Regis e Isabelli Helena de Lima Costa, ambas de 18 anos, foram atropeladas e mortas na Avenida Goiás, principal via de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, na noite dessa quarta-feira (9/4)
O motoboy Matheus Rodrigues dos Santos, 26 anos, viajou de Rio das Ostras, região dos lagos do Rio, até a capital para realizar o sonho de comprar uma moto nova. Na última terça-feira, 8, logo que saiu da concessionária, em São Cristóvão, na zona norte, com sua aquisição, ele foi abordado por dois homens armados, que levaram a moto e fugiram.
A vítima chegou a pegar uma carona para seguir os criminosos, até que encontrou uma viatura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos e informou o ocorrido. Os agentes perseguiram os bandidos por cerca de cinco minutos e iniciaram uma troca de tiros na Linha Amarela. Quando os criminosos chegaram na altura da Vila do João, no complexo da Maré, abandonaram a motocicleta e correram para dentro da comunidade. Nesta quarta-feira, 9, Matheus foi ao pátio do Detran em Vargem Grande, na zona oeste, recuperar a moto, que havia sido encaminhada para perícia.
As periferias brasileiras podem registrar temperaturas até 8°C mais altas do que nos bairros vizinhos. Mudanças climáticas agravam as desigualdades e afetam intensamente a população negra
15:13
Soraia Claudino em seu terraço no Rio de Janeiro, Brasil, 0 29 de março de 2025.Leonardo Carrato
EL PAÍS ofrece en abierto la sección América Futura por su aporte informativo diario y global sobre desarrollo sostenible. Si quieres apoyar nuestro periodismo, suscríbete aquí.
Soraia Claudino, uma mulher negra de 58 anos que vende comida caseira, mora no Parque Rubens Vaz desde os dois anos de idade, quando sua casa ainda era uma palafita. Hoje, sua favela, localizada na zona norte do Rio de Janeiro, mudou: as casas de alvenaria têm azulejos nas fachadas. Embora simples, muitas têm dois ou três andares, o que bloqueia a ventilação e torna o calor mais intenso, principalmente no mês de março, em que houve recordes de calor na capital carioca.
Em março, a cidade do Rio de Janeiro registrou 44°C, a temperatura mais alta em uma década, segundo o Sistema de alerta Rio. No Complexo da Maré, conjunto de 15 favelas da zona norte da cidade onde Claudino mora, as altas temperaturas foram ainda mais intensas, com sensação térmica de 60°C, registrada pelo termômetro da Redes da Maré, organização comunitária local que trabalha pela inclusão social e melhoria da qualidade de vida da Maré. “Esse calor excessivo não é apenas o verão carioca, mas um reflexo da crise climática”, afirma Everton Pereira, morador do Complexo e coordenador do eixo de direitos urbanos e socioambientais da organização.
Para Claudino, uma mulher extrovertida e resiliente que anda pelas ruas de sua comunidade vendendo sanduíches e bolos caseiros no verão e sopa e caldo de milho no inverno, as altas temperaturas significam uma mudança na rotina. “Em dias de muito calor, saio depois das 16h para vender, quando o ar está um pouco mais fresco”, diz. Naqueles dias de calor extremo, Claudino percebeu os efeitos que aquela sensação de 60 graus Celsius causou na saúde de seu bairro. “Havia vizinhos com muitas alergias, pessoas com pressão alterada, sem esquecer que muitas vezes temos a sensação de que o ar não circula na comunidade”, afirma.
Isto não é apenas uma percepção. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 3 mil pessoas precisaram de atendimento médico por desidratação, insolação e outros problemas de saúde devido ao alerta de calor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que as altas temperaturas podem agravar doenças cardiovasculares, respiratórias e de saúde mental, podendo até ser fatais.
Foto de arquivo da área da Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.Douglas Lopes (Cortesía Redes da Maré)
Que faça mais calor nas favelas como onde Soraia mora não é coincidência. A comunidade está localizada entre as três principais rodovias da capital, cercada por asfalto e concreto, e exposta a maior poluição e temperaturas mais elevadas do que áreas vizinhas, em um fenômeno climático conhecido como “ilhas de calor””Em fevereiro deste ano, o bairro Galeão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, próximo ao Complexo da Maré, marcou 4 graus a menos que a comunidade, segundo investigação que coletou dados sobre qualidade do ar e temperatura na favela. Nessa comunidade, 62,1% da população se autodefine como negra, segundo o Censo Maré.
Casos como este refletem uma realidade: a população negra que vive em favelas e áreas marginalizadas do Brasil, que tradicionalmente mais sofre com a desigualdade histórica, pobreza e ausência de serviços públicos como saneamento básico, saúde e educação, é também a que mais sofre os efeitos das mudanças ambientais.
Por que faz mais calor na favela?
Mais de 140 mil pessoas vivem no Complexo da Maré em uma área de menos de 4 quilômetros quadrados. Além da alta densidade populacional, a estrutura habitacional nas favelas também contribui para a retenção de calor, segundo estudo de 2022 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As casas tendem a ser construções com pouca ventilação e com materiais como telhas de zinco e paredes finas de alvenaria sem isolamento térmico. “A falta de planejamento urbano e as desigualdades socioeconômicas tornam as favelas mais suscetíveis às consequências das mudanças climáticas”, reconhece Everton Pereira.
No Brasil, cerca de 8,1% da população vive em favelas. Existem mais de 16 milhões de pessoas, de acordo com o censo nacional. A maioria dos moradores se identifica como negro (negros e pardos). As temperaturas nesses bairros são até 8 graus Celsius mais altas que as dos bairros vizinhos, segundo uma investigação da Universidade Presbiteriana Mackenzie feita em Paraisópolis, a maior favela de São Paulo.
Soraia Claudino e sua irmã Saionara cuidam das plantas no telhado verde.Leonardo Carrato
Bairros ricos têm mais áreas verdes e melhor planejamento urbano. Além disso, seus moradores tendem a ter mais recursos para adquirir ar condicionado e podem pagar custos mais elevados de energia elétrica, refletindo a desigualdade térmica, um dos aspectos do que é conhecido como racismo ambiental.
A geógrafa Gabriela Conc, cofundadora do ONG Voz das Comunidades e líder em iniciativas de sustentabilidade e justiça social, explica que o racismo climático ocorre quando comunidades já desfavorecidas, privadas de direitos básicos como saneamento, infraestrutura e acesso equitativo, são ainda mais afetadas pelas alterações climáticas e desastres ambientais. “O racismo ambiental não é apenas uma questão ecológica, mas também uma questão social e racial”, enfatiza.
As favelas também tendem a ser mais vulneráveis a desastres ambientais, como deslizamentos de terra e inundações, o que pode fazer com que as famílias que ali moram percam tudo da noite para o dia, além de problemas estruturais, como cortes de água. “Essa vulnerabilidade não é coincidência, mas reflexo de uma estrutura que prioriza investimentos em bairros privilegiados, deixando a periferia desprotegida”, afirma a ativista climática Amanda Costa, que mora em Brasilândia, zona norte de São Paulo, e já participou de cinco Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).
Costa fundou a Instituto Perifa Sustentável, que oferece formação a jovens para debater e exigir soluções para a crise climática. Um dos projetos da organização, Climate Voices, pressionou os candidatos nas eleições municipais de 2024 no Brasil a assumirem compromissos reais com as comunidades nas favelas.
“A crise climática tem cor, classe, gênero e território”
“Justiça climática é reconhecer que a crise climática tem cor, classe, gênero e território”, diz Naira Santa Rita, coordenadora de Justiça Climática e Amazônia da Oxfam Brasil e fundadora do Instituto DuClima. Há três anos, ela teve que deixar sua cidade, Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, devido a enchentes devastadoras que deixaram mais de 150 mortos e mais de 4.000 desabrigados em 2022. Durante o desastre, Santa Rita vivia em uma área que mais tarde foi determinada como tendo vulnerabilidades estruturais que historicamente não tinham sido abordadas pelas autoridades. “A tragédia revelou o que a crise climática significa na vida real: perdas humanas, rupturas territoriais, luto coletivo e falta de respostas do Estado”, afirma.
Soraia, Saionara e Vitória no telhado verde do complexo da Maré.Leonardo Carrato
Para ela, as políticas públicas de urbanização no Brasil não consideram as favelas porque o Estado ainda as vê como um “problema” e não como parte da cidade. “Quando o Estado não urbaniza, nega a cidadania”, destaca. E essa negação, acrescenta, é profundamente racializada, uma vez que as favelas são “territórios de resistência negra e periférica”.
Essa resistência também está na frente climática. Soraia Claudiano sabe bem disso. No telhado de sua casa, no Complexo da Maré, ela tem um protótipo de telhado verde, uma cobertura vegetal que ajuda a reduzir o calor e a poluição e filtra o ar que foi instalada pela organização comunitária Redes da Maré com o Projeto EcoClima em conjunto com a Petrobras. Segundo a ONG, esse sistema faz com que a temperatura dentro da casa seja 10 graus mais baixa do que quando ela tinha telhado de zinco. “Traz frescor”, reconhece Soraia. “Se tivéssemos mais árvores na comunidade, ajudaria ainda mais.”
A cobertura verde traz alívio do calor, mas a sua instalação, que custa cerca de 15 mil reais para uma cobertura de 25 metros quadrados, é inacessível para a maioria dos moradores de favelas, que têm baixa renda. Para uma pessoa que ganha um salário mínimo, isso equivaleria a mais de 10 meses de salário. Portanto, embora o projeto Redes da Maré demonstre que soluções locais podem oferecer soluções imediatas, a verdadeira transformação depende de um compromisso mais amplo por parte das autoridades públicas.
Naira Santa Rita defende a implementação de medidas de adaptação climática para reduzir o calor nas favelas, como aumentar a cobertura vegetal, utilizar materiais de construção que ajudem a reduzir as temperaturas, oferecer acesso à água potável e saneamento básico e criar espaços de respiração térmica, como praças, jardins e pomares urbanos.
“A adaptação climática é um direito coletivo e não um privilégio individual”, defende. Para ela, o Estado tem a responsabilidade de garantir a justiça climática e assumir os custos de reparação, mitigação e adaptação. “Deve garantir direitos, equidade e dignidade num mundo em emergência, porque a crise climática é, acima de tudo, uma crise de direitos humanos.”
A ação conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), ocorre em Salvador, (RMS) e outras cidades do interior do estado, com o cumprimento de dezenas de mandados judiciais, inclusive contra a esposa do rifeiro, além de medidas cautelares diversas da prisão são cumpridos.
Quem é Nanan Premiações? Nanan possui mais de 1 milhão de seguidores em seu perfil do Instagram, se tornando um dos rifeiros mais famosos da Bahia, principalmente pelos grandes prêmios como carros de luxo, jet ski, motos e altas quantias em dinheiro.
Nas redes sociais, Nanan publica diversas viagens, algumas delas internacionais, fotos com muitas joias além de passeios de lancha, festas e “amizades” com diversos famosos e personalidades.
Mas, nem só de rifa vive Nanan, em fevereiro ele teve seu carro de luxo, uma Lamborghini apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O rifeiro foi flagrado trafegando na BR-324 a mais de 200 km/h, além de evadir duas praças de pedágio sem pagar. Ao ser abordado, a PRF constatou que o carro estava sem as placas de identificação e Nanan não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em maio, Nanan foi acusado por Rafael Múrmura, influenciador do Rio de Janeiro, de fraude nos sorteios das rifas. De acordo com Rafael, o vencedor de uma Ferrari sorteada por Nanan teria comprado o bilhete minutos após o sorteio, além de ser conhecido do rifeiro. Nanan se defendeu apenas dizendo que se tratava de “inveja” e que ele “queria apagar o seu brilho”.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou nesta terça-feira (8), por 15 a 8, um projeto que propõe desarmar a segurança pessoal do presidente Lula e de todos os ministros de estado.
O texto segue agora para outras duas comissões e pode ir direto ao Senado, se não for apresentado recurso para discussão em plenário.
“Fica vedado o uso de armas de fogo pelos agentes integrantes da segurança pessoal do Presidente da República e de seus Ministros de Estado, ainda que em atividades que envolvam a segurança imediata de tais dignatários”, diz o texto.
A proposta, de autoria do próprio presidente do colegiado, Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi apresentada em 2023 e foi relatada por outro deputado do PL, Gilvan da Federal (PL-ES).
Na justificativa para apresentar o texto, Bilynskyjargumentou que os órgãos que compõe a segurança presidencial e ministerial devem estar de acordo com a ideologia de Lula, que “não vê nas armas de fogo algo benéfico para a sociedade”.
“O presidente Lula, cercado de seguranças armados, luta sempre para desarmar o cidadão. O ministro Lewandowski, que tem porte de arma renovado pela PF, dificulta o acesso do cidadão às armas de fogo”, disse o deputado na reunião desta terça.
A Câmara Municipal de Natal apreciou, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (8), projetos com foco na segurança viária e na inclusão de pessoas com deficiência. Além disso, foram apreciados vetos do Chefe do Executivo municipal.
Entre os destaques, o plenário aprovou a proposta do vereador Aldo Clemente (PSDB), que institui no calendário oficial do município a “Semana de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista”. Segundo o autor, a medida é necessária diante do crescimento do uso da bicicleta na capital potiguar. “É um tema que merece a atenção dessa casa. Há muitos usuários que não apenas usam o ciclismo para prática esportiva, mas também para se deslocar para escola, trabalho, como meio de transporte”, justificou Clemente.
Outra proposta aprovada foi a do vereador Eribaldo Medeiros (Rede), que institui a “Semana Municipal de Conscientização e Defesa da Promoção da Educação Inclusiva à Pessoa com Deficiência”. Para o parlamentar, a iniciativa visa combater o preconceito e ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas à inclusão. “Esse projeto é muito importante para quebrar preconceitos e destacar formas de garantir a inclusão, conscientizando a população da nossa cidade”, afirmou.
Na mesma sessão, foi aprovado o Projeto de Lei nº 551/2024, de autoria do Chefe do Poder Executivo, que reconhece a prática dos esportes eletrônicos — os chamados “eSports” — como modalidade esportiva no âmbito do município; e ficou reconhecida como de utilidade pública municipal a Associação de Desenvolvimento Social e Comunitário do Estado do Rio Grande do Norte (ADECERN), proposta do vereador Tércio Tinôco (União Brasil).
A pauta do dia também incluiu a análise de vetos do Executivo a projetos de lei aprovados anteriormente pela Câmara. Foi rejeitado o veto ao Projeto de Lei nº 304/2021, de autoria da ex-vereadora Ana Paula, que trata da obrigatoriedade de disponibilização de assentos específicos em salas de aula para estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), tanto nas escolas públicas quanto nas privadas da cidade.
Os vereadores mantiveram os vetos ao PL nº 433/2022, que instituía o Programa Municipal de Equoterapia, de autoria do ex-vereador Aroldo Alves; ao PL nº 177/2023, que tratava da Política de Transparência Ativa e Dados Abertos das Escolas Públicas do Município, de autoria do vereador Eribaldo Medeiros; ao PL nº 104/2020, de autoria do vereador Preto Aquino (PODE), que previa o monitoramento da qualidade do ar em Natal; e, de forma parcial, ao PL nº 572/2022, do ex-vereador Raniere Barbosa, que cria a Semana de Conscientização sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME).