Projeto ENEM Nota 1000 idealizado por Eriko Jácome inicia novo ciclo com aulas gratuitas todos os sábados

O Projeto ENEM Nota 1000, realizado por Eriko Jácome, deu início a um novo ciclo de atividades neste sábado, dia 23. Desde sua criação em 2012, a iniciativa tem se consolidado como uma referência em preparação gratuita para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), promovendo a democratização do acesso ao ensino superior por meio da educação.

Agora com atuação em toda cidade, o projeto oferece aulas preparatórias de forma totalmente gratuita, atendendo centenas de estudantes anualmente. Ao longo dos anos, tornou-se uma importante ferramenta, ampliando oportunidades e contribuindo diretamente para a formação acadêmica e cidadã de jovens em busca de uma vaga na universidade.

“A preparação para o ENEM deve ser um direito de todos, e não um privilégio de poucos. Ao longo dos anos, esse projeto já era oferecido em parceria com meu primo, hoje nosso trabalho se estendeu para as quatros zonas de Natal se consolidou como uma ferramenta de inclusão e igualdade de oportunidades, contribuindo diretamente para o acesso de jovens ao ensino superior”, destaca Eriko Jácome.

As aulas ocorrerão aos sábados, durante todo o ano letivo, em instituições de ensino parceiras como Colégio Hipócrates, Expansivo Colégio e Curso, IAP Cursos e demais e outros demais colégios parceiros que cedem, gratuitamente, seus espaços físicos. A cada encontro, dois professores convidados abordarão conteúdos de diferentes disciplinas, com uma metodologia focada nas exigências do ENEM. O material didático é exclusivo, elaborado com base nos temas mais recorrentes da prova, e distribuído sem custos aos participantes.

A aula inaugural aconteceu no Colégio Hipócrates – Unidade Zona Sul e contará com a participação dos professores Samuel Damasceno (Química) e Rodrigo Samir (Matemática). A expectativa para este primeiro encontro é alta, diante da relevância do projeto.

Câmara Municipal de Parnamirim realiza sessão solene

A nossa Casa Legislativa vai realizar, nesta
terça-feira (26), uma Sessão Solene em homenagem aos profissionais da Educação Infantil do município.
Kel A iniciativa é uma proposição da vereadora Rafaela de Nilda e acontecerá às 18h, no Plenário Dr. Mário Medeiros.

Dino manda PF investigar R$ 694 milhões em emendas parlamentares não cadastradas

Ministro determinou que TCU identifique os repasses por estado e envie informações às Superintendências da Polícia Federal

Por Pedro Pupulim Atualizado em 24 ago 2025, 18h39 – Publicado em 24 ago 2025, 18h36 

O ministro do STF Flávio Dino
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, relator das ações sobre as emendas parlamentares  (Gustavo Moreno/STF)

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou neste domingo à Polícia Federal que abra inquéritos para investigar 964 repasses, via emendas parlamentares, ainda não cadastrados nos sistemas do governo. No total, os valores alcançam mais de 694 milhões de reais.

Na decisão, Dino mandou o TCU enviar às Superintendências da PF em todo o país, em até 10 dias, a identificação das emendas individuais referentes a esses planos de trabalho para que sejam identificadas por estado.

Segundo o ministro, a possível irregularidade relacionada aos valores fere princípios de transparência e rastreabilidade determinadas pelo Supremo em uma decisão de 2022.

Dino ainda ressaltou, na decisão, que não vê empecilhos em ideias de parceria entre o Executivo e instituições financeiras privadas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à execução de emendas, desde que observados os referidos princípios e as determinações da Corte.

Análise: Defesa de Bolsonaro usa de sarcasmo e ironias em esclarecimentos

Termos como “peça política” e “irrealidade da narrativa” foram usados para classificar relatório da Polícia Federal

22/08/25 às 21:36 | Atualizado 22/08/25 às 21:58

Na defesa apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), os advogados de Jair Bolsonaro (PL) usam termos em tom de sarcasmo, ironias e críticas para esclarecer o que foi pontuado pela Polícia Federal no relatório que resultou no indiciamento do ex-presidente e do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Termos como “peça política” e “irrealidade da narrativa” foram usados para classificar o documento feito pelos investigadores.

A defesa também aponta que “causa espanto” o relatório, que teria sido baseado em um “disse-me-disse”.

Em um dos trechos, os advogados dizem que “leis são lançadas ao lixo”. Mais à frente é citado que o objetivo foi alcançado: “manchetes no Brasil e no exterior anunciando que o ex-presidente planejou uma fuga”.

Nos esclarecimentos, a defesa usa ainda a expressão “é bem mais do que um acinte” para se referir que o método adotado pela Polícia Federal se trata de uma forma intencional de agir.

Em outro ponto, em tom de ironia, os advogados dizem que “é necessário presumir que os investigadores sabem o que é o crime de lavagem, que determina origem ilícita e não se consubstancia com depósitos, via Pix, para familiares”. E completa: “o objetivo é o massacre”.

Veja os trechos:

  • “O Relatório da Polícia Federal causa espanto. Encaixa-se como uma peça política, com o objetivo de desmoralizar um ex-presidente da República (que, quer queiram as autoridades policiais ou não, ainda é um líder político), expondo sua vida privada e acusando-o de fatos tão graves quanto descabidos”.
  • “Parece incrível, mas boa parte do relatório dedica-se a um disse-me-disse sem qualquer relevância para a investigação”.
  • “O objetivo do inquérito é proteger o Estado Democrático, mas diversas leis são lançadas ao lixo”.
  • “Mas o objetivo, convenhamos, foi alcançado: manchetes no Brasil e no exterior anunciando que o ex-presidente planejou uma fuga. Nada mais falso, mas nada mais impactante, sobretudo a pouco mais de 10 dias do julgamento”.
  • “É bem mais do que um acinte. É um método”.
  • “É necessário presumir que os investigadores sabem o que é o crime de lavagem, que determina origem ilícita e não se consubstancia com depósitos, via Pix, para familiares. Então, o objetivo é o massacre”.
  • “A irrealidade da narrativa se mostra inaceitável, a começar pelo documento que a autoridade policial chama de ‘minuta de solicitação de asilo político’”.

Audiência na Câmara discute implantação de parque linear em Natal 

A Câmara Municipal de Natal realizou nesta sexta-feira (22) uma audiência pública para debater o projeto de implantação de um parque linear às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire, na zona Sul da cidade. A iniciativa foi proposta pela Mesa Diretora da Casa e reuniu representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil, pesquisadores e especialistas em meio ambiente para esclarecer dúvidas sobre o projeto e ouvir sugestões sobre a proposta, que pretende transformar uma área do Parque Estadual das Dunas em novo espaço de lazer, educação ambiental e convivência.

A audiência foi aberta pelo presidente da Câmara, vereador Eriko Jácome (PP), e conduzida pelo primeiro secretário da Mesa Diretora, vereador Kleber Fernandes (Republicanos). Eriko destacou a importância da discussão pública.
“São muitas dúvidas e essa audiência veio para esclarecer sobre o que será esse parque linear, com sugestões para que seja feito da melhor forma possível, valorizando e trazendo o crescimento e o fortalecimento da nossa cidade”, afirmou.

O projeto prevê a utilização de uma área de aproximadamente 10 hectares dentro dos limites do Parque das Dunas — o maior parque urbano em área contínua sobre dunas do Brasil. A cessão do terreno, sob responsabilidade do Exército Brasileiro, foi formalizada por meio de um termo de concessão assinado recentemente pela Prefeitura do Natal e pelo Exército.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Thiago Mesquita, detalhou o plano e defendeu sua viabilidade. “Essa área representa menos de 1% do total. Vamos transformar 100 mil metros quadrados, atualmente sem uso, em um parque linear com foco em educação e percepção ambiental, atividades esportivas, lazer e espaço para eventos”, explicou Mesquita, afirmando que o projeto também conta com um trabalho de reflorestamento da área.

Ambientalistas e representantes de órgãos de fiscalização alertaram para os limites legais e a importância do diálogo. Mari Soragi, gestora do Parque das Dunas, ressaltou que a categoria de conservação integral exige o uso controlado e restrito da área. “A área está preservada e faz parte de uma unidade de conservação de proteção integral. Existe um regramento que precisa ser respeitado. O que pode ser pensado é algo semelhante ao Bosque dos Namorados, que é uma estrutura de uso público controlado e voltada para os objetivos da conservação”, esclareceu Soragi.

Representando o Ministério Público Federal, o procurador da República Victor Mariz reforçou a importância do diálogo entre município, estado e União. “É imprescindível o diálogo entre os três entes. Ainda faltam dados como o levantamento florestal e estudos morfológicos. Antecipem-se aos problemas. É fundamental avaliar se esse tipo de intervenção é mesmo compatível com uma unidade de conservação integral”, ponderou Mariz.

Também participaram da audiência vereadores, representantes da OAB/RN, Fecomércio RN, Crea/RN, UFRN, Ministério Público Estadual, Idema, secretários municipais, professores e pesquisadores, que trouxeram contribuições técnicas e sociais ao debate.

Texto: Cláudio Oliveira
Fotos: Otávio Augusto

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