Entregador é agredido por motorista após confusão na zona sul do Rio


Mateus da Silva Ribeiro, entregador de um supermercado e rapper de 23 anos, foi agredido por um motorista enquanto fazia uma entrega na região da rua Barão de Jaguaripe, no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na última sexta-feira (8).
A agressão aconteceu depois que o motorista atropelou o triciclo que Mateus usava para fazer as entregas, que estava estacionado na calçada.
O jovem filmou o momento em que acusa o suspeito de ter passado com o carro por cima da roda do veículo, sendo agredido com um soco em seguida. Segundo ele, a gravação era para que não fosse demitido.
“Eu pensei na minha integridade física e no meu trabalho, até porque se eu faço qualquer coisa eu ainda sou demitido por justa causa, mesmo tomando um soco na cara enquanto prestava serviço”, disse Mateus à CNN.
“A única coisa que eu pude fazer era recuar e filmar com o meu celular para poder provar tudo que estava acontecendo ali, inclusive os vídeos que eu fiz foi pro meu supervisor, não para querer ganhar mídia”, continuou.
Vários passantes e moradores acompanharam a cena. Ainda filmando com o próprio celular, Mateus pede para as testemunhas confirmarem a agressão.
De acordo com o jovem, o segurança do prédio em que ele fazia a entrega estava armado e tentou conter a situação. Depois disso, o suspeito entrou no carro e foi embora.
Procurada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro disse que o caso foi registrado na 14ª Distrito Policial, no Leblon.
“A vítima foi encaminhada ao exame de corpo de delito. Os agentes requisitaram imagens de câmeras de segurança e outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos”, diz a nota.

Jornalista é a primeira pessoa registrada intersexual no Brasil

A jornalista e fotógrafa Céu Ramos de Albuquerque conseguiu o direito de retificar o nome e o sexo na certidão de nascimento.
Pernambucana é 1ª pessoa do país a conseguir na Justiça termo ‘intersexo’ em documento: ‘marco histórico’
g1 acompanhou com exclusividade em Olinda a retirada da nova certidão de nascimento de Céu Ramos de Albuquerque, que também teve o nome retificado. Associação afirma que é o primeiro caso do tipo que vem a público em todo o Brasil, e um dos primeiros do mundo.


Pernambucana consegue na Justiça uso do termo ‘intersexo’ em documento: ‘marco histórico’ 
Após quase três anos de espera, incluindo o período de um processo judicial, a jornalista e fotógrafa Céu Ramos de Albuquerque conseguiu o direito de retificar o nome e o sexo na certidão de nascimento. Ela é a primeira pessoa intersexo de que se tem notícia em todo o Brasil a fazer a alteração com esse termo no registro civil, segundo a Associação Brasileira Intersexo (Abrai).
Segundo a Abrai, as pessoas intersexo são aquelas que têm características sexuais que, desde o nascimento, não se enquadram nas normas médicas e sociais para corpos femininos ou masculinos. Essas características podem estar relacionadas a cromossomos, órgãos genitais.
g1 acompanhou o momento em que a recifense de 32 anos — que já fez oito cirurgiaspara corrigir uma mutilação sofrida na infância(saiba mais abaixo) — foi buscar o documento, na quinta-feira (7), no Cartório de Registro Civil de Olinda, onde mora hoje e foi registrada quando nasceu (veja vídeo acima).
“Estou muito feliz, mesmo. É algo que eu queria há muito tempo: a mudança do nome para Céu, que já uso há mais de dez anos. Então, ser reconhecida oficialmente como Céu está sendo a coisa mais incrível de toda a minha vida. E também ter essa mudança para ‘intersexo’ e ser esse marco histórico”, declarou a jornalista.

Céu mostra sua certidão de nascimento retificada com o termo ‘intersexo’ em cartório de Olinda — Foto: Arquivo pessoal/Céu Ramos de Albuquerque 
A decisão que autorizou a mudança foi publicada pela 2ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca da cidade no dia 8 de fevereiro, quase três anos depois que ela entrou na Justiça. A ação foi ajuizada com apoio da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, através do Núcleo de Direitos Humanos da instituição.
O caso Jacob e o direito à cidadania de pessoas intersexo
Para a ativista, que divulga avanços da causa em seu Instagram, a próxima conquista da comunidade é garantir que os bebês nascidos com genitálias que não se encaixam nas definições típicas de masculino e feminino sejam registrados como intersexos. Atualmente, esses recém-nascidos são classificados como se tivessem o sexo “ignorado”.
“Quando nasci, passei seis meses sem registro, simplesmente porque os médicos estavam esperando sair um exame cariótipo (teste que identifica os cromossomos de uma pessoa) para saber em qual gênero iriam me encaixar. Isso foi muito violento porque passei seis meses sem assistência médica, passei por diversas coisas porque, para o governo brasileiro, era uma pessoa inexistente”, contou Céu.

Certidão de nascimento retificada de Céu com o termo ‘intersexo’
Segundo ela, embora a criação do campo “ignorado” tenha contribuído para evitar esse problema, ele não representa as pessoas intersexos nem combate outras práticas de violência.
“Por isso que, a partir de agora, vamos tentar mudar essa categoria de ‘ignorado’ para ‘intersexo’ e dar dignidade e reconhecimento para essas crianças e adultos, resguardando esses corpos de serem mutilados e hormonizados de forma estética”, afirmou a fotógrafa

Oito cirurgias para corrigir mutilação

Nascida no Recife, Céu descobriu que é intersexo há quatro anos. Logo nos primeiros anos de vida, ela foi submetida a uma cirurgia de “adequação” do seu sexo biológico, como se o fato de ter um órgão genital com características ambíguas fosse uma anomalia ou doença.
Para reparar os transtornos provocados pela mutilação, a fotógrafa fez oito procedimentos desde os 15 anos. O último deles foi realizado no ano passado, em São Paulo.
“Diariamente, a gente tem crianças sendo cirurgiadas apenas, muitas vezes, por ter um genital ambíguo ou por ter algum órgão reprodutor dentro e por fora ser outro, aí dão prevalência a um e retiram o outro. (…) Hoje os bebês não têm o direito de crescerem com seus corpos sendo livres e tendo sua independência para escolher o gênero que desejarem, independente do seu órgão. A sociedade é muito presa a gênero ser associado a órgão genital”, disse a ativista.
É daí que vem, na visão dela, a importância de diferenciar os conceitos de gênero e sexo.
“Fiz essa mudança para o ativismo e para as políticas públicas. Isso não interfere diretamente na minha expressão de gênero ou no meu próprio gênero feminino. Até porque é só uma certidão de nascimento, mas é algo que vai trazer um empoderamento e muita força para a própria pauta”, afirmou Céu
Sexo e gênero como construções sociais

Para Leandro Cunha, professor de direito especialista em direitos LGBTQIA+ da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a repercussão da vitória jurídica de Céu e a discussão sobre as pessoas intersexos devem contribuir para evitar que mais crianças passem por cirurgias que buscam “adequar” o sexo biológico para os parâmetros construídos socialmente.
“O mais assustador de tudo é pensar que não existe na lei expressamente a obrigação de colocar no documento homem ou mulher, masculino ou feminino. Ela só fala que você tem que ter a indicação do sexo. Ponto. Foi uma construção social que foi reafirmada, reapresentada durante anos como sendo o normal, tradicional, o padrão. (…) Não tenho por que me restringir a colocar naquele campo uma informação binária de homem e mulher ou masculino e feminino, sendo que não é isso que a ciência mostra”, disse o especialista.
Ainda de acordo com o pesquisador, a categorização do sexo no registro civil traz sérias implicações, em especial no campo da saúde, visto que alguns serviços são restritos a determinados grupos com base no gênero e nas características físicas dos pacientes.
“Uma pessoa que tinha nos seus documentos a indicação do sexo como masculino, por exemplo, não conseguiria marcar um exame com um ginecologista. Só que uma pessoa intersexo eventualmente pode apresentar essa necessidade. Então, são para nós pequenas coisas, mas, para quem vivencia essa realidade, são alterações extremamente importantes”, falou o professor Leandro Cunha.
“Quando se fala na população intersexo, a gente está falando de uma população muito grande e ao mesmo tempo muito desconhecida. Se tem uma estimativa sobre a população intersexo que varia entre 0,5% a 1,7% da população mundial, que seria mais de 3,5 milhões de pessoas só no Brasil (levando em conta a maior estimativa)”.
A fala é de Walter Mastelaro, advogado e um dos fundadores da Associação Brasileira Intersexo, membro da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo (OAB-SP).
Ele explica que a conquista judicial de Céu é o primeiro caso de que a Abrai tem conhecimento do uso do termo “intersexo” num documento no Brasil. No entanto, casos de retificação correm em segredo de justiça no Brasil, por isso é possível haver outros casos que nunca vieram a público.
Leandro Cunha, que acompanha casos como o de Céu há cerca de uma década, acredita no ineditismo por ser uma pauta que até pouco tempo atrás não era discutida. Ele usa uma boa comparação para ilustrar a importância da visibilidade intersexo em suas aulas na UFBA:
“Quando eu falo isso para os meus alunos de graduação, é sempre um parâmetro que eu acho sensacional. Se você já viu uma pessoa ruiva na rua, você já viu uma pessoa intersexo. Porque a quantidade de pessoas ruivas no mundo é também 1,7%”, contou o professor.
Leandro também explica que pouquíssimos países têm legislação que abarca o termo “intersexo”, o que dá ainda mais dimensão ao marco conseguido por Céu.
“Se a gente conseguir fazer com que essa informação chegue ao público em geral, já é um ótimo começo. Eu acho que uma boa parte da pauta das discussões LGBT como um todo hoje no Brasil passa muito pela incompreensão do que a gente está discutindo. Há o desconhecimento das pessoas. A ignorância das pessoas com relação a esses temas acaba gerando uma série de reflexos extremamente delicados”, afirmou o especialista.
Há anos, a Abrai luta pela viabilização de um Projeto de Lei que garanta a todas as pessoas intersexo o direito de adotar o termo em seus registros, desde o nascimento, sem que seja necessário entrar na justiça com o pedido.

Comissão de servidores se reúne com presidente da Casa Wolney França


Nesta quinta-feira (7), o presidente da Câmara Municipal, vereador Wolney França, recebeu a Comissão dos Servidores, representada por Tiago lo Dávila, Iranilde Pinto e Alexsandro Dantas, para diálogo que envolveu diversas pautas. “Encontros como este fortalecem a unidade trabalhadora e a valorização dos trabalhos desenvolvidos na Casa Legislativa”, afirmou Wolney.
Fonte: .

Eriko Jácome e Paulinho Freire fazem multirão da saúde nas quintas!

Vereador Eriko Jácome realiza mutirão de saúde nas Quintas com participação do pré-candidato a prefeito Paulinho Freire
Ao lado do pré-candidato a prefeito de Natal, Paulinho Freire, o vereador Eriko Jácome liderou um mutirão de saúde no bairro das Quintas, proporcionando uma ampla gama de serviços médicos gratuitos à população. A ação, que ocorreu neste fim de semana, destacou-se pela sua abrangência, oferecendo consultas em pediatria, odontologia, psicologia, mamografia, ginecologia, oftalmologia, ultrassonografia, pequenas cirurgias e clínico geral.
O evento contou com a participação do ex-deputado estadual Jacó Jácome e do renomado doutor Antônio Jácome, que realizaram diversos atendimentos.
O vereador Eriko Jácome, falou sobre o sucesso do evento, destacou a importância de levar atendimento médico especializado aos bairros de Natal. “Esta açãoé um exemplo do nosso compromisso em promover a saúde e o bem-estar para todos em nossa cidade. Agradeço imensamente o apoio de todos os profissionais de saúde que se dedicaram a este evento”.

Câmara de Parnamirim realiza café da manhã para homenagear as servidoras


Com o intuito de homenagear e reconhecer todas as servidoras da Casa, a Câmara de Parnamirim realizou, neste 8 de março, um café da manhã especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
A ocasião contou com a participação do presidente da Casa, vereador Wolney França que falou sobre a importância desta data. “As mulheres além de competentes, são carinhosas, educadas, detalhistas e isso contribui demais para o nosso crescimento e evolução”, disse.  Além disso, ressaltou que, atualmente, a Casa Legislativa possui mais servidoras mulheres do que homens.  Ao total, são 88 efetivos e 49 são mulheres.
A data, além de representar um dia de homenagem às mulheres, é também um dia de luta. Para a servidora Rosana Celle, que trabalha na Câmara há 27 anos no setor de licitações, a batalha continua. “Infelizmente, nós mulheres ainda não conseguimos conquistar tudo, mas estamos na luta para conquistar cada vez mais”.
O evento homenageou as servidoras e ressaltou a importância de valorizar as mulheres todos os dias. Para a jornalista da Casa, Cida Ramos é muito relevante a Câmara realizar essa homenagem. “Eu me sinto muito honrada em fazer da Casa Legislativa. Hoje dia internacional da mulher, é uma data de comemoração, mas também ainda é um dia de luta pelos nossos direitos”, afirmou a servidora.
Fonte: Simone Santos / Ascom CMP 

Presidente da CMN, Eriko Jácome Celebra o Dia Internacional da Mulher com Homenagem às Parlamentares de Natal

Presidente da CMN, Eriko Jácome Celebra o Dia Internacional da Mulher com Homenagem às Parlamentares de Natal
A Câmara Municipal de Natal realizou uma solenidade especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O evento, proposto pela Frente Parlamentar da Mulher, contou com a presença marcante do presidente da casa, Eriko Jácome, que aproveitou a ocasião para homenagear as vereadoras, destacando o espaço significativo que elas ocupam e a importância de sua representatividade para todas as mulheres da cidade.
A cerimônia evidenciou o papel crucial que as mulheres desempenham nos mais diferentes âmbitos, destacando a necessidade de promover a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. As homenageadas, representantes das mais diversas vozes, receberam a comenda Júlia Alves Barbosa Cavalcanti, educadora e ativista do movimento pela educação, que em 1928 tornou-se a primeira vereadora mulher da capital potiguar.
Durante seu discurso, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, enfatizou a importância da solenidade. “Quero parabenizar a Frente Parlamentar, presidida pela vereadora Júlia Arruda por, ano após ano, organizar esta solenidade tão significativa, que não apenas homenageia, mas também valoriza todas as mulheres que se destacam não pelos cargos que ocupam, mas por quem são e o que representam em nossa sociedade. É com imenso orgulho que congratulamos todas as mulheres, com uma menção especial às minhas colegas, as vereadoras de Natal. Embora sejam menos em número, elas são imensuráveis em importância pelo trabalho excepcional que realizam”, afirmou.

Imagens mostra como foi fácil a fuga de MOSSORÓ

🚨Fuga de Mossoró: novas imagens mostram buracos em cerca do presídio.
Relatório mostra dois alicates, que teriam sido usados pela dupla de fugitivos para cortar uma cerca externa da unidade de Mossoró (RN).

Novas imagens mostram ao menos dois buracos em uma cerca externa da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, feitos por Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça. A dupla protagonizou a primeira fuga na história de uma unidade de segurança máxima.
Eles escaparam em 14 de fevereiro e seguem foragidos.
As fotos estão presentes em um ofício enviado pelo interventor no presídio federal de Mossoró, Carlos Luis Vieira Pires, à Polícia Federal (PF). A informação é do G1 e da Inter TV Cabugi.
No documento, datado de 16 de fevereiro, há detalhes da investigação que visa entender a fuga e a suposta rede de apoio montada pelo Comando Vermelho (CV), facção criminosa que a dupla fazia parte.
O interventor enviou à PF uma foto (veja abaixo)que mostra dois alicates, que teriam sido usados por Deibson e Rogério para cortar uma das cercas.

Além disso, o ofício mostra imagens do local de armazenagem dos equipamentos usados nas obras de reforma na penitenciária. Os materiais estavam separados por um tapume metálico na área externa da unidade por onde, supostamente, os fugitivos passaram até chegar a cerca.
O plantão durante a fuga de Mossoró
De acordo com o relatório, a escala de plantão do dia anterior à fuga, 13 de fevereiro, tinha 27 agentes no turno diurno e 29 no noturno. Também foram identificados: um agente em serviço extra, cinco ausências e dois servidores em permuta.
A fuga só foi percebida no início da manhã de 14 de fevereiro por servidores de plantão responsáveis pela entrega de comida no setor.
Ainda conforme o interventor, câmeras de segurança flagraram Deibson e Rogério escapando por volta das 3h30.

Fuga histórica
Entrando no seu 24º dia de buscas, as forças de segurança (Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar, bem como a Força Nacional) acreditam que a dupla está desarmada e um deles estaria ferido.
O Brasil tem cinco presídios de segurança máxima localizados em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Distrito Federal. Todas as unidades são controladas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Justiça americana arquiva pedido de extradição de Allan dos Santos


Ao discursar durante sessão plenária do Senado Federal, nesta quinta-feira (7), o senador Jorge Seif (PL-SC) disse que a Justiça dos Estados Unidos arquivou o pedido de extradição contra o jornalista exilado, Allan dos Santos, que havia sido feito pelo governo brasileiro por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Como amplamente divulgado pela imprensa, a ordem de prisão e extradição decretada pela nossa Justiça foi ignorada pelas autoridades americanas desde o primeiro envio e, ontem, a Justiça americana arquivou o pedido de extradição expedido pelo nosso STF porque eles (autoridades dos EUA) entendem que o jornalista não cometeu crime algum”, disse o senador.
Mais cedo, procurada pela Gazeta do Povo, a defesa de Allan dos Santos disse que ainda não tinha a confirmação da decisão. Há pouco, o jornalista publicou em suas redes sociais o discurso do senador Jorge Seif informando a decisão das autoridades norte-americanas.
De acordo com o advogado Renor Oliver, que representa o jornalista, ainda tramita em sigilo na Justiça dos EUA um pedido de asilo político feito por Allan dos Santos.
Gazeta do Povo questionou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o arquivamento do pedido de extradição e, como resposta, o Tribunal disse que o processo corre em sigilo. O STF também disse que a extradição é tratada de Executivo para Executivo e indicou que informações sobre o caso poderiam ser obtidas junto ao Ministério da Justiça.
Procurado pela Gazeta do Povo, o Ministério da Justiça disse que “não comenta casos concretos em andamento, pois correm em sigilo”.
Os pedidos de extradição que chegam aos Estados Unidos são remetidos pelo Departamento de Estado – equivalente ao Ministério das Relações Exteriores – ao Departamento de Justiça, especificamente para um órgão chamado Office of International Affairs (OIA) – em português, Escritório para Assuntos Internacionais. Em conjunto, os órgãos verificam se o pedido de extradição atende às regras do tratado firmado entre o país e os EUA, principalmente se os crimes imputados à pessoa são realmente passíveis de extradição.
Gazeta do Povo também entrou em contato com a Secretaria de Estados nos EUA e com a Embaixada dos EUA em Brasília para confirmar a informação e ainda aguardarmos retorno.
No discurso, o senador Jorge Seif destacou que Allan dos Santos virou alvo do governo e da Suprema Corte do Brasil por criticar decisões judiciais e emitir opiniões não alinhadas com o espectro político de esquerda.
“Estou enganado ou se criou o crime de opinião na nossa República? Será que vivemos um estado ditatorial ou uma democracia relativa?”, disse o senador ao citar outros jornalistas que também precisaram deixar o Brasil após virarem alvos de inquéritos no STF acusados de “atos antidemocráticos” e disseminação de fake news.
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