O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada no Hospital das Forças Armadas (HFA) na noite desta segunda-feira (28/3). Ele se sentiu mal quando ainda estava no Palácio do Planalto, foi atendido inicialmente por médicos da equipe presidencial e logo depois levado para o hospital para realizar exames.
As suspeitas dos médicos são de que o presidente esteja com um novo quadro de obstrução intestinal.
O Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio do Rio (Siemaco-Rio) anunciou na tarde desta segunda-feira que funcionários da Comlurb estão em greve. Pelo canal de telefone 1746, a prefeitura do Rio já divulga uma mensagem reconhecendo a paralisação e informando que ela pode afetar a oferta dos serviços de limpeza urbana. Em bairros da Zona Norte, a coleta da manhã aconteceu normalmente, mas moradores de ruas atendidas pela Comlurb no período noturno estão sem saber o que fazer: esperam ou não esperam o caminhão de coleta passar? O Siemaco-Rio, que representa a categoria, anunciou nesta tarde que a greve “está definitivamente deflagrada pelo Sindicato”. Isso aconteceu logo após uma audiência de conciliação entre a Comlurb e o sindicato no final da manhã, que não terminou com acordo. Em nota, o sindicato informou, ainda, que a “direção da Comlurb demonstrou total descaso com o sofrimento da nossa categoria, que está há 3 anos sem reajuste salarial” e que “o único ‘avanço’ que apresentou na Audiência de Conciliação realizada hoje na Justiça do Trabalho foi aumentar de 4% para 5% a proposta de reajuste. Mais nada”. — A tonelada de trabalhadores aqui embaixo, quando falei (da proposta de reajuste de 4 para 5%), ninguém aceitou. Então nós vamos partir para a greve e amanhã, às duas horas da tarde, estaremos fazendo uma avaliação em frente à prefeitura — afirma Manoel Meireles, presidente do Sindicato, em vídeo. A categoria pede melhores condições de trabalho, com um reajuste de 25% nos salários e no tíquete alimentação, a conclusão do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) e a implantação do Adicional de Insalubridade para os Agentes de Preparo de Alimentos (APAs). Na tarde desta segunda-feira, a prefeitura passou a informar, pelo central 1746, que “a greve dos funcionários da Comlurb implica em prejuízo aos prazos de atendimento dos serviços”, e que a “prefeitura trabalha para voltar à rotina após a normalização”.
Desde o ano passado, quando o governo passou a ser reprovado por metade da população, Jair Bolsonaro acelerou a adoção de medidas destinadas a estimular a atividade econômica e atenuar os efeitos da impopularidade. . . O presidente e seus assessores concordam que ele só terá chance de ser reeleito se o PIB crescer, o desemprego cair, e a carestia dos produtos e o endividamento das famílias diminuírem. Pesquisa da Quest realizada em março mostrou que para 56% dos entrevistados a capacidade de pagar as próprias contas piorou nos últimos três meses. Para apenas 15%, melhorou. . . Como faz desde o início da pandemia de Covid-19, Bolsonaro se isenta de responsabilidade pelas dificuldades econômicas e culpa, entre outros, os governadores e a aposta deles no “lockdown” para conter a disseminação do vírus. . . Como esse discurso não quita boletos nem serve comida à mesa, Bolsonaro resolveu gastar a tinta da caneta presidencial de olho na eleição de outubro. Só um conjunto de medidas recentes baixadas por ele envolve, segundo estimativas de sua própria equipe, pelo menos 250 bilhões de reais. Na semana passada, o governo zerou o imposto de importação do etanol e de seis produtos da cesta básica, como café, açúcar e óleo de soja. . . Antes, já tinha reduzido em 25% o IPI de produtos como carros e e eletrodomésticos, repetindo uma receita adotada por Dilma Rousseff. Houve ainda iniciativas para injetar recursos na economia, como a autorização para o pagamento antecipado de 13º salários a 30 milhões de aposentados e pensionistas do INSS e o saque de até 1 000 reais a 40 milhões de trabalhadores com saldo em suas contas de FGTS. Juntas, essas ações podem movimentar cerca de 86 bilhões de reais.
O governo também ampliou a margem para a contratação de empréstimos consignados, o que, nas estimativas otimistas do Ministério da Economia, pode resultar em mais 77 bilhões de reais em crédito para para pessoas físicas. . . A dúvida é se as famílias, já devidamente endividadas, cairão na tentação. Até agora, a ação mais eficaz foi a implantação do Auxílio Brasil, que tem orçamento anual de cerca de de 90 bilhões de reais, substituiu o Bolsa-Família e paga um benefício duas vezes maior do que o do programa anterior. O impacto da iniciativa foi detectado pela mais recente pesquisa Datafolha.
A viúva e a filha de trabalhador morto em acidente de trabalho ocorrido em Parintins, no interior do Amazonas, em 2018, serão indenizadas em R$ 986 mil. A decisão foi da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima). Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). . .
O trabalhador era eletricista da Amazonas Energia desde 1990. Ele realizava serviços de manutenção nas redes de distribuição de energia, quando sofreu um choque elétrico e caiu desacordado de uma altura aproximada de 11 metros. O eletricista, que trabalhou 28 anos para empresa, faleceu no local do acidente. . .
Ao ajuizar uma ação trabalhista no TRT-11, a viúva do trabalhador pediu o pagamento de indenização por danos materiais e morais que somavam mais de R$ 4,5 milhões. Em menos de um ano do início do processo, a juíza do trabalho da 16ª Vara do Trabalho de Manaus, Sandra Mara Freitas Alves, proferiu sentença condenando a empresa a pagar, à viúva e à filha do trabalhador falecido, o valor de R$ 986.622,96 a título de indenização por danos morais e danos materiais. . .
Ao analisar as provas no processo, a magistrada observou que além da atividade desempenhada pelo trabalhador ser considerada de risco, justificando a responsabilidade civil objetiva da empregadora, a empresa não forneceu os equipamentos de segurança, tampouco o treinamento adequado. Desta forma, a juíza Sandra Mara afastou a alegação da Amazonas Energia de que a culpa era exclusiva da vítima (excludente de responsabilidade civil). Inconformados com a decisão, tanto a empresa quanto a família do eletricista recorreram à segunda instância do TRT-11. . . A sentença de primeiro grau foi confirmada por unanimidade pela Segunda Turma do TRT-11, conforme acórdão proferido em grau de recurso ordinário. O relator do acórdão, desembargador Lairto José Veloso, manteve integralmente a sentença de origem. Além do relator, participaram do julgamento as desembargadoras Joicilene Jerônimo Portela e Eleonora de Souza Saunier.
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) que substituirá o general da reserva Joaquim Silva e Lunana presidência da Petrobras. Para a vaga, o Ministério de Minas e Energia decidiu indicar Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A mudança precisa ser confirmada pela assembleia-geral dos acionistas da estatal. A próxima reunião está marcada para 13 de abril. Segundo o material divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, se a decisão for confirmada pelos acionistas, Joaquim Silva e Luna deixará a cadeia de comando da petroleira: o nome dele não aparece na composição prevista para o conselho de administração da Petrobras.
Até a confirmação das decisões na assembleia, no entanto, Silva e Luna segue no comando da Petrobras – a menos que decida pedir para deixar o cargo nos próximos dias. Os acionistas também terão de dar aval ao nome do empresário Rodolfo Landim para presidir o conselho de administração. Presidente do Flamengo, Landim foi indicado para o posto no último dia 6, mas não assumiu a posição porque aguarda a aprovação da assembleia.
Jair Bolsonaro decidiu que o PL deve retirar a ação que o próprio partido impetrou na sexta-feira no TSE pedindo que quaisquer manifestações contra o presidente feitas por artistas feitas no Lollapalooza fossem proibidas. De acordo com um ministro que esteve agora com o presidente, Bolsonaro alegou que não havia tomado conhecimento do imbróglio — algo que será difícil para alguém acreditar, ressalte-se. E que “é a favor da plena liberdade de manifestação”. Diz o auxiliar do presidente: — Até por que se ninguém pode dizer “fora Bolsonaro” não poderia dizer também “fora Lula”, não faz sentido. Bolsonaro já ligou para Valdemar da Costa Neto determinando que o partido desista da ação. A ação, segundo disse hoje o ministro Edson Fachin, seria levada ao plenário do TSE assim que fosse liberada pelo relator do caso, o ministro Raul Araújo, para ser pautada. Foi Araújo quem, no sábado, determinou a censura às manifestações contra Bolsonaro.
Jair Bolsonaro (à direita na foto) decidiu demitir o general Joaquim Silva e Luna (à esquerda na foto) da presidência da Petrobras. A informação foi divulgada inicialmente pela Veja e confirmada por O Antagonista. A decisão foi tomada por Bolsonaro diante do desgaste provocado peloalto preço dos combustíveis. O anúncio deverá ser feito oficialmente nas próximas horas. Joaquim Luna assumiu o cargo desde abril do ano passado, com mandato previsto até março de 2023. Seu antecessor, Roberto Castello Branco, foi demitido do comando da estatal pelo mesmo motivo. A União tem até o final do dia 13 de abril, durante a assembleia dos acionistas, para indicar seus nomes para o conselho de administração da Petrobras.
Doença ou mal caratismo? Como uma jornalista da folha de São Paulo pega um ato no hemisfério norte, feita por um ator de Holywood, que deu um tapa na cara de outro ator numa entrega do Oscar, e tem a capacidade de culpar Bolsonaro?
O oligarca russo Roman Abramovich e dois negociadores de paz ucranianos tiveram sintomas de um possível envenenamento após uma reunião em Kiev no início deste mês, reportou nesta segunda-feira (28) o “The Wall Street Journal” (WSJ), ao citar “pessoas a par do tema”. O site de jornalismo investigativo Belling Cat, com sede na Holanda, e que tem acompanhado de perto a crise entre Ucrâniae Rússia, afirma que confirmou com suas fontes as mesmas informações que o diário americano. O mesmo foi feito pelo jornal britânico “The Guardian”.
Segundo o WSJ, após a reunião na capital ucraniana, Abramovich, que viajou entre Moscou, Lviv e outros locais de negociação, bem como pelo menos dois membros sêniores da equipe de negociação ucraniana desenvolveram sintomas que incluem olhos vermelhos, lacrimejamento constante e doloroso, além de descamação da pele do rosto e das mãos, afirmaram as fontes.
Até onde o WSJ conseguiu apurar, a vida de Abramovich e dos negociadores ucranianos não estaria em perigo e sua condição melhorou desde o suposto envenenamento.
Uma autoridade dos Estados Unidos disse à agência Reuters que a Inteligência do país sugeriu que os sintomas foram provocados por um fator ambiental, e não por um envenenamento.
Segundo reportou o “Guardian”, Abramovich teria perdido a visão durante “várias horas” e recebeu tratamento em um centro de saúde da Turquia, para onde viajava após o encontro informal para negociar a paz em meio a invasão russa da Ucrânia. Abramovich está entre os bilionários russos sancionados como parte dos esforços do Ocidente para isolar o presidente russo, Vladimir Putin, pela invasão da Ucrânia. O oligarca nega ter laços próximos com Putin. Além do dono do Chelsea F.C., o jornal identificou ao menos um dos negociadores que apresentaram os sintomas: Rustem Umerov, parlamentar ucraniano e empresário.
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu demissão do cargo após reunião com o presidente Jair Bolsonaro realizada nesta segunda-feira (28), no Palácio do Planalto. O tema principal do encontro foi a crise no Ministério da Educação, que começou depois de denúncias de que dois pastores estariam pedindo propina para facilitar a liberação de verbas da pasta.
O blog conversou com fontes que estavam presentes na reunião que confirmaram o encontro. Ribeiro será exonerado da função para se defender das acusações. No encontro, o ministro entregou uma carta de demissão. A saída é uma forma de encerrar a crise provocada pelas suspeitas no MEC. Integrantes da ala política do governo e até representantes da bancada evangélica no Congresso Nacional defendiam a saída de Ribeiro.