O deputado estadual Coronel Azevedo (PL-RN) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (11), para destacar e reconhecer o posicionamento do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento recente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu voto, Fux afirmou que o processo contra Bolsonaro foi ilegal, posicionando-se de maneira firme contra o que o parlamentar classificou como “uma caçada institucionalizada e politicamente motivada”.
“Trata-se de uma posição corajosa, pois afronta o desejo de um perigoso grupo de esquerda que tenta calar Bolsonaro e impedir sua participação nas eleições de 2026. O voto de Fux é um sopro de justiça em meio a tempos de perseguição política”, afirmou Azevedo.
O deputado ressaltou que o ministro expôs as inconsistências jurídicas do processo e reafirmou a importância do respeito ao devido processo legal, cláusula pétrea da Constituição.
“Não cabe a ministros inventarem crimes ou se colocarem como parte acusadora. O que se viu contra Bolsonaro foram atropelos, vazamentos seletivos e condenações antecipadas. O voto de Fux mostra que ainda há, no Supremo, quem compreenda o verdadeiro papel do Judiciário”, acrescentou.
Azevedo destacou ainda que o posicionamento de Fux não se limita à defesa de Bolsonaro, mas defende a própria democracia brasileira, ao reafirmar que não há liberdade sem segurança jurídica, nem justiça sem imparcialidade.
Para o parlamentar, a coragem do ministro deve inspirar outros magistrados a reverem posturas parciais e a resgatarem o equilíbrio entre os Poderes.
“O Brasil precisa de pacificação, não de perseguição. Luiz Fux deu exemplo de fidelidade à Constituição. Defender Bolsonaro é também defender a liberdade de todos os brasileiros”, concluiu Coronel Azevedo.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na noite desta quinta-feira 11, que os Estados Unidos vão responder “adequadamente a essa caça às bruxas”, em referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal.
Rubio chamou o ministro Alexandre de Moraes de “violador de direitos humanos sancionado” e avaliou a condenação do ex-capitão como “injusta”. Ao repetir Trump e mencionar uma suposta “caça às bruxas” contra Bolsonaro, Rubio ignora os elementos obtidos pela PF que sustentam a denúncia da Procuradoria-Geral da República no caso da tentativa de golpe de Estado.
Nesta quinta, com exceção de Alexandre Ramagem (PL-RJ), os outros seis réus – Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto – foram considerados culpados pelos crimes de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A Câmara Municipal de Natal sediou, nesta quinta-feira (11), reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Servidoras, dos Servidores e dos Serviços Públicos do Município de Natal, presidida pelo vereador Daniel Valença (PT). O encontro teve como tema a Reforma Administrativa em debate no Congresso Nacional e reuniu representantes de centrais sindicais, sindicatos e entidades de classe para analisar os possíveis impactos da proposta.
O vereador Daniel Valença destacou que a Frente tem como objetivo abrir espaço para o diálogo democrático com a classe trabalhadora, garantindo que as vozes de servidoras e servidores sejam ouvidas diante de uma pauta que ameaça a estrutura do serviço público no Brasil. “Nosso papel é promover o debate e fortalecer a mobilização em defesa dos direitos e da qualidade dos serviços públicos prestados à população”, afirmou.
Valença reforçou que o objetivo não é defender apenas interesses corporativos, mas garantir que educação, saúde e assistência social continuem sendo prestados de forma universal e de qualidade. Segundo ele, a mobilização da classe trabalhadora é decisiva para barrar propostas que transferem o ônus da crise para os servidores, em vez de cobrar a conta dos grandes grupos econômicos.
Sindicatos alertam para riscos e desinformação
Com a presença das principais centrais atuantes no Rio Grande do Norte — CUT, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical e ADURN —, os dirigentes sindicais alertaram para os riscos de enfraquecimento do funcionalismo público e para a necessidade de desconstruir narrativas falsas.
O professor Oswaldo Negrão, representante da ADURN, destacou o mito de que o Brasil teria servidores públicos em excesso. “Isso é mentira. A média da OCDE é de 23% de trabalhadores públicos, enquanto no Brasil esse índice é de apenas 12,5%. Até países neoliberais como os Estados Unidos têm mais servidores que nós. É preciso desconstruir esse discurso que criminaliza o funcionalismo”, ressaltou.
Ainda segundo Negrão, a perda da estabilidade dos servidores significaria um retrocesso com consequências diretas para a população. Ele citou o exemplo da saúde. “A qualidade do atendimento está vinculada à longitudinalidade do cuidado, à relação de confiança construída ao longo do tempo entre médico, enfermeiro e paciente. Com vínculos precários e profissionais rotativos, essa relação se perde e a população é a mais prejudicada”, exemplificou.
O sindicalista Marcelo Tinoco, da Intersindical, apontou a instabilidade como um dos pontos mais nebulosos do debate conduzido pelo grupo de trabalho criado pelo deputado Hugo Motta na Câmara Federal. “Em alguns discursos se diz que a estabilidade não será ameaçada, mas em outros trechos aparecem propostas de contratos temporários e estabilidade apenas para cargos mais altos. Essa contradição gera insegurança e reforça a necessidade de um debate sério com a sociedade”, alertou.
Na mesma linha, o coordenador jurídico do Sintest/RN, Wellington Soares, criticou a estratégia de aceleração do processo no Congresso. “O receio é que o grupo de trabalho divulgue o texto final em pouco tempo, sem espaço para debate com a classe trabalhadora. Além disso, dizer que a reforma não afetará os atuais servidores é enganoso: haverá reflexos diretos nas novas contratações e, consequentemente, na previdência dos que já estão na ativa e dos aposentados”, pontuou.
O representante da CTB/RN, Moacir Morais, também alertou que todos — ativos, aposentados e pensionistas — podem ser atingidos. “Quando se enfraquece o vínculo estabelecido pelo concurso público, toda a lógica de financiamento intergeracional da previdência se rompe. Menos servidores significam menos contribuições e, portanto, menos recursos para garantir os benefícios dos aposentados e pensionistas”, explicou.
Espaço para mobilização
A mesa dos trabalhos contou ainda com a presença de Dário Barbosa (CSP-Conlutas), Iraílson Nunes (CUT/RN) e outras lideranças sindicais, reforçando a pluralidade do debate.
Ao final, a Frente Parlamentar reafirmou seu papel de ser um espaço de resistência e qualificação do debate.
Corte concluiu votação do julgamento do ex-presidente e de outros sete réus nesta quinta-feira (11). Jornais internacionais citaram decisão histórica e ‘queda dramática’ de Bolsonaro.
Por 4 votos a 1, a Turma decidiu que Bolsonaro é responsável por todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ligados aos atos golpistas que buscaram derrubar a democracia e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre o fim de 2022 e o começo de 2023.
A condenação de Bolsonaro repercutiu na imprensa internacional.
The New York Times: avaliou que a condenação deve intensificar o conflito entre Brasil e Estados Unidos.
Reuters: destacou que Bolsonaro é o primeiro ex-presidente condenado por atentado à democracia.
The Guardian: disse que ele pode pegar décadas de prisão por liderar a conspiração.
Washington Post: afirmou que defesa do ex-presidente vai recorrer.
Wall Street Journal: afirmou que a condenação deve inflamar a disputa entre Trump e Lula.
Bloomberg: ressaltou que Bolsonaro acusa o STF de perseguição política.
The Economist: lembrou fala do ex-presidente feita em 2022 e disse que o julgamento mostrou que “ele estava errado”.
El País: avaliou que o Brasil deu um passo importante contra a impunidade.
BBC: explicou que o plano golpista culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Clarín: afirmou que o ex-presidente pode pegar até 40 anos de prisão.
Dispositivo prevê consultas em caso de ameaça e foi acionado sete vezes desde que a aliança transatlântica foi criada em 1949
10/09/25 às 14:57 | Atualizado 10/09/25 às 14:57
Policial em local onde fragmento de drone foi abatido na Polônia • Polsat News/ REUTERS
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O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta quarta-feira (10) que acionou o artigo 4 do Tratado da Otan depois que drones da Rússia invadiram o espaço aéreo polonês em ataques contra a Ucrânia.
O governo informou que 19 drones russos invadiram o espaço aéreo polonês e aqueles que representavam ameaça foram abatidos. Aeronaves da Polônia e aliados da Otan foram mobilizadas na operação.
“O fato de esses drones, que representavam uma ameaça à segurança, terem sido abatidos muda a situação política. Portanto, as consultas entre aliados assumiram a forma de um pedido formal para ativar o Artigo 4 do Tratado da Otan”, disse Tusk.
O artigo prevê que as partes devem ser consultadas sempre que “a integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer uma delas estiver ameaçada.
Desde a criação da Otan em 1949, o Artigo 4 foi invocado sete vezes, sendo a mais recente em fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Países que fazem fronteira com a Ucrânia já relataram anteriormente que mísseis ou drones russos entraram em seu espaço aéreo durante a guerra, mas não em escala tão grande, e não há registro de que tenham sido abatidos.
O Kremlin se recusou a comentar diretamente o incidente, mas o porta-voz Dmitry Peskov disse que a União Europeia e a OTAN “acusam a Rússia de provocações diariamente, na maioria das vezes sem sequer tentar apresentar algum tipo de argumento”.
Durante o incidente, o Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia instou os moradores a permanecerem em casa.
Vários aeroportos poloneses foram temporariamente fechados, incluindo o de Rzeszow, usado como principal ponto de acesso para autoridades ocidentais e suprimentos destinados à Ucrânia por via terrestre.
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Declaração ocorre no dia em que o STF retomou o julgamento do ex-presidente e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado
09/09/25 às 21:13 | Atualizado 09/09/25 às 21:15
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus • Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite desta terça-feira (9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu “burrices” para ser levado a julgamento por uma tentativa de golpe de Estado no STF (Supremo Tribunal Federal).
“Você está vendo um brasileiro, que foi candidato eleito pelo povo brasileiro, que cometeu as burrices que cometeu, que sabe que cometeu, sendo julgado”, disse Lula.
“Essa gente está sendo condenada pelos desmazelos que fez. Ao invés de estar se defendendo e dizendo que é inocente, está pedindo anistia”, disse, ainda, condenando a tentativa da oposição de apreciar um projeto de anistia no Congresso.