A Rede Globo vendeu o prédio histórico localizado no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. O edifício, que era sede da empresa desde sua fundação, agora será um prédio residencial. A pré-venda das unidades está sendo anunciada por corretores de imóveis. “A Globo mantém conversas sobre a venda do prédio 266 da Rua Jardim Botânico com o objetivo de alienar o ativo, que está totalmente desocupado desde agosto de 2022, reflexo da natural sinergia gerada pelas operações após a unificação dos negócios no âmbito do programa Uma Só Globo”, disse a emissora carioca em comunicado ao Notícias da TV. A transferência dos profissionais do marketing, assessoria de imprensa e departamento comercial, que trabalhavam no local, aconteceu em 2019. Desde então, o prédio está desocupado. A venda da sede ocorre após o grupo Globofechar o último ano no vermelho. No ano de 2022, ainda segundo o Notícias da TV, a empresa ficou com Ebitda (indicador financeiro que mostra o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de R$ 41 milhões.
Ausência de Lula na China adia contratos bilionários entre empresas – Não há previsão para viagem de Lula à China, diz médico Imagem: O Antagonista O cancelamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a China leva empresas privadas a também suspender o anúncio de contratos que seriam assinados com parceiros de Pequim nesta semana. A visita de estado amplamente aguardada pelos dois lados foi adiada depois que a equipe médica do presidente recomendou que ele não embarcasse por conta de uma pneumonia. Inicialmente, todos os acordos governamentais que seriam assinados foram suspensos, afetando mais de 20 atos. Mas a esperança era de que, no setor privado, os contratos fossem mantidos. De fato, o Palácio do Planalto recomendou aos organizadores dos eventos que mantivessem a agenda, principalmente no capítulo comercial. Mas a ausência de Lula levou os empresários a repensar a estratégia. Muitos querem assinar os novos entendimentos e anúncios de investimentos diante dos presidentes dos dois países e estão optando por esperar até uma eventual nova visita. Um deles foi a Suzano, que sinalizou para membros do governo de que iria esperar para anunciar seu novo acordo. Empresas como a Embraer também podem aguardar uma visita para apontar para eventuais novos contratos e investimentos. Segundo fontes do governo, outros empresários também indicaram a mesma tendência. Já o contrato da chinesa BYD para ficar com a fábrica da Ford na Bahia também ainda precisará de mais tempo para ser concluído e deve ficar para um segundo momento. A empresa americana fechou suas fábricas no Brasil em 2021 e, agora, a montadora chinesa quer ficar com os espólios da Ford. Durante a preparação da viagem, no mês passado, a esperança do governo era de que esse seria um dos contratos assinados. Apesar do adiamento dos contratos, Jorge Viana, presidente da Apex, destaca que a forte presença de empresários brasileiros na China e a manutenção dos eventos nos próximos dias são sinais de que a relação entrou em uma nova fase. Sua ideia é a de atrair investimentos chineses para permitir a reindustrialização do país. Hoje, segundo ele, o capital acumulado pela China no Brasil é de US$ 30 bilhões. Mas o valor seria pequeno diante dos mais de US$ 2 trilhões que as empresas chinesas investem pelo mundo. A esperança de Viana é de que o valor dos investimentos de Pequim possa chegar a US$ 150 bilhões ou US$ 200 bilhões nos próximos anos.