Uma mulher trans ficou em prantos no Aeroporto Internacional JFK, em Nova York (EUA), depois que ela alegou que uma agente da TSA (agência de segurança nos transportes no país) a socou nos testículos enquanto ela passava pela segurança, informou o “Daily Mail”. O incidente ocorreu no último sábado (25/3). A passageira não identificada foi à mídia social para desabafar sobre o incidente, na qual ela disse que a agente a “humilhou” na frente de todos em uma série de postagens, que já foram apagadas, de acordo com o veículo. “Oi, um agente da TSA no aeroporto JFK me deu um soco na genitália, gritou comigo por ter um pênis (?), no banheiro do aeroporto”, disse a mulher trans, de acordo com uma captura de tela da postagem. Mas o constrangimento não parou por aí, segundo ela: “(O agente da TSA) me seguiu até o banheiro feminino e começou a falar sobre mim com uma colega de trabalho enquanto eu chorava em uma cabine”, escreveu ela, pedindo conselhos a amigos na internet sobre o que ela deveria fazer.
O presidente Lula tem proibido ministros e assessores de entrarem com o celular em seu gabinete, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto, e todos eles passarão por uma revista antes de entrar para falar com o Lula. Segundo auxiliares presidenciais, ministros e assessores palacianos precisam deixar o aparelho na antessala antes de adentrar no gabinete de Lula para despachar. Por conta da proibição, auxiliares que se reúnem com o presidente no gabinete do Planalto costumam levar impressos documentos que apresentarão a Lula. Na primeira reunião ministeral ampliada do novo governo, realizada em 6 de janeiro numa sala do Planalto, Lula também proibiu que seus ministros portassem celular. Interlocutores dizem que, além de evitar gravações indesejadas, Lula veta celulares nesses encontros para evitar que seus auxiliares se distraiam. O presidente, como já noticiou a coluna, não tem celular próprio. Diferente de Lula, Jair Bolsonaro costumava permitir que alguns de seus ministros e assessores mais próximos entrassem com o celular no gabinete presidencial.
Um vídeo registrou o momento em que uma policial militar agrediu dois homens, com braçadas em sua genitália , em uma abordagem policial na zona norte da cidade de São Paulo. As imagens circularam nas redes sociais nos últimos dias. A abordagem teria acontecido no início da última semana na rua Aparecida do Taboado, na região da Brasilândia. No vídeo, é possível ouvir a policial dizer “desce, caralho”, apontando uma arma para o grupo que estava nas motos. Em outro trecho, um policial disse: “alguém autorizou você a olhar para trás?Na sequência, é possível ver a policial golpear a genitália de um dos homens abordados. Com dor, ele disse: “ai, caralho”. Depois, a policial aborda outro homem e também o agride, com um golpe na genitália. O vídeo mostra ela sorrindo, durante a abordagem (veja acima). “Eles são golpeado na genitália violentamente atacados por essa policial, que depois ainda dá risada daquela situação”, afirma o advogado Ariel de Castro Alves, presidente do grupo Tortura Nunca Mais. A PM (Polícia Militar) disse que a equipe já foi identificada e que o caso está sendo apurado para “aquilatarmos [avaliarmos] todos os detalhes que envolveram a intervenção policial e os seus desdobramentos”. A PM não respondeu às perguntas do UOL sobre o comportamento da policial. “Desceram já na ignorância” A policial abordou duas mulheres e três homens. “Os policiais desceram já na ignorância, tirando a chave do contato de todas as motos”, disse, em áudio divulgado pela Record TV, uma das mulheres que foi abordada, indicando que ninguém havia corrido após a chagada dos agentes. “Não tinha por que a gente correr.” Ela disse que a policial “deu soco nas partes íntimas das mulheres”, dizendo que ficou machucada após a agressão a genitália. Segundo a Record TV, os jovens, que seriam youtubers, relataram que estavam circulando em motos pela região quando foram abordados. Eles teriam dito, de acordo com a reportagem, que algumas das motos estavam em situação irregular e foram apreendidas. Procurada, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo ainda não se pronunciou. “Abuso de autoridade”, diz advogado Para o advogado Alves, do grupo Tortura Nunca Mais, “essa abordagem foge dos padrões e descumpre os próprios protocolos da Polícia Militar”, indicando que policiais do sexo masculino deveriam ter feito a abordagem dos homens. “Além disso, nós temos a situação de violência, o abuso de autoridade”, completou Alves, que é especialista em direitos humanos e segurança pública. “A policial agiu com extrema violência, dando braçadas nos órgãos genitais dos abordados, o que, além do abuso de autoridade, que é a violência, o constrangimento praticado, podemos ter o crime de importunação sexual.” O advogado também não descarta a possibilidade de ter sido cometido o crime de tortura, “quando o agente do estado submete pessoas ao intenso sofrimento físico e psicológico”. A Brasilândia é um bairro periférico da capital paulista. Segundo Alves, as abordagens policiais em regiões como essa “têm esse padrão de abuso de violência, de constrangimento contra as pessoas que são abordadas.”