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Uma outra matéria, agora em O Globo, aponta que um terço dos produtos mais vendidos pelo Brasil para os EUA tem nos americanos mais de 80% dos clientes. Fábricas de móveis no Sul chegam a ter 100% da produção destinada aos Estados Unidos. Ou seja, muitos brasileiros, que não têm nada a ver com nada nesta celeuma causada por Trump, vão perder seu sustento.
Esta semana, o governo brasileiro avançou a divulgar o plano de auxílio aos atingidos pelas mudanças impostas pelo governo norte-americano, mas é preciso saber como será o desenvolvimento na prática. É necessário regulamentar, dar os detalhes. Foi aprovado, em geral recebeu elogios, mas com esta preocupação de como será na prática.
O Brasil continua fazendo movimentos diplomáticos com os Estados Unidos, mas até agora com absoluto insucesso. E não por culpa nossa. Eles fecham cada vez mais as portas. Ontem, Donald Trump disse que nós somos um parceiro comercial horrível, sendo que temos 200 anos de boas relações e somos deficitários nas vendas. Os EUA são cronicamente deficitários no comércio com o mundo. Mas com o Brasil, têm um superávit há 15 anos.
A saída que a diplomacia brasileira está buscando é estreitar relações com outros parceiros: falando com a Europa, conversado com os países do Brics. E tem que continuar sempre disposto a negociar. Quando o governo brasileiro decide não retaliar, e poderia fazer pela Lei da reciprocidade que foi aprovada no Congresso, mostra que está disposto a encontrar um caminho de pacificação da relação.
O conflito continua por culpa dos Estados Unidos e da extrema direita brasileira. O bolsonarismo a todo tempo estimula e cria mentiras sobre o Brasil. Do ponto de vista institucional, o Brasil está sob assédio, sob ataque. Mas é preciso ter cabeça fria e avaliar, setor por setor, o que fazer.
Por outro lado, o Brasil, tanto o governo quanto as empresas, estão procurando advogados nos Estados Unidos para defender o país nessa nova frente de hostilidades americanas. Na próxima segunda-feira, o governo brasileiro mandará um relatório sobre práticas investigadas por Washington nas áreas financeira, de comércio, digital, relacionadas ao desmatamento, de combate à corrupção e de propriedade intelectual com base na Seção 301 da Lei de Comércio do país.
