
O clima no futebol potiguar não é de festa de Carnaval, pelo menos não por enquanto. A bola parou de rolar e a polêmica tomou conta das conversas de calçada e das redes sociais. O motivo? O Campeonato Potiguar está paralisado e todo mundo aguarda o julgamento marcado para esta sexta-feira (13). A pergunta que não quer calar é uma só: o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) vai manter a honra e seguir a regra, ou vai ceder ao peso da camisa e do grito da arquibancada?
A pressão está gigante, a gente sabe. De um lado, temos a tradição de um clube centenário; do outro, o que está escrito no regulamento. Tem muita gente usando a internet para tentar apitar o jogo antes da hora, fazendo aquele julgamento precipitado nas redes sociais que ninguém pediu. Mas, para quem tem história e preza pela seriedade, o caminho só pode ser um: o da justiça.
Não é segredo para ninguém que o TJD está sob os holofotes. É natural que os “cartolas” da velha guarda tentem ditar o ritmo e que a torcida faça barulho. Só que o tribunal não é estádio. Ali, o que vale é a letra da lei desportiva e a honra de quem decide.
Quem é sério e tem compromisso com a verdade não se deixa levar pelo grito mais alto, mas sim pelo que é correto.
Esta sexta-feira é o momento ideal para o TJD mostrar que o futebol do Rio Grande do Norte mudou de patamar. Fazer história não é apenas tomar uma decisão difícil, mas mostrar que, independente de quem esteja no banco dos réus, o regulamento é soberano.
O torcedor potiguar, aquele que paga ingresso e veste a camisa, merece um campeonato limpo, decidido dentro das quatro linhas e mantido por uma justiça que não treme diante de escudos pesados ou pressões externas.
O recado é simples: a bola está com os integrantes do Tribunal. Que a decisão seja baseada no que é justo, para que o nosso futebol saia vencedor, e que o único “tapetão” permitido seja o gramado bem cuidado para a retomada dos jogos.
