
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, informou ao ministro André Mendonça, do STF, que a viagem do filho do presidente Lula (PT) a Portugal teve despesas pagas pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de envolvimento em esquema de desvios relacionados a aposentados.
As informações foram apresentadas formalmente nesta segunda-feira (16) ao STF, segundo a defesa. De acordo com os advogados, a manifestação ocorreu no âmbito de apuração que tramita na Corte.
O advogado Guilherme Suguimori afirmou à CNN Brasil que Lulinha não firmou qualquer negócio com o empresário nem recebeu valores além das despesas da viagem. Segundo a defesa, não houve relação comercial entre as partes.
De acordo com a petição enviada ao Supremo, Lulinha afirma que conheceu Antônio Carlos por intermédio de uma amiga, em 2024, e que o empresário foi apresentado como atuante no setor farmacêutico. A defesa também informou que o interesse inicial na aproximação teria relação com um projeto ligado à produção de canabidiol medicinal, tema mencionado na manifestação.
Até o momento, conforme informações apresentadas pela defesa, Lulinha nega ter conhecimento de qualquer irregularidade atribuída ao empresário no âmbito das investigações relacionadas ao INSS.
