
“Temos que pensar com inteligência. Uma candidatura de Moro em São Paulo pode dar um palanque muito bom. Você aumenta aí tranquilamente 7 ou 8 deputados federais. A Rosângela passa a herdar a candidatura do Moro, aumenta tempo de TV, fundo eleitoral e a bancada, a partir de 2023, para ter protagonismo no Congresso Nacional”, disse o deputado a Wilson Lima.
A ideia não interessa a Moro, segundo apurou este site. Parece mais uma estratégia para pressioná-lo a desistir da vaga ou usá-lo para chantagear Rodrigo Garcia, que teria prometido mundos e fundos à turma do Milton Leite. Quiçá bateu o desespero com o desempenho medíocre da candidatura de Garcia.
Fato é que Moro tem hoje apenas um rival na disputa para o Senado, no máximo dois: Datena e Márcio França. O apresentador deve desistir e o ex-governador seria um rival mais fácil de ser batido.
No caso da corrida pelo governo de SP, a briga é de foice e vem sendo liderada por Fernando Haddad, seguido de Tarcísio de Freitas e Márcio França — que deve sair mesm para o Senado. Neste cenário, que reproduz a polarização da disputa nacional, Moro não teria chances. Acabaria espremido, com algo em torno dos 7% ou 8%, tirando alguns votos do governador tucano.
Moro deve ficar esperto com quem lhe dá tapinhas nas costas e diz que ele deve trocar o Senado pelo governo estadual.
