
Em meio a debate no STF sobre nepotismo, cidade do RN chama atenção: seis secretários são parentes do prefeito
Enquanto o Supremo Tribunal Federal discute se a nomeação de parentes para cargos políticos configura nepotismo, um caso no interior do Rio Grande do Norte reacende o debate sobre limites éticos na administração pública. No município de Montanhas, com pouco mais de 11 mil habitantes, seis integrantes do alto escalão da gestão municipal possuem vínculos familiares diretos com o prefeito Antonio Marcolino Neto.
Na administração de Montanhas, a composição do primeiro escalão é a seguinte:
• Maria de Lourdes da Silva Nóbrega – Secretária de Educação – cunhada do prefeito;
• Antonny Silva Marcolino – Secretário de Governo – filho do prefeito;
• Ivo Muhammad Duarte da Nóbrega – Secretário de Obras – sobrinho do prefeito;
• Maria do Livramento da Silva Marcolino – Secretária de Desenvolvimento Social, Habitação, Trabalho e Lazer – esposa do prefeito;
• Rosana Marcolino – Chefe de Gabinete – nora do prefeito;
• Kelvin Leal – Secretário de Planejamento – sobrinho do prefeito, tendo sido desmembrada esta secretaria para sua nomeação.
Além do número expressivo de vínculos familiares diretos, chama atenção o fato de que a estrutura administrativa da cidade não é robusta: trata-se de um município pequeno, com orçamento limitado e demandas sociais profundas, o que intensifica questionamentos sobre critérios de escolha, qualificação técnica e observância dos princípios da impessoalidade e moralidade na gestão pública.




