
A operação, descrita como a maior ação integrada das forças de segurança nos últimos 15 anos, mobilizou mais de 2.500 policiais civis e militares para executar mandados e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A ação tem como alvo a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que controla parte do mercado de drogas. Mandados de busca e apreensão foram executados nos complexos, que abrangem 26 comunidades.
A decisão de manter os serviços abertos atraiu críticas em relação ao risco para os trabalhadores e às dificuldades no deslocamento, com relatos de preocupação com a vida dos trabalhadores e sugestões de que apenas os serviços essenciais deveriam operar. Os moradores relataram dificuldades para voltar para casa, com ônibus não funcionando e pessoas com medo de retornar às suas comunidades, afetando o comércio em bairros na zona norte. A popular comunicadora Jota Marques relatou dificuldades para voltar para casa, mencionando ônibus bloqueando ruas, confrontos armados e suspensão de linhas, destacando a situação de milhares de trabalhadores e crianças presas nas escolas.
A operação resultou em pelo menos 64 mortes, incluindo quatro policiais e 60 traficantes que trocaram fogo com as forças de segurança. Além disso, 81 prisões foram feitas e aproximadamente 72 rifles e uma grande quantidade de drogas foram apreendidos. Um posto de saúde no Complexo Alemão fechou suas atividades mais cedo, contrariando a determinação da prefeitura.
