Investigados por corrupção, prefeitos tentam desqualificar PF e Judiciário e alegam “perseguição” em ano eleitoral

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Estratégia de desqualificação das instituições é replicada por prefeitos em todo o Brasil, visando mobilização eleitoral.  |   BNews Natal - Divulgação Foto: reprodução internet

A menos de seis meses das eleições de 2026, uma narrativa coordenada começa a tomar conta das redes sociais de prefeitos e lideranças políticas sob investigação: o discurso da “perseguição política”. O movimento, que busca transformar operações da Polícia Federal e decisões do Judiciário em combustível eleitoral, tem no Rio Grande do Norte um de seus expoentes mais barulhentos: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Allyson foi alvo de uma operação da PF no fim de janeiro, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão para apurar supostas irregularidades em recursos da saúde e comunicação institucional. Desde então, o prefeito adotou uma postura de “vítima do sistema”, vinculando a ação policial ao fato de seu nome liderar pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado.

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