Depois dos cururu agora é a vez dos URUBU DE CRACHÁ

Chegou a temporada dos urubus (de crachá)
Tem bicho em Natal que só aparece em época certa. O cururu aparece quando chove.
Some a chuva, some o cururu. Todo mundo já conhece: alaga uma rua, brotam os especialistas em drenagem urbana. Passa a água, somem todos.
O urubu é diferente. O urubu não espera chover. O urubu espera a janela eleitoral abrir. Tem até crachá se fingindo de sindicalista.
Não constrói nada. Não estava lá quando o trabalho foi feito. Só chega depois, circula por cima e grita.
E chegou a temporada.
Porque olha só que coincidência.
Quatro anos de retroativos atrasados no Governo do Estado — 23, 24, 25 e 26.
Décimo terceiro sem antecipação. E o sindicato dos professores chamando isso de “diálogo”. É a palavra que o próprio Instagram do Sinte usa quando o assunto é o Palácio. Diálogo de quatro anos. Deve ser um papo muito bom.
Aí a Prefeitura paga salário no sábado, paga 40% do décimo terceiro e anuncia R$ 1,3 milhão de retroativo.
E de repente, do nada, brota protesto marcado, ameaça de greve e nota indignada.
Não é o professor que mudou de situação. É o calendário que mudou.
O professor da rede estadual continua esperando o que é dele desde 2023. Só que reclamar disso não dá voto pra ninguém no palanque certo.
Chove, aparece cururu. Abre a janela eleitoral, aparece urubu de crachá.
E os dois têm uma coisa em comum: nenhum dos dois construiu nada. Só apareceram na hora certa de fazer barulho.
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