Tarcísio nega ter pedido ao STF que autorizasse Bolsonaro a ir aos EUA

“Não houve isso”, disse o governador sobre suposta tentativa de interceder na Suprema Corte

11/07/25 às 20:56 | Atualizado 11/07/25 às 20:59

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo  • Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), negou ter procurado ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a fim de pedir autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajasse aos Estados Unidoscom o objetivo de negociar diretamente com Donald Trump a suspensão da sobretaxa imposta a produtos brasileiros.

“Não houve isso”, afirmou o governador à CNN.

A informação sobre a suposta articulação partiu de interlocutores do Judiciário, mas foi rebatida pelo governador.

Segundo Tarcísio, não houve qualquer contato com ministros da Corte sobre o tema, tampouco pedido para interceder pela liberação do passaporte de Bolsonaro, que segue apreendido por decisão do STF no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

A declaração do governador ocorre após reportagem indicar que ele teria feito um apelo “surpreendente” a magistrados da Suprema Corte, defendendo que Bolsonaro poderia convencer Trump a recuar da taxação de 50% sobre produtos brasileiros — medida anunciada na última quarta-feira (9).

A medida foi justificada por Trump como uma resposta ao julgamento de Bolsonaro no STF, classificando o caso como uma “vergonha internacional”.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não aceitará retaliações políticas e prometeu reagir com base na Lei de Reciprocidade Econômica. O governo brasileiro tem discutido, em reuniões com ministros e empresários, estratégias para mitigar os efeitos do tarifaço.

Repercussões

O PT acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta sexta, pedindo que seja apurada a atuação de Tarcísio no caso.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), por sua vez, acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo a investigação do governador.

Coronel Azevedo reage à tentativa do PT de querer capturar um pedaço do orçamento do Estado

O governo do PT propôs usar 0,5% da receita corrente líquida do RN para gastá-lo sob o argumento de “orçamento participativo”.

Os deputados estaduais perceberam a manobra e votaram contra a ambição governamental.

Segundo o parlamentar, o orçamento do Estado é definido pelo povo, através de seus representantes democraticamente eleitos, os deputados, este processo sintetiza o real orçamento participativo, e não deve ser substituído por algum tipo de comitê ou conselho nomeado pela governadora do Estado.

Azevedo adverte que o PT quer “jogar para a plateia”, visto que já tem bilhões do orçamento designados para o executivo e pode este recurso integralmente sob este pretexto, não sendo necessário retirar um percentual do orçamento geral para a promoção desta narrativa.

Foram aprovadas em plenário 14 emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2026, inseridas na Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, presidida pelo Deputado Azevedo, e relatadas pelo deputado José Dias. O governo foi derrotado em todas as matérias discutidas e que foram objeto de disputa pelo voto.

Irmã Rita de Cássia recebe Título de Cidadã Natalense em solenidade 

Em uma tarde marcada por gratidão e reconhecimento, o vereador Tony Henrique promoveu, nesta sexta-feira (27), a entrega do Título de Cidadã Natalense à Irmã Rita de Cássia Cerqueira, diretora do Instituto Juvino Barreto, uma das instituições mais tradicionais no cuidado com a pessoa idosa em Natal.

A solenidade aconteceu na própria sede do instituto, reunindo autoridades, idosos residentes, funcionários, voluntários e amigos da homenageada. O momento foi embalado pela apresentação do grupo musical Violoukos, que contribuiu para a beleza da cerimônia.

Representando o Prefeito Paulinho Freire esteve Luciana Dantas, Secretária Municipal da Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (SEMIHD), reforçando a importância da atuação da Irmã Rita para a promoção dos direitos da pessoa idosa em Natal.

Durante seu discurso, o vereador Tony Henrique destacou o legado da religiosa e a força do seu testemunho:
“A Irmã Rita vive a fé com coerência. Faz de sua vida um exemplo para os outros. Sua missão é feita com o coração, como nos ensina a Palavra em Colossenses 3:23: ‘Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor.'”

Natural de Feira de Santana (BA), Irmã Rita chegou ao Instituto em 2014 e assumiu sua direção em 2017. Desde então, tem liderado com sensibilidade e garra uma profunda reestruturação da entidade, fortalecendo seus serviços e seu papel social na cidade.

A entrega do título representa o reconhecimento público de Natal à sua trajetória de amor ao próximo, dedicação à causa dos idosos e compromisso com a dignidade humana.

Refiz 2025 PRORROGADO


A Prefeitura do Natal prorrogou até o dia 18 de julho de 2025 o prazo de adesão ao Programa de Recuperação Fiscal – Refis Municipal 2025, conforme estabelece o Decreto nº 13.415, publicado em edição extra do Diário Oficial do Município.

Lula: Se não houver solução com Trump, reciprocidade será aplicada em 1º/8

Petista afirmou que se o presidente dos Estados Unidos decidir “ficar brincando de taxação”, essa situação vai ser “infinita”

10/07/25 às 21:34 | Atualizado 10/07/25 às 21:34

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à esquerda, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à direita  • Marcelo Camargo/Agência Brasil | Andrew Harnik/Getty Images

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (10), que se não for encontrada uma solução para as taxações anunciadas por Donald Trump ao Brasil até o próximo dia 1º de agosto, a Lei da Reciprocidade será aplicada.

“O Brasil utilizará a Lei da Reciprocidade quando for necessário. (…) Se não houver solução, vamos entrar com reciprocidade a partir de 1º de agosto”, disse o presidente em entrevista ao Jornal Nacional.

Lula ressaltou que não toma decisão de cabeça quente e que, por isso, antes disso, acionará a OMC (Organização Mundial do Comércio) para entender quais os melhores caminhos a serem seguidos nessas tratativas.

“Primeiro, eu não perco a calma e não tomo decisão com 39 graus de febre, vamos usar a reciprocidade e acionar a OMC. O Brasil utilizará a Lei da Reciprocidade quando for necessário e o Brasil vai tentar, junto a OMC com outros países, tentar fazer com que a OMC tome uma posição pra saber quem está certo, quem está errado”, explicou.

O mandatário disse que quer se reunir com todos os exportadores que poderão ser afetados por essa medida para “ver qual a situação deles” para, a partir daí, “fazer todo o processo de negociação que precisa ser feito”.

Lula cobrou respeito de Donald Trump e disse que, se o presidente norte-americano decidir “ficar brincando de taxação”, essa situação vai ser “infinita”.

“O que o Brasil não aceita é intromissão. Ele tem direito de tomar a decisão em defesa do país dele, mas com base na verdade, se alguém orientou ele com uma mentira de que os Estados Unidos é deficitário com o país, mentiu”, completou.

Tarifa de 50%

Donald Trump decidiu anunciar, na última quarta-feira (9), uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto de deste ano.

A medida foi publicada por meio de uma carta direcionada a Lula em rede social.

Parlamentares da oposição, aliados de Bolsonaro, citam que, um dos caminhos para renegociação dessa decisão de Trump seria pautar a anistia para ser votada no Congresso Nacional.

ex-presidente agradeceu publicamente Trumpnesta quinta-feira e expressou “respeito e admiração” pelo governo dos Estados Unidos.

Nunca me preocupei que o Trump recebesse Bolsonaro, diz Lula

Declarações foram dadas em meio às reações à carta enviada pelo presidente norte-amerciano ao governo brasileiro

10/07/25 às 21:43 | Atualizado 10/07/25 às 21:43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • 12.06.2025 – Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (10) que não vê problema na relação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando que encontros entre líderes fazem parte da liberdade de cada chefe de Estado.

“Nunca me preocupei que o Trump recebesse o Bolsonaro, ou qualquer pessoa. É direito de cada presidente fazer o que quiser”, disse Lula ao “Jornal Nacional”, da TV Globo.

As declarações foram dadas em meio às reações à carta enviada por Trump ao governo brasileiro, na qual o presidente norte-americano criticou o julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Lula rebateu a postura do republicano, afirmando que “o que não é direito é um presidente querer dar palpite na Justiça de outro país”.

Lula também citou o episódio em que visitou a ex-presidente argentina Cristina Kirchner em prisão domiciliar neste mês, enfatizando que a viagem ocorreu com autorização judicial.

“Eu fui visitar a presidenta da Argentina com autorização da Justiça argentina. Eu só fui lá porque a Justiça decidiu que eu fosse visitar, atendendo a um pedido da própria Cristina”, declarou.

O presidente da República ainda reforçou a importância de respeitar a soberania das decisões judiciais em cada país: “Precisamos aprender a respeitar. Você nunca me viu me meter numa decisão da Justiça americana.”

*Publicado por João Scavacin e sob supervisão de Douglas Porto

Lula cobra acordo sobre IOF e ameaça cortar emendas parlamentares

Presidente garantiu que vai insistir no aumento do IOF e ressaltou que editar decretos é de responsabilidade do presidente da República

10/07/25 às 21:46 | Atualizado 10/07/25 às 21:46

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  • 18/03/2025 – Reuters/Adriano Machado


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta quinta-feira (10), que o Executivo e o Congresso cheguem a um acordo sobre o impasse envolvendo a revogação do decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Lula afirmou que, se for necessário cortar gastos para compensar a derrubada do decreto, as emendas parlamentares também serão afetadas.

“O deputado sabe que, se eu tiver que cortar R$10 bi, vou cortar das emendas dele também, ele sabe disso. Então é importante a gente chegar num ponto de acordo”, disse em entrevista ao “Jornal da Record”.

O presidente garantiu que vai insistir no aumento do IOF e ressaltou que editar decretos é de responsabilidade do presidente da República.

“Eu vou manter o IOF, se tiver um item no IOF que esteja errado, revemos aquele item, mas o IOF vai continuar”, afirmou.;

O imbróglio que cerca a derrubada do decreto presidencial sobre o aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) foi pauta da reunião de líderes da Câmara dos Deputados nesta semana.

Após o encontro, líderes do governo defenderam, em coletiva de imprensa, a construção de um caminho para tampar o “buraco” do IOF e ameaçaram a possibilidade de um corte em programas sociais para tentar contornar esse déficit.

Na terça-feira passada (1º), o governo acionou o STF para tentar reverter a decisão do Congresso que derrubou o decreto presidencial sobre o imposto.

A ação pede que a Corte reconheça a constitucionalidade do decreto. Por meio da AGU, o governo argumenta que o Congresso extrapolou sua competência ao anular a medida.

Na última sexta-feira (4), o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, suspendeu os efeitos de atos do Executivo e do Legislativo relacionados ao aumento do IOF e determinou a realização de uma audiência de conciliação entre os Poderes. A audiência está marcada para o dia 15 de julho.

O conflito sobre o imposto teve início em maio, quando o governo editou o decreto buscando aumentar a arrecadação e cumprir as metas do arcabouço fiscal.

A medida provocou forte reação no Congresso e no mercado financeiro. Semanas depois, Câmara e Senado aprovaram, no mesmo dia, um projeto de decreto legislativo (PDL) para derrubar o aumento do IOF.

Com a revogação do decreto, uma outra forma precisa ser encontrada para cumprir a meta.

Após ser “lançado” ao governo por aliado, Nunes promete concluir mandato

Prefeito de São Paulo desautorizou postagem de Orlando Morando e disse que cumprirá os quatro anos de gestão, mesmo se Tarcísio disputar a Presidência

10/07/25 às 21:46 | Atualizado 10/07/25 às 21:46

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo  • Jardiel Carvalho/Picture Alliance via Getty Images

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Após ser “lançado” candidato ao governo paulista pelo secretário de Segurança Urbana da capital, Orlando Morando, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) desautorizou o aliado e garantiu que vai terminar seu segundo mandato mesmo se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputar à Presidência da República.

“A opinião do Morando é que esse cenário deva ocorrer. Ele tem direito a ter sua opinião, mas já pedi para não fazer mais publicações com meu nome. Vou cumprir os quatro anos”, disse Nunes à CNN.

Na publicação feita no Instagram, Morando mostrou números da mais recente pesquisa do instituto Paraná sobre São Paulo no qual Nunes aparece em 1° lugar com 29% das intenções de voto no cenário sem Tarcísio.

“Para o Brasil voltar a dar certo e São Paulo seguir crescendo, o caminho é Tarcísio presidente e Ricardo Nunes governador”, escreveu o secretário.

A publicação, que foi republicada pela esposa do prefeito, Regina Nunes, e pela página do MDB, irritou os bolsonaristas e causou mal estar nos bastidores entre a prefeitura e o Palácio dos Bandeirantes.

O secretário de Governo, Edson Aparecido (MDB), pediu no grupo de WhatsApp dos secretários que os colegas evitassem manifestações do gênero e usassem as redes sociais para exaltar as obras da prefeitura.

Procurado, Orlando Morando não quis se pronunciar.

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