Após veto de Fátima Bezerra, Carla Dickson propõe punição nacional para invasões de propriedades

A deputada federal Carla Dickson (União Brasil-RN) protocolou um projeto de lei nesta segunda-feira (3) para punir invasões de propriedades públicas e privadas em todo o país. A proposta surge após a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, vetar uma medida semelhante aprovada na Assembleia Legislativa do estado.

O projeto altera três leis vigentes (8.629/1993, 10.257/2001 e 13.465/2017) e prevê, além de sanções civis e administrativas, multas que variam de R$ 55 mil a R$ 50 milhões para quem ocupar propriedades de forma ilegal.

Carla Dickson justificou a iniciativa afirmando que o problema das invasões não se limita ao RN e que cabe ao poder público encontrar soluções para a habitação sem permitir ocupações irregulares. O projeto agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Operação conjunta entre Prefeitura e forças estaduais de Segurança flagra material furtado

Em uma ação conjunta entre representantes da Prefeitura de Natal e das forças de Segurança do Estado, foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (03) mais uma fase da “Operação Sucata”, que tem como objetivo combater o furto e a receptação de cabos de energia da rede pública de iluminação. A ação foi realizada no bairro do Alecrim, Zona Leste. Na oportunidade, cinco estabelecimentos passaram por fiscalização, resultando em cinco flagrantes, tendo sido constatado o material furtado da rede pública em três desses locais. 

O secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, ressaltou a importância da retomada da “Operação Sucata”, lembrando que a iniciativa já é fruto da reunião ocorrida no último dia 28 de janeiro entre os membros dos poderes públicos municipal e estadual. A reunião teve como objetivo justamente ampliar a repressão e o combate a esse tipo de delito.

“O trabalho integrado é fundamental e surte resultado. Essa operação foi muito positiva e mostra que estamos no caminho certo. Além de todo o aspecto da garantia da ordem, da segurança pública e da proteção do patrimônio público, há o aspecto pedagógico, pois, na medida em que o Poder Público age para coibir, quem porventura estiver pensando em cometer o delito vai pensar duas vezes”, pontuou Felipe Alves. 

Esse trabalho vai seguir de forma permanente, disse o chefe do Setor de Fiscalização da Semsur, Carlos Falcão. “Não podemos permitir que o furto e a receptação de cabos de energia continuem impactando a população e trazendo prejuízos ao Município. A partir de agora, teremos um monitoramento constante, com aplicação de sanções administrativas que variam entre R$ 500 e R$ 100 mil para os infratores”, detalhou.

A Operação Sucata não tem prazo para ser finalizada e continuará atuando para coibir o crime organizado por trás do furto e da receptação de cabos na cidade. “Essa iniciativa mostra a força do trabalho conjunto entre os poderes públicos e as forças de segurança para proteger os bens da população e garantir serviços essenciais funcionando adequadamente”, concluiu o secretário da Semsur.

A operação contou com a participação de agentes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Secretaria Municipal de Defesa Social (Semdes), Guarda Municipal, Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), Polícia Civil, além de equipes da Cosern, Cabo Telecom e a Guarda Municipal.

ARTIGO: Deputado Estadual Coronel Azevedo Ex-comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte

SUBSTITUIR LULA NO GOVERNO NÃO É MAIS QUESTÃO POLÍTICA, É QUESTÃO DE SEGURANÇA NACIONAL

Em dois anos e um mês de Governo, Lula criou e aumentou impostos, explodiu a inflação, elevou a dívida pública, contribuiu para os juros aumentarem, fez discurso venenoso contra a necessária independência do Banco Central e praticamente faliu estatais.

Além das questões econômicas, Lula brigou com a maior democracia do mundo, os Estados Unidos, tentou monitorar o pix do cidadão comum, abraçou ditaduras como a da Venezuela e o Irã, recebeu apoio de defensores do grupo terrorista Hamas e atacou a democracia de Israel, quer viajar para abraçar a Rússia, país que invadiu a Ucrânia.

Diante de um quadro tão negativo, inclusive de medidas para limitar o trabalho dos operadores de segurança pública, cabe a nós, homens e mulheres que defendem a democracia e a liberdade, perguntar à população: será que a sociedade aguenta mais dois anos de inflação alta, impostos asfixiantes, juros na estratosfera e aumento da dívida pública?

Lula vai quebrar as famílias e as empresas, enfraquecer o País. E as famílias e as empresas são a substância que formam o Brasil.

Substituir Lula no governo não é mais questão política, é uma necessidade de segurança nacional.

Correios em Crise no Governo Lula: Ineficiência, Greves e Prejuízos para os Brasileiros

Nos últimos meses, os Correios voltaram a ser alvo de críticas e preocupações devido à crise que se aprofunda na estatal durante o governo Lula. Com atrasos nas entregas, greves constantes, problemas financeiros e um modelo de gestão questionável, os consumidores e empresas enfrentam desafios diários ao utilizar os serviços postais.

Neste artigo, vamos analisar os principais fatores que levaram os Correios a essa situação crítica, os impactos para a economia e os consumidores, além das possíveis soluções para o problema.

1. A Crise Financeira dos Correios

Os Correios enfrentam dificuldades financeiras há anos, e no governo Lula, a situação se agravou. A empresa acumulou rombos bilionários, resultado de má gestão, ineficiência operacional e um inchaço na folha salarial.

Em 2023, o governo chegou a anunciar que os Correios não seriam mais privatizados, frustrando expectativas de modernização do serviço. No entanto, sem uma gestão eficiente, a estatal continua a operar com custos elevados e baixa competitividade diante das empresas privadas de logística.

Principais Problemas Financeiros

• Déficit bilionário: A empresa vem apresentando prejuízos que comprometem sua sustentabilidade.

• Baixa produtividade: Enquanto empresas privadas conseguem entregar em menos tempo, os Correios sofrem com burocracia e falta de investimentos.

• Gestão política: Indicações políticas em cargos-chave prejudicam a eficiência da empresa.

2. Greves e Atrasos na Entrega

Outro grande problema enfrentado pelos brasileiros é a frequência das greves nos Correios. Sindicatos da categoria frequentemente paralisam as atividades em busca de reajustes salariais e melhores condições de trabalho.

Embora as reivindicações sejam legítimas, as paralisações resultam em atrasos na entrega de encomendas e correspondências, prejudicando empresas, e-commerces e consumidores que dependem dos serviços postais.

Impactos das Greves e Atrasos

• Prejuízo para lojistas: E-commerces e vendedores do Mercado Livre, Shopee e Amazon sofrem com atrasos, afetando suas vendas.

• Danos à economia: Empresas precisam recorrer a transportadoras privadas, elevando custos logísticos.

• Perda de credibilidade: A confiança dos consumidores nos Correios diminui a cada nova paralisação.

3. Privatização dos Correios: A Solução?

A privatização dos Correios foi um tema forte nos governos anteriores, mas com Lula no poder, a ideia foi descartada. No entanto, países que privatizaram seus serviços postais, como Alemanha e Reino Unido, experimentaram melhorias significativas na qualidade e eficiência das entregas.

Vantagens da Privatização

✅ Melhoria na eficiência e rapidez das entregas

✅ Menos interferência política na gestão

✅ Redução de custos para os consumidores

✅ Mais investimentos em tecnologia e inovação

Por outro lado, sindicatos e setores ligados ao governo argumentam que a privatização poderia resultar em demissões em massa e aumento dos preços dos serviços.

4. O Que Esperar do Futuro dos Correios?

Com a atual gestão, a tendência é que os Correios continuem enfrentando dificuldades financeiras e operacionais. Sem investimentos estratégicos e uma reforma profunda na administração, a estatal corre o risco de se tornar cada vez menos relevante no setor de logística.

Enquanto isso, os consumidores precisam lidar com atrasos, greves e altos custos, tornando o uso de transportadoras privadas uma alternativa cada vez mais viável.

Conclusão

A crise nos Correios reflete a falta de modernização e a gestão política ineficiente da estatal. Enquanto países avançam com soluções inovadoras no setor postal, o Brasil segue patinando em problemas antigos.

A pergunta que fica é: até quando os brasileiros vão pagar essa conta?

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Estudante que desviou dinheiro da formatura da USP consegue registro de médica

Foto: Reprodução/Lattes

Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos, ex-aluna de medicina condenada pelo desvio de quase R$ 1 milhão da comissão de formatura, obteve seu registro profissional como médica. Seu nome já consta como ativo no sistema do Conselho Federal de Medicina (CFM).

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Além do impacto financeiro imediato, as ações de Alicia afetaram a coesão do grupo e trouxeram à tona questões sobre responsabilidade e monitoramento de fundos em projetos estudantis. A notícia de sua habilitação profissional como médica, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CFM), pouco tempo após sua condenação, gerou ainda mais controvérsia.

Como a Estudante Conseguiu o Registro Médica Após a Condenação?

Foto: Reprodução/CNN

Muitos se perguntam como é possível para alguém condenado por estelionato obter um registro profissional tão rapidamente. O registro no CRM, realizado em 26 de dezembro de 2024, não menciona sua especialidade ou área de atuação. Esta falta de informação gerou questionamentos sobre o processo de registro e certificação de profissionais de medicina no Brasil.

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O advogado de Alicia Dudy, até o momento, não comentou sobre o caso, deixando muitos se perguntando sobre os detalhes legais que permitiram a ela continuar sua carreira médica. Este episódio levanta preocupações sobre a integridade e os mecanismos de fiscalização dos conselhos profissionais.

Quais Foram as Consequências Legais e Acadêmicas Para Alicia?

Alicia enfrentou uma condenação por estelionato, resultando em uma sentença de cinco anos de reclusão em regime semiaberto. Além disso, ela foi ordenada a pagar uma indenização correspondente ao montante desviado. Apesar desses desafios legais, a continuidade de sua carreira na medicina parece não ter sido interrompida, surpreendendo muitos observadores.

Este desfecho traz à tona questões sobre as penalidades para crimes financeiros e sua efetividade em prevenir futuros delitos. Os eventos também suscitam discussões sobre a reintegração de indivíduos no mercado de trabalho após um histórico criminal.

Qual o Contexto e o Futuro de Casos de Desvio em Comissões?

Casos como o de Alicia Dudy Muller Veiga não são únicos e destacam a vulnerabilidade de fundos geridos por comissões formadas por estudantes. A falta de supervisão pode levar a abusos de confiança e resultados desastrosos, como observado neste caso. É crucial que instituições de ensino estabeleçam diretrizes rigorosas para gerenciar fundos estudantis e prevenir tais incidentes.

  1. Implementar auditorias regulares em contas geridas por estudantes.
  2. Oferecer treinamento em gestão financeira para membros de comissões.
  3. Garantir transparência em todas as transações relacionadas a fundos estudantis.
  4. Incentivar uma cultura de responsabilidade e ética entre os alunos.

Adotar estas medidas pode ajudar a reduzir os riscos de desvio e aumentar a confiança entre os alunos e a administração da escola.

A situação de Alicia provoca reflexões sobre a ética na profissão médica e outras ocupações regulamentadas. O caso levanta dúvidas sobre os critérios usados pelas entidades reguladoras ao emitir licenças, especialmente quando há antecedentes criminais envolvidos. Isso desafia a sociedade a repensar os princípios de ética e profissionalização, assegurando que aqueles que exercem profissões críticas inspirem confiança e entreguem excelência em seus serviços.

Em última análise, proteger a integridade de profissões reguladas é essencial para a confiança pública e a minimização de riscos associados a práticas antiéticas. Este caso serve como um lembrete da necessidade contínua de vigilância e reforma no controle de acesso a práticas profissionais.

Saiba como receber valores de beneficiários falecidos no INSS

Orgão destaca que pagamento de todo e qualquer resíduo deverá ser atualizado monetariamente, a partir da data em que crédito deveria ter sido pago

Dependentes de beneficiários falecidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)podem solicitar valores não pagos até a data do óbito. O chamado resíduo é repassado para os herdeiros que possuem direito ao recebimento da pensão por morte.

Já para os casos onde não há dependentes habilitados, o benefício será destinado aos herdeiros da pessoa falecida, mediante autorização judicial ou pela apresentação de escritura pública.

Como solicitar

Tanto para quem tem direito à pensão quanto para aqueles que não têm, a solicitação do pagamento deve ser feita por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do Instituto, na aba “Solicitar valor não recebido até a data do óbito do beneficiário”.

Os requerimentos também poderão ser realizados pelo telefone 135, que atende de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília).

Já quando há mais de uma pensão concedida, a autarquia esclarece que o pagamento do resíduo deverá ser realizado de forma proporcional à quantidade de cotas de cada benefício.

“Havendo mais de um herdeiro, o pagamento será efetuado a cada um deles de forma proporcional, ou conforme o que for determinado no documento de partilha. Cada herdeiro deverá requerer individualmente o serviço para o recebimento da sua parte do valor residual do benefício”, explicou o INSS.

Documentos necessários para o recebimento dos valores

  • Certidão de óbito do beneficiário;
  • Documento de identificação (RG, CNH, Carteira de Trabalho, passaporte) e CPF do requerente;
  • Alvará judicial ou partilha por escritura pública.

Além disso, o orgão destaca que o pagamento de todo e qualquer resíduo deverá ser atualizado monetariamente, a partir da data em que o crédito deveria ter sido pago.

Nas situações em que os valores já tiverem sido depositados na conta do segurado, mesmo após a data do óbito, deverão ser solicitados junto à instituição bancária onde o segurado já recebia seu benefício.

Ériko Jácome completa dois anos na presidência da Câmara 

O presidente da Câmara Municipal de Natal Ériko Jácome completou neste sábado (01), dois anos a frente do Poder Legislativo da capital. Alçado ao cargo de presidente após a renúncia do então presidente Paulinho Freire que deixou o posto para assumir o cargo de deputado federal, Ériko deu continuidade a linha de fortalecimento do Legislativo adotada pelo seu antecessor. 

Já como presidente, Ériko convocou os aprovados no concurso público, reformou a sede da Câmara, recebeu Selo Ouro de transparência no TCE, investiu na atualização do mobiliário possibilitando uma melhoria significativa no ambiente de trabalho dos servidores e iniciou a digitalização de todo o Arquivo e da memória da Câmara.

 A Câmara também firmou convênio com o ITEP e somente em 2024 mais de 6 mil pessoas foram atendidas no Câmara Cidadã, a central de serviços do Poder Legislativo que em 2025 contará com atendimentos do Cadastro Único e PROCON.

Ériko é candidato a presidente da FECAM para colaborar com a inovação no modelo de gestão das Câmaras e do fortalecimento do Legislativo municipal.

O que é o turismo do sono, nova tendência de viagens de luxo

Casa na Suécia rodeada de neve
A proximidade da natureza é uma das bases do turismo do sono na Suécia.

A balsa atravessa as águas geladas do mar Báltico, em direção ao arquipélago no leste da Suécia. Lugares como Skarpö, Hjälmö e Gällnö têm seus nomes pintados em cabanas vermelhas, em frente às suas plataformas de desembarque.

O sufixo “ö” significa “ilha”, em sueco – uma representação pictórica de uma massa de terra rodeada pelo mar, com duas pessoas minúsculas esperando para atracar.

Sou a única pessoa a desembarcar em Svartsö, uma das poucas ilhas do arquipélago onde existem acomodações que permanecem abertas no inverno.

Sigo ao longo de uma trilha nevada até o Skärgårdshotell. Ao chegar, sou levada para uma cabine às margens da floresta, em frente às águas escuras do lago Svartsöfladen. Parece que cheguei ao local mais distante possível de tudo.

Meu quarto é de uma simplicidade sueca minimalista. Ele tem uma cama, uma cadeira e uma mesa de cabeceira.

Não há televisão, nem outras distrações que me afastem da tranquilidade intocada do ambiente à minha volta. Na verdade, estou aqui, basicamente, para dormir.

Em uma era em que a conectividade é implacável, o sono se tornou o maior dos luxos. Por isso, surgiu uma nova tendência de viagem: o turismo do sono.

Viajantes privados de sono escolhem seus hotéis com base no menu de travesseiros ou visitam retiros afastados para dormir, com atividades especificamente criadas para induzir ao sono.

Mas a Suécia aborda o turismo do sono de forma diferente, mais natural. Ela faz uso das suas paisagens e da forma de vida mais tradicional do país.

Frequentemente lembrada pelas suas cidades agitadas e conectadas, como Gotemburgo e a capital Estocolmo, a Suécia adota no inverno seu lado sonolento e convida os visitantes a fazerem o mesmo.

Animais cruzando uma estrada cheia de neve na Suécia
Passar tempo junto à natureza melhora a saúde mental e a qualidade do sono

“A natureza farta e acessível e as grandes áreas selvagens repletas de paz, combinadas com as noites escuras, baixas temperaturas e a importância cultural do relaxamento, fazem da Suécia um local ideal para o turismo do sono”, explica o pesquisador do sono Christian Benedict, da Universidade de Uppsala, na Suécia.

“Estudos demonstraram que a tecnologia e a sua influência sobre as nossas vidas causam efeitos significativos sobre o nosso sono e passar mais tempo junto à natureza está relacionado à melhoria da nossa saúde mental e menos noites sem dormir.”

Quando decidi fazer minha própria experiência, escolhi o arquipélago de Estocolmo – um paraíso para os amantes da natureza com mais de 30 mil ilhas, muitas delas desabitadas. Svartsö é uma das ilhas maiores, mas ela possui apenas cerca de 65 moradores permanentes.

Localizada a duas horas de balsa da capital, Svartsö é um refúgio popular no verão. A ilha atrai visitantes de fins de semana e feriados com suas casas de veraneio, diversos restaurantes e muita natureza para andar, nadar, pedalar e andar de caiaque.

Nos meses de inverno, o Skärgårdshotell é a única acomodação que permanece aberta. Suas aconchegantes cabines na floresta, no silêncio da sua área própria de bosque longe do edifício principal, oferecem o tipo de paz e tranquilidade que procuro, sem me deixar totalmente sozinha no ambiente selvagem.

Moro na cidade e minha mente não descansa. Acordo várias vezes por noite e me levanto cedo, já sentindo a necessidade de enfrentar a longa lista de coisas a fazer que me mantiveram acordada.

Aqui, no inverno da ilha, tenho pouco a fazer, a não ser caminhar, ler e observar o ritmo do dia, o que é impossível quando estou rodeada pelas luzes brilhantes da cidade.

Svartsö, em sueco, significa “ilha preta”. O nome se refere ao seu leito rochoso de granito escuro, mas, no inverno, poderia se referir simplesmente ao céu escuro da ilha, totalmente livre do brilho da cidade.

A escuridão é considerada, há muito tempo, uma metáfora para o medo e a depressão. Mas ela é bem-vinda na região nórdica.

Mais ao norte, no Círculo Polar Ártico, a noite polar cobre a terra de escuridão por meses. Em vez de ficarem em casa, os habitantes locais penduram lanternas no corpo e saem para explorar as trilhas cobertas pela neve.

Fogueira em meio a cenário nevado na Suécia
As longas horas de escuridão e baixas temperaturas fazem do inverno sueco um ambiente perfeito para o turismo do sono

E eu faço o mesmo. Saio para visitar os campos de criação de ovelhas, porcos e cabras ao entardecer.

Sigo pelos limites da floresta e me aventuro até a orla, observando o sol se pondo na água e ouvindo o barulho do pica-pau na árvore, até que ele para, quase como se um interruptor o tivesse desligado.

A floresta à minha volta fica em silêncio, enquanto o planeta Terra se acomoda para uma boa noite de sono, sob um grosso cobertor de neve.

Encontro a sauna do hotel discretamente instalada entre as árvores e termino o dia no clássico estilo escandinavo. Meu suor retira do corpo todas as preocupações que poderiam me deixar acordada e dou um mergulho no mar revigorante.

Após um jantar simples com stångkorv (linguiça sueca e couve-kale), eu me sento em frente à fogueira e começo a conversar com um grupo que veio remando de caiaque, desde Estocolmo.

“Tradicionalmente, nos meses mais escuros, o fogo era importante para oferecer luz e calor, mas também fazia parte do ritual noturno”, conta Marie, uma das visitantes.

“Depois do jantar, as pessoas se aconchegavam em volta da fogueira, para que o cintilar das chamas levasse embora toda a tensão do dia de trabalho.”

Para mim, funcionou. Na verdade, achei aquilo tão hipnótico que, às oito da noite, já estava pronta para me retirar para minha cabine.

Ali, eu submergi em um edredom e um aconchegante cobertor de lã – e dormi, pela primeira vez na vida, por 10 horas seguidas. Acordei renovada, observando pela janela um pedaço da Lua acima das árvores.

Problema antigo

É fácil imaginar que a falta de sono seja um problema do século 21. Mas a lenda sueca de Mara mostra que esta questão é tão antiga quanto a própria floresta.

Mara é um estranho ser mítico que, segundo a lenda, tortura as pessoas durante o sono, causando medo, forte ansiedade e opressão no peito. Seu nome deu origem à palavra inglesa para “pesadelo” – nightmare.

Nos tempos atuais, as distrações tecnológicas substituíram as criaturas míticas e cada vez mais pessoas enfrentam dificuldade para pegar no sono.

Quarto aconchegante com luzes baixas
O sono passou a ser um luxo quase inatingível no século 21 e as pessoas estão priorizando o repouso durante suas viagens

“A sociedade sueca é uma das mais digitalizadas da Europa e foi uma das primeiras a adotar a digitalização”, explica a chefe comercial do grupo sueco Scandic Hotels, Thérèse Cedercreutz. “Nosso interesse pelo sono, especialmente pela falta dele, pode se dever a isso e ao aumento da consciência sobre o seu impacto sobre a nossa saúde, que passamos a combater com uma série de medidas.”

“Temos salas de blackout, playlists com músicas que induzem o sono e áreas de bem-estar, onde são proibidos os telefones celulares. Se nossos clientes não dormirem, nossos negócios e a saúde deles ficarão prejudicados.”

Em todo o mundo, outros hotéis urbanos e remotos estão levando esta iniciativa adiante.

Hotel Cadogan, em Londres, tem seu próprio serviço de Concierge do Sono. Ele foi desenvolvido em associação com a hipnoterapeuta e especialista em sono Malminder Gill, que mantém um programa de meditação guiada do sono.

O Hotel Mandarin Oriental de Genebra, na Suíça, oferece um pacote de três dias, em conjunto com uma clínica do sono particular. Ele inclui o estudo dos padrões de sono dos hóspedes e a criação de programas de sono individuais.

Na Tailândia, em meio à floresta tropical da Costa Real, o naturopata residente do resort Chiva-Som Hua Hin irá orientar você sobre tudo o que pode afetar o ritmo circadiano, desde a alimentação até os hormônios. E o Resort do Bem-Estar Carillon, de Miami, nos Estados Unidos, usa tecnologias eletromagnéticas e infravermelho para induzir seus hóspedes ao sono.

“Nossos clientes nos procuram dizendo que se sentem totalmente esgotados e isso, muitas vezes, parece se dever à falta de sono”, conta Stella Photi, fundadora da empresa de férias Wellbeing Escapes.

“Tentamos incorporar elementos das culturas locais aos nossos programas de sono”, ela conta.

“Em países budistas, como a Tailândia ou o Sri Lanka, oferecemos meditação e mindfulness[atenção plena]. Na Índia, tratamentos ayurvédicos usam ervas cultivadas localmente. E, na Itália, caminhadas guiadas por vinhedos fazem parte de um programa de atividades promotoras do sono.”

Sauna na Suécia
A sauna oferece uma experiência clássica e essencial no inverno sueco

Mas, na Suécia, a experiência vivida na natureza forma a base do turismo do sono.

“O lema da natureza é ‘simplifique'”, explica Jennie Walker, fundadora da empresa de guias da natureza Walkers Naturturer, no arquipélago da Costa Oeste da Suécia.

“No inverno, sobre os afloramentos estéreis característicos do arquipélago de Gotemburgo, existe pouca vegetação e as bétulas e pinheiros se voltam contra os fortes ventos do oeste”, explica ela. “Uma caminhada sobre os campos rochosos em um dia de inverno, talvez encontrando uma foca tomando banho de sol sobre um rochedo, é a preparação perfeita para uma boa noite de sono.”

Os retiros de sono tradicionais costumam se concentrar no relaxamento antes da hora de dormir. Mas, na Suécia, o foco começa ao amanhecer. É possível realizar ao longo do dia atividades que induzam ao sono, como caminhadas, passeios de caiaque e banhos de floresta.

Por isso, depois da minha extensa noite de sono, primeiro tomei meu café da manhã com muesli, iogurte, geleia de mirtilo e rolinhos de canela para me reabastecer. Depois, saí para caminhar no trecho de Svartsö da Trilha do Arquipélago de Estocolmo – um caminho único com 270 km de extensão, que atravessa 20 ilhas, desde Arholma, no norte, até Landsort, no sul.

Em Svartsö, a trilha de 18 km me leva em torno da ilha. Passo por um grande lago de água doce e atravesso uma floresta de pinheiros coberta por um tapete de neve. Nela, observo o curioso esquilo-vermelho, acompanho os rastros de cervos e paro em frente a uma árvore derrubada por um castor.

O dia inteiro é um longo banho de floresta. E, quando retorno para minha cabine, não preciso me preocupar com quase nada, além de jantar, sentar perto da fogueira e dormir bem – sov gott, como eles dizem na terra do sono.

E assim fiz. Parece que, para mim, o exercício suave no calmo ambiente com poucas distrações, levando minha experiência na natureza para a cama, fornece o perfeito reajuste do ritmo circadiano.

“Os retiros do sono não se restringem a ajudar as pessoas a dormir durante os feriados”, explica Photi.

“O objetivo é oferecer uma abordagem pessoal, holística e relaxante, que irá preparar você para novos hábitos de sono e vigília, gerando mudanças duradouras.”

Hoje, vou dormir pensando nesta ideia.

Petista Nilda trata as crianças com Laudos como “DEFICIENTES”

Durante uma entrevista sobre educação municipal neste sábado (1), a prefeita de Parnamirim, Petista Nilda, causou indignação ao se referir repetidamente a crianças com laudos médicos como “deficientes”. Sua fala gerou revolta entre familiares e em grupos de WhatsApp, destacando a falta de compreensão sobre a diversidade dessas condições.


Nem todas as crianças com laudos possuem deficiência; algumas têm transtornos de aprendizagem, autismo ou surdez, necessitando de apoio específico sem se enquadrar necessariamente como deficientes. Como professora e prefeita, espera-se que a Petista Nilda tenha mais cuidado ao tratar de inclusão, evitando um tom que possa sugerir que essas crianças são um problema a ser resolvido, em vez de cidadãos com direito a um ensino acessível.

Outro ponto que levantou questionamentos foi a ausência da live da entrevista no Instagram da rádio, ao contrário das transmissões anteriores que costumam ficar disponíveis. Ainda não se sabe se foi uma falha técnica ou uma reação à repercussão negativa de suas declarações.
Petista Nilda trata as crianças com laudo de Deficientes
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