Rede de supermercado DIA fechará suas 343 lojas no Brasil


Empresa de origem espanhola decidiu concentrar atividades no estado de São Paulo após prejuízos
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O grupo espanhol de supermercados Dia anunciou nesta quinta-feira (14) que decidiu fechar a maior parte de suas lojas em funcionamento no Brasil e concentrar a operação no estado de São Paulo.
De um total de 587 lojas em funcionamento, 343 serão fechadas. Três armazéns também serão encerrados.
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As 244 unidades que continuarão funcionando estão no estado de São Paulo.
Segundo o Grupo Dia no Brasil, o plano de ajuste foi necessário para buscar estabilidade da estrutura da companhia após persistentes resultados negativos.
Passado o encerramento das lojas, o grupo diz que iniciará a “análise de alternativas estratégicas para os negócios do Dia Brasil”.
Segundo a empesa, o negócio tem maior rentabilidade nas unidades paulistas e a “concentração de lojas permite capitalizar a rede logística e a redução de custos.”
“Essas medidas possibilitarão destinar os recursos para mercados mais rentáveis e com maior potencial de crescimento para o grupo na Espanha e na Argentina, onde atualmente a companhia conseguiu uma posição relevante com uma estratégia focada na distribuição alimentar de proximidade”, diz o Dia, em nota.

O fechamento das 343 lojas é a medida mais imediata aprovada pelo conselho de administração da rede para a reestruturação no Brasil, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários espanhola e assinado pelo diretor financeiro da Distribuidora Internacional de Alimentación SA, Guillaume Marie Didier Gras.
O Dia abriu sua primeira unidade no Brasil em 2001. Em agosto do passado, a rede vendeu quase 500 supermercados em Portugal. À época, a rede disse que concentraria esforços nos seus principais mercados e reduziria seu endividamento.
Com Reuters

Dia do consumidor é celebrado com Mutirão de Renegociação de Dívidas

Dia do consumidor é celebrado com Mutirão de Renegociação de Dívidas
Ainda dá tempo de os parnamirinenses renegociarem as dívidas. O Procon Câmara de Parnamirim finaliza a semana do consumidor com o Mutirão de Renegociação. No dia do consumidor, os atendimentos ocorrem de forma presencial, no Plenarinho Profa. Eva Lúcia, das 8h às 12h e demarcam a semana de ações do órgão.
Amanhã, 15, serão oferecidos atendimentos com a Secretaria de Tributação Municipal (SEMUT) referentes a tributos, tais como IPTU, Alvará e ISS e demais impostos municipais. Além disso, o Procon Câmara realiza atendimentos de forma virtual, pelo aplicativo Câmera Conecta ou via WhatsApp (84 36456215), para orientações e esclarecimentos de dúvidas dos consumidores.
Para o procurador da Casa Legislativa, Thiago Neves, o Procon Câmara é um órgão que atua na mediação para que o consumidor resolva o problema antes dele se tornar um litígio judicial. “A renegociação de dívidas é o melhor caminho para obter a quitação dos débitos. Pois, é possível negociar com condições mais possíveis, como redução de juros, maiores prazos e redução dos valores das parcelas”, explicou.
SEMANA DO CONSUMIDOR
O Procon Câmara de Parnamirim realizou a semana de ações voltadas para o consumidor. Em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Parnamirim (CDL) e SEMUT foi possível encontrar atendimentos, presencialmente, na Casa Legislativa.
Do dia 11/03 a 15/03 foram realizados orientações e esclarecimentos sobre renegociação de dívidas e outras dúvidas dos consumidores. Também ocorreu o lançamento do livro “A Defesa do consumidor por meio da atuação do Procon como Instância de acesso à Justiça”, do procurador da Casa Legislativa, Tiago Neves.
Assessor de Comunicação | Canindé Pereira | 84 99628-4679

Audiência Pública discute combate à dengue com gestores na Câmara de Natal


O combate à dengue foi o tema da audiência pública realizada nesta quinta-feira (6) na Câmara Municipal de Natal. O objetivo do evento foi alertar, chamar atenção da população e também unir forças na realização de um grande dia D de combate efetivo da dengue na capital. 
A audiência pública foi requerida pelo vereador Luciano Nascimento (PTB), que também é o presidente da Comissão de Saúde, Previdência e de Assistência Social.
Um panorama atual com as medidas para conter a emergência decretada pela Prefeitura diante da alta dos casos na cidade foi apresentado. Os números da Secretaria Municipal de Saúde de Natal apontam 1.354 casos prováveis, de um total de 1.500 notificações desde a primeira semana epidemiológica de janeiro até o hoje.
“Uma das maiores reclamações que chegaram até as nossas redes sociais, em nosso gabinete, está relacionada a esse surto da dengue terrível que está acontecendo em Natal, no Rio Grande do Norte e no país. A Prefeitura, inclusive, já declarou estado de emergência, por isso precisávamos trazer esse assunto também para a Câmara Municipal com os órgãos competentes, as secretarias de Saúde do município, do Estado, a Urbana, entre outras, para que em conjunto possamos mostrar à população o que está sendo feito. Nesse sentido, através do nosso mandato e da Comissão de Saúde, propusermos que Natal possa fazer um grande Dia D em combate às arboviroses que está trazendo muito transtorno à saúde do natalense”, falou o vereador Luciano.
O chefe da Unidade de Vigilância em Saúde de Natal, Jan Pierre Martins, fez um panorama atual do município, destacando os quatro vírus que circulam no município. “São registrados 1.354 casos prováveis, de um total de 1.500 notificações aqui no nosso território, desde a primeira semana epidemiológica de janeiro até o hoje. Dessas notificações, 91% é de dengue. Além da circulação de Chikungunya 1 e zika vírus. Então, nós temos aí quatro vírus, pelo menos de arboviroses, circulando em Natal. Estamos falando de uma população e uma vacinação que atingiu até agora só 15% do público alvo, isso também preocupa”, destacou. 
O encontro reuniu representantes do município e do estado com a presença da Secretária Adjunta de Saúde de Natal, Rayanne Araújo; o secretário da SEMURB, Thiago Mesquita; o diretor de planejamento da URBANA, Gustavo Tonelli; da Coordenadora de Vigilância em Saúde da SESAP-RN, Diana Rego. 
O vereador Peixoto (PTB) também participou. 

Texto: Phablo Galvão
Fotos: Francisco de Assis

Após corte de energia dono de academia mata funcionário de empresa elétrica


O empresário Randal Rossoni, de 44 anos foi preso sob acusação de assassinar um funcionário de 27 anos da empresa PSC-Alpitel, terceirizada da Enel, após ter a energia elétrica cortada no seu estabelecimento comercial, a academia Rossoni Fitness. O crime aconteceu nesta quarta-feira, 13, no bairro Vila Marieta, zona leste de São Paulo. A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem.
O desentendimento que motivou o crime teria começado na academia, localizada na Rua Antonio Carlos Lamego, 148, após a vítima iniciar o procedimento para desligamento da energia elétrica, motivada pela ausência de pagamentos. Confrontado por Rossoni, apontado como autor do crime, o funcionário terceirizado da Enel terminou o serviço, saiu do local e manteve a rotina de trabalhos na região.
Proprietário da academia confessou ter atirado em funcionário da ENEL devido ao desligamento da energia elétrica
Proprietário da academia confessou ter atirado em funcionário da ENEL devido ao desligamento da energia elétrica Foto: Google Street View
Pouco depois, por volta das 14h, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência em um posto de gasolina na Avenida São Miguel, cerca de 450 metros da academia. 
No endereço indicado, encontraram o funcionário com um ferimento de disparo de arma de fogo, caído no chão. Comerciantes da região relatam que o crime foi repentino, seguido de um tumulto e gritaria no posto de gasolina em que o disparo foi efetuado. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Randal Rossoni, que se identifica como educador físico e bodybuilder nas redes sociais, foi identificado na sequência pela Polícia Militar na avenida Manoel dos Santos Braga. Questionado pelos agentes, Rossoni confessou o crime e confirmou que foi motivado pelo desligamento da energia elétrica na academia. 
O autor do disparo foi encaminhado a audiência de custódia e o caso foi registrado como homicídio consumado no 24° DP (Ponte Rasa).
Após o crime, todas as redes sociais ligadas ao empresário e a academia foram desativadas. O Estadão não localizou a defesa do acusado e não obteve retorno nos contatos disponíveis que indicam uma mensagem de que o número está ocupado, desligado ou indisponível.
Em nota, a Enel Distribuição São Paulo disse repudiar “veementemente o ato de violência cometido na tarde de hoje (13) contra um eletricista de uma empresa parceira da companhia, durante uma atividade de corte de energia”. 
“Após realizar o serviço de corte por inadimplência, o prestador de serviço foi baleado e morreu depois de ser socorrido e levado ao hospital. A companhia está em contato com a empresa parceira para que seja prestada assistência à família do colaborador. A Enel informa que foi registrado boletim de ocorrência e que acompanhará as investigações das autoridades policiais para que esse crime não fique impune”, acrescentou a empresa.

Coreógrafo pede exumação de corpo de Tim Maia para exame de DNA


O corpo de Tim Maia pode ser exumado, quase 26 anos após sua morte. Isso porque um pedido de reconhecimento de paternidade, aberto na Justiça em outubro de 2021, ganhou novos capítulos.
Segundo o colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, os advogados do coreógrafo Rodrigo Rezende, que pretende comprovar ser filho do cantor, pediram que o texte de DNA fosse realizado com o material genético que já foi retirado do fêmur do cantor em outra ocasião, mas o único filho reconhecido do artista, Carmelo Maia, recusou-se a fornecer o material genético.
Quando entrou com a ação, o dançarino disse achar que era filho de Tim Maia, que morreu no dia 15 de março de 1998, pois sua mãe, que também era dançarina, viveu um relacionamento com o grande nome da música brasileira: “Tenho elementos que me levam a crer que ele é o meu pai. Estou solicitando, mas o filho negou. Não existe ninguém querendo oportunidade. Se der positivo, ok, mas se der negativo, ok também”, declarou ele na época.
O jornalista teve acesso aos autos e descobriu que, além dos restos mortais, os representantes de Rodrigo Rezende pediram cópias dos arquivos digitais do Laboratório de Genética da UERJ para a realização da análise comparativa, que será realizada em um laboratório determinado em juízo.
O objetivo dos advogados seria evitar uma nova exumação — vale lembrar que em 2012 uma outra ação para reconhecimento de paternidade de Tim Maia foi realizada por Rafaela Soares Campos, mas o resultado foi negativo. Porém, o material armazenado na UERJ e confirmado pela UFRJ não está disponível. Não se sabe ao certo se o material não serve mais para exame científico ou se foi “perdido” de alguma forma.
Treta judicial entre Leo Maia e Carmelo Maia
A Justiça de São Paulo condenou, em dezembro do ano passado, Leo Maia, que diz ser filho de Tim Maia, a pagar uma indenização a Carmelo Maia, único filho do cantor que morreu em 1998. Além disso, o rapaz foi proibido de realizar o Tim Maia For Kids.
De acordo com Rogério Gentile, do UOL, o valor ainda será calculado. Isso porque Leo terá de pagar R$ 35 mil para cada espetáculo realizado desde 2019, além de R$ 10 mil por danos morais. “Ele levianamente se autoproclama filho de Tim Maia e está se apropriando indevidamente do seu nome, da sua imagem e de suas obras”, declarou Carmelo, na Justiça.
Carmelo entou na Justiça em 2019 contra o meio-irmão em 2019. De acordo com ele, Leo utilizava, sem autorização, o nome do Tim Maia para ter fama e prestígio para obter retornos financeiros. Os dois são filhso de Maria de Jesus Gomes da Silva, a Geisa. Entretanto, somente o autor da ação é filho do cantor e é quem possui direitos patrimoniais sobre a sua obra.
Defesa na Justiça
Para evitar a derrota na Justiça, Leo Maia explicou que era filho socioafetivo do cantor e que “foi criado por ele como tal desde a época em que ainda estava no ventre de sua mãe”. Ele ainda disse que sempre foi associado a Tim Maia por sua voz e pela semelhança física. “Leo Maia sempre foi conectado à figura de Tim Maia”, alegram os advogados Diego Peradin e Bruno Arminio.
“Não bastasse seguir a mesma carreira, faz questão de transmitir o legado de seu pai para as novas gerações”, completaram os profissionais.
Os representantes de Leo ainda tentaram suspender o processo de indenização, uma vez que havia uma investigação, no rio de Janeiro, sobre a paternidade do rapaz. Entretanto, a Justiça carioca declarou que a relação de pai afetivo não poderia ser comprovada.
Por conta disse, o desembargador João Pazine Neto, negou o pedido de Leo Maia e afirmou que a atividade dele era ilícita. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Hoje completa 1 mês da fuga do presídio de Mossoró: Sargento Gonçalves critica inércia do Governo

Hoje completa 1 mês da fuga do presídio de Mossoró: Sargento Gonçalves critica inércia do Governo A recente fuga de detentos da penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró, que completou 30 dias de buscas, provocou uma onda de críticas entre deputados da Comissão de Segurança Pública que destacaram a inação e a inércia do governo diante da situação. O deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) criticou a inércia do governo diante da fuga dos detentos e ressaltou a importância de uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades competentes. “A segurança pública é uma responsabilidade do Estado, e é inadmissível que uma situação como essa se prolongue por tanto tempo. O governo deve agir com determinação e utilizar todos os recursos disponíveis para capturar os fugitivos e garantir a tranquilidade da população”, declarou Gonçalves.

Novas imagens liberadas de dentro do ônibus mostram sequestrador usando mulheres como escudo humano; VEJA VÍDEO


Câmeras de segurança do ônibus sequestrado na terça-feira (12/3) na Rodoviária Novo Rio, no Rio de Janeiro, registraram Paulo Sérgio de Lima, 29 anos, utilizando passageiras como escudo humano e mantendo-as sob a ameaça de uma arma de fogo.
As imagens mostram Paulo, usando óculos escuros, imobilizando uma das mulheres e apontando a arma na direção de outra passageira. No total, ele fez 16 pessoas de reféns, resultando em ferimentos em duas delas. Uma das vítimas foi atingida por estilhaços, enquanto o petroleiro Bruno Lima da Costa, 34 anos, encontra-se hospitalizado com uma bala alojada próximo ao coração.
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Após o incidente, o sequestrador foi conduzido à 4ª DP (Praça da Republica), onde admitiu ter disparado em direção à janela do ônibus ao avistar uma pessoa correndo pela rodoviária. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Nesta quarta-feira (13/3), Paulo foi transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, onde aguardará uma audiência de custódia.

Com informações de Metrópoles
Novas imagens liberadas de dentro do ônibus mostram sequestrador usando mulheres como escudo humano

Solução de quem mandou matar Marielle e Anderson depende de decisão do STJ; entenda


As informações fornecidas pelo ex-sargento da Polícia Militar, Ronnie Lessa, que serviram de base para sua delação premiada, ainda não homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), renovam as esperanças de identificar os responsáveis pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes o mais rapidamente possível. Agora, a decisão está nas mãos do ministro Raul Araújo. O fato de que a validação da colaboração depende do STJ confirma que, pelo menos um dos mandantes, possui foro privilegiado.
Dos investigados pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ), apenas o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, detém essa prerrogativa. Brazão, por sua vez, nega veementemente qualquer envolvimento no crime. Ele alega que Lessa estaria protegendo outra pessoa ao acusá-lo. Em uma entrevista ao GLOBO em janeiro, o conselheiro afirmou que não conhecia as vítimas nem os réus.
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Seis anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
Enquanto não houver a homologação, as investigações seguem em sigilo absoluto por agentes e promotores. Embora autoridades do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, em Brasília, tenham assegurado que as prisões dos mandantes do crime ocorreria até esta quinta-feira, quando o duplo homicídios completa seis anos, a dependência da decisão do tribunal acabou suscitando uma frustração aos parentes das vítimas. Por estar em segredo de Justiça, o STJ não comenta sobre o caso.
A principal linha de investigação do assassinato da parlamentar seria a disputa por terras na Zona Oeste do Rio. Ainda como ministro da Justiça, Flávio Dino firmou um compromisso com a viúva de Marielle, a vereadora Monica Benicio, de que o crime seria elucidado este ano. Ele assumirá uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 22 de março.
Entrada da Polícia Federal no caso Marielle e Anderson
Após assumir o compromisso de resolver de vez o caso Marielle e Anderson, logo que tomou posse no ano passado, Dino ofereceu ao governador Cláudio Castro o apoio da Polícia Federal nas investigações. Desde 22 de fevereiro de 2023, agentes da PF atuam em conjunto com Gaeco para chegar ao mandante do crime. O ex-ministro chegou a afirmar que “desvendar” o caso era uma “questão de honra”.
Caso Marielle: Carro usado no assassinato da vereadora foi destruído em desmanche
Meses depois, a PF e a força-tarefa do MP conseguiram convencer o ex-policial militar Élcio de Queiroz a fazer uma colaboração premiada. A delação causou uma verdadeira guinada no caso, que estava há cinco anos sem respostas. Foi a partir das revelações dele que a PF descobriu que os assassinos tinham plano para matar a vereadora desde dezembro de 2017. À polícia, o ex-PM relatou que havia passado a virada do ano de 2017 para 2018 na casa de Lessa que, alcoolizado, desabafou com Élcio que estava “chateado” por ter perdido “uma oportunidade de chegar a um alvo” na área do Estácio, semanas antes.
Caso Marielle: arma usada por Ronnie Lessa no crime foi extraviada da PM
A delação também deu detalhes da participação do ex-bombeiro Maxwell Corrêa, o Suel, que teria ajudado a monitorar os passos de Marielle e participado da troca de placas do veículo Cobalt e providenciado seu desmanche. Já o sargento reformado Edimilson Oliveira, o Macalé, também revelado pelo ex-PM, teria intermediado a contratação de Lessa e participado das “campanas” feitas para vigiar os passos de Marielle na preparação para o crime.
Caso Marielle: Élcio Queiroz diz que Lessa tinha boa situação financeira
Suel foi preso no dia 24 de julho do ano passado, durante a Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio, após a delação premiada. Macalé foi executado a tiros em novembro de 2021, aos 54 anos. Antes disso, foi citado em inquéritos relacionados ao jogo do bicho, aparecendo como integrante da equipe de segurança de Bernardo Bello e apontado como um dos braços direitos do bicheiro.
Ronnie serrou a arma usada no assassinato de Marielle e Anderson
Antes de a PF assumir a investigação ao lado do Gaeco, eles já tinham contribuído pontualmente com a investigação. Em 2019, eles concluíram que houve obstrução na apuração do duplo homicídio pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) da Polícia Civil, provando que havia pessoas atrapalhando a resolução do caso plantando informações falsas. Nessa época, a investigação da DHC apontava o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando da Curicica, como o criminoso que intermediou a morte da vereadora, a mando do ex-vereador Marcello Siciliano. O trabalho da Polícia Federal ficou conhecido como “investigação da investigação”.
Preso pela PF, Suel participou de tentativa frustrada de matar Marielle em 2017: ‘Refugou’
Durante essa passagem na investigação, a PF também corrigiu a rota afastando o nome dos dois do centro do caso. Após essa correção de rumos, o delegado da DHC, Giniton Lages, e as promotoras Simone Sibilio e Letícia Emile, do Gaeco, passaram a mirar em Lessa, então policial militar, como atirador, e Élcio, o motorista do Cobalt usado na emboscada do dia 14 de março de 2018. Eles foram inseridos na investigação em outubro daquele ano, depois que um telefonema anônimo para a DHC trouxe os nomes à tona.
Caso Marielle: Élcio de Queiroz relata destino de veículo e arma do crime
Na ocasião, a Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou a federalização do caso, buscando transferir a investigação do crime da esfera da Polícia Civil e do MPRJ. Naquela época, a ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, argumentou que as autoridades do Rio de Janeiro não haviam demonstrado competência para identificar os responsáveis pelo crime. Ela fundamentou sua solicitação destacando a implicação de Domingos Brazão no homicídio, então conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e detentor de foro privilegiado. Em maio de 2020, os ministros da Terceira Seção do STJ rejeitaram o pedido, considerando que a solicitação de federalização carecia de fundamentação técnica adequada.
Caso Marielle: Élcio de Queiroz narra trajeto perseguição e momento do crime
Desde o dia 14 de março de 2018, quando ocorreu o crime, cinco delegados da Polícia Civil têm liderado as investigações das mortes de Marielle e Anderson. Inicialmente, o delegado federal Leandro Almada esteve à frente do caso, assinando o relatório preliminar da investigação. Mais tarde, Almada assumiu o cargo de superintendente da Polícia Federal no Rio. Atualmente, o delegado federal Guilhermo Catramby é encarregado do inquérito sobre os mandantes do crime, enquanto o promotor do caso, Fábio Correa, que lidera o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), está à frente da Força-Tarefa Marielle e Anderson.
As informações são de O Globo/ROBERTA DE SOUZA E VERA ARAÚJO

Último Minuto: Justiça atende pedido de Torres e anula devolução do salário dele à PF


A solicitação da defesa do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, foi acolhida pela Justiça Federal de Brasília, resultando na anulação da exigência de reembolso de R$ 87,6 mil referentes aos salários que ele recebeu durante o período em que esteve detido por alegada participação nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Torres, delegado da Polícia Federal de carreira, foi alvo de uma ação da União após a suposta trama golpista. Segundo entendimento do Estado, já sob o governo Lula, Torres deveria devolver os “R$ 87.560,67 recebidos supostamente de forma indevida pelo autor durante o período em que esteve cautelarmente preso”, descreve a sentença a qual o blog teve acesso.
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Torres recorreu à Justiça Federal e, na noite de ontem, o juiz Gabriel Zago acatou o pedido do ex-ministro.
O magistrado recorreu à jurisprudência do Supremo sobre o tema e argumentou que ela é “pacifica no sentido de que a suspensão da remuneração de servidor público em decorrência de sua prisão preventiva representa violação da presunção de inocência e da irredutibilidade de vencimentos”.
“Com efeito, mostra-se incabível a determinação de restituição ao erário da remuneração (e do auxilio-alimentação) recebidos no período em que o servidor esteve preso preventivamente, devendo ser reconhecida a ilegalidade da decisão administrativa.”
O juiz ainda salientou que o salário “reveste-se de caráter alimentar”.
Torres está no epicentro das investigações relacionadas à série de eventos que resultaram no ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Ele é suspeito de ter fornecido suporte jurídico em uma suposta conspiração para a tomada de poder pelas forças armadas em favor de Jair Bolsonaro, após a derrota deste para Lula nas eleições de 2022.
A defesa de Torres nega veementemente qualquer envolvimento dele na concepção da alegada tentativa de golpe. Argumenta que ele não tem conhecimento da origem de um rascunho golpista encontrado em sua residência, e que, além disso, ele estava de férias planejadas e viajando com sua família no dia 8 de janeiro.
Com informações do G1/Daniela Lima
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