Influencer se passava por travesti mas na hora da burrachada ela assaltava os clientes

Influencer presa tinha perfil com nome falso em site de acompanhantes travesti
Segundo investigação, influencer Vitória Guarizo Demito atraiu vítima oferecendo “sexo de fachada”; homem foi torturado e perdeu R$ 41,5 mil
São Paulo — A modelo e influencer Vitória Guarizo Demito, de 25 anos, é suspeita de usar um nome falso e fazer anúncio em site de acompanhantes de travesti para atrair sua vítima em São Paulo, segundo a Polícia Civil. Ela e o namorado, Gabriel Meneses, 28, foram presos na terça-feira (25/7), acusados de torturar e roubar R$ 41,5 mil de um homem de 46 anos no dia 18 de maio.
Segundo a Polícia Civil, o homem marcou um encontro com a influencer em um apartamento na Avenida Miruna, em Moema, na zona sul da capital paulista. Lá, acabou rendido por mais duas pessoas e foi obrigado a realizar uma série de transferências bancárias após sessão de tortura, com socos, ameaças e queimaduras de maçarico e faca, que foi aquecida. O outro suspeito está foragido.
Durante a investigação, policiais descobriram que Vitória manteria um perfil no site de acompanhantes Top Travestis, com o nome falso de “Camilla Flores” e fotos dela mesma. Ainda de acordo com o relatório do caso, obtido pelo Metrópoles, o telefone de contato é o mesmo da influencer.
No perfil, a acompanhante se descreve como uma travesti de olhos verdes, 1,66 metro de altura e 70 quilos.
“Sou liberal entre quatro paredes, bem carinhosa e atenciosa, gosto de tratar meus clientes como se fossem meu namoradinho secreto”, diz o anúncio. “Venha passar bons momentos ao meu lado, adoro beber um bom vinho, um bom papo e um bom sexo”.
Versões
Em sua primeira declaração, feita no plantão do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi), a vítima afirmou ter entrado em contato com a “acompanhante” por meio do site Top Travestis e de lá a conversa migrou para o aplicativo WhatsApp”. O registro é do dia 22 de maio.
Já no dia seguinte, o homem compareceu ao 27º DP (Campo Belo), que é a delegacia responsável pela investigação, mudou a versão e declarou ter conhecido Vitória no Grindr, aplicativo de relacionamento voltado ao público LGBTQIA+.

Wolney cresce 70% nas pesquisas para prefeito de Parnamirim

Wolney França continua crescendo nas pesquisas para prefeito de Parnamirim
Em pesquisa para prefeito de Parnamirim do instituto Brâmane, o presidente da Câmara Municipal, Wolney França confirmou o seu crescimento. Veiculado nesta terça-feira (26), o cenário estimulado trouxe a liderança da professora Nilda (28,2%), seguida de Kátia Pires (15,2%), Salatiel (10,3%), Wolney (7,3%), Irani Guedes (5,2%). Dentro da margem de erro, Wolney está tecnicamente empatado com Salatiel e próximo de Kátia.
O levantamento ouviu 800 pessoas, entre os dias 20 a 22 de julho de várias regiões do município, com margem de confiança de 95% e margem de erro de 3,5%.
Chama atenção esse crescimento de Wolney, que no início do mês surgiu com 5,03% na Exatus, mesmo instituto que no dia 13 de julho apontou o crescimento de 70% de Wolney em comparar com sua última amostra em junho.

Promoção de vassouras vira cú de burro grande, VEJA VÍDEO

Viralizou nas redes sociais o vídeo de uma confusão entre clientes que tentam comprar vassouras em promoção. A chamada “guerra das vassouras” ocorreu na quinta-feira (20/7), durante a inauguração de uma loja de itens domésticos em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, a loja anunciou promoções no “menor preço” e ainda prometeu que, durante a inauguração da unidade, os itens estariam a preço de atacado, sem quantidade mínima.
Mas foi uma promoção de vassouras, vendidas a R$ 2,95, que causou o empurra-empurra que roda a internet.
Veja a “guerra das vassouras”:

A abertura dos portões aconteceu às 10h de quinta e contou com uma contagem regressiva que provocou uma correria. Algumas pessoas chegaram a cair no chão.

Nas redes sociais, o interesse dos frequentadores pelas vassouras rendeu comentários engraçados. “Por vassouras? Será que elas voam?”, questionou um usuário. Outro indagou: “Será que a casa está muito suja ou é para o Carnaval?”.
“Comprar carro é tão caro que a galera está querendo vassouras para voar. É mais barato”, disse uma pessoa no Twitter.
Promoção de vassouras vira briga generalizada

Esposa do maior assassino em série da França sequestrava virgens para ele matar

“A Cúmplice do Mal: Monique Olivier” é uma série documental francesa, produzida pela Netflix, que ao longo de cinco episódios conta a história real e brutal de um dos mais notórios assassinos em série da França, Michel Fourniret, e de sua esposa, Monique Olivier.
O homem foi preso em 2003, considerado culpado de estuprar e assassinar no mínimo sete garotas entre 1987 e 2003, ano em que foi pego pela polícia. A imprensa o chamava de Ogro de Ardenas, por atacar na região de Ardenas.
Por que a série documental não é sobre Michel Fourniret?
A produção é focada em Olivier, pois, além das informações sobre o assassino em série, o título aborda revelações perturbadoras que também envolvem a mulher.
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Ao longo de quase 20 anos, diversas meninas e mulheres desapareceram em um determinada área entre a França e a Bélgica. Nada foi descoberto até 2003, quando uma jovem relatou à polícia belga que tinha sido vítima de uma tentativa de sequestro.
Uma van branca, com um casal, raptou a garota, que consegui fugir. Pouco tempo depois, o veículo foi encontrado e Fourniret foi identificado como um dos piores assassinos em série da França.
No entanto, havia dúvidas sobre o papel de sua esposa em seus crimes macabros. Ela era apenas submissa e tinha medo do marido ou também tinha uma mente criminosa?
‘A Cúmplice do Mal: Monique Olivier’ aborda a investigação para entender o papel da mulher nos assassinatos.
Quem era Michel Fourniret?

Michel Fourniret é considerado um dos assassinos em série mais perversos da França Imagem: Reprodução
Um homem normal, que não levantava suspeitas. Seus vizinhos e pessoas próximas não desconfiavam de nada.
Já na intimidade, Fourniret era um maníaco sexual e pedófilo que já tinha passado pela prisão na década de 1960, quando foi preso por estupro.
Enquanto cumpria sua pena, o homem começou a se relacionar por correspondência com Monique Olivier e os dois começaram a desenvolver um romance a distância.
Fourniret saiu da cadeia em 1987, quando começou a morar com Olivier. Após um tempo, nasceu o único filho do casal, Selim.
Mesmo tendo sido preso, o francês continuou a cometer crimes. Relatos diziam que ele era aficionado pela ideia de virgindade e essa sua obsessão o levava a cometer atos violentos contra garotas.
Sua tática era encontrar meninas enquanto dirigia sua van, atraí-las para o veículo, estuprá-las e matá-las. Em um diário que o criminoso mantinha, esse hábito foi considerado como uma “caçada”.
A Justiça o considerava perverso. Em uma carta para seu advogado, ele deixou linhas em branco e escreveu que era para a polícia conseguir preencher os espaços em branco com os nomes de outras vítimas que ele tinha feito.
Quem era Monique Olivier?

A série A Cúmplice do Mal: Monique Olivier aborda os crimes do casal Monique e Michel Imagem: Divulgação/ Netflix
Enquanto a personalidade diabólica de Michel Fourniret nunca foi questionada, o mesmo não aconteceu com a sua esposa.
Quando ele foi preso pela tentativa de sequestro, Olivier afirmava ser uma dona de casa gentil e submissa, obrigada a aguentar o marido abusivo.
Diversas armas e outros itens suspeitos foram encontrados na casa do casal, mas ela continuava a negar sua participação e dizia não saber da vida criminosa do marido. A polícia desconfiou e começou a investigá-la.
Foi descoberto que Olivier era cúmplice do marido e, na maior parte das vezes, estava presente quando ele cometia atos violentos.A mulher chegou até mesmo a fazer sexo oral em Fourniret, enquanto o mesmo cometia um estupro.
A mulher também costumava atrair as vítimas para a van. Ela chegou a usar o próprio filho como isca, dizendo que o bebê estava passando mal e precisava de ajuda.
Os investigadores acreditam que Fourniret contava a Olivier sobre seu desejo doentio de estuprar garotas virgens desde o momento em que eles se falavam por meio de cartas durante sua prisão.
Quando Olivier conheceu Fourniret, já era casada e tinha dois filhos também. Seu ex-marido era abusivo, muitas vezes agredindo-a fisicamente. Ela queria que Fourniret matasse seu marido e, em troca, ela prometeu ajudá-lo a cometer seus atos hediondos.
Nunca houve uma comprovação de que o assassino tenha cumprido sua promessa, no entanto, Olivier se envolveu cada vez mais em seus atos criminosos. Ela chegava a tocar as vítimas para ter certeza de que se tratavam de virgens.
Diferente do que era apresentado pela defesa de Olivier e do que era dito por Fourniret, a mulher era extremamente inteligente. Testes indicaram que ela estava entre os 2,2% habitantes mais com maior QI na França.
Ela foi acusada pelo marido de ter cometido um assassinato para poder ficar com a fortuna de um ex-colega de Fourniret, mas nada foi comprovado. Ela alegou inocência, mas se mostrou abalada ao falar sobre o assunto.
O que aconteceu com eles?
Após uma longa investigação entre 2003 a 2008, o julgamento no tribunal começou em março de 2008. Nesse período, Michel Fourniret confessou ter matado oito meninas e mulheres, das quais apenas sete assassinatos poderiam ser imputados a ele, já que um corpo nunca foi encontrado.
Sob a acusação desses mesmos sete assassinatos, além de estupro e tentativa de estupro, Fourniret foi condenado à prisão perpétua sem qualquer chance de liberdade condicional.
O homem morreu na prisão em 2021 de problemas cardíacos e também sofria de Alzheimer na época.
A defesa de Monique Olivier quis tentar separar os crimes da mulher e de seu parceiro, alegando que ela não poderia ser responsabilizada pelo que ele cometeu.
Embora Olivier também tenha sido condenada à prisão perpétua por ser uma cúmplice crucial em muitos dos crimes, ela foi autorizada a solicitar liberdade condicional após 28 anos.
Ela continua presa e poderá pedir liberdade condicional em 2032, quando tiver 84 anos.

São Gonçalo recebe Hub internacional dos Correios

O Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, abrigará o novo centro de distribuição internacional dos Correios. O anúncio foi feito, de forma oficial, nesta terça-feira (20).
A expectativa é de que a implantação do ‘hub’ gere pelo menos 100 novos empregos diretos e mais 200 indiretos, além de despertar o interesse de outras empresas para investir na região.
Esse será o primeiro centro de distribuição internacional dos Correios no Nordeste e o quarto do país. Atualmente, só existem aparelhos do tipo no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
A escolha de São Gonçalo para o centro de distribuição se deu após estudos realizados pelos Correios, pois sua posição é considerada estratégica. O fato de o Nordeste receber cerca de 23% das encomendas internacionais entregues pela empresa pesou para na decisão de investir na região.

Mulher arranca uszôvu do marido com as monzes após vê mensagem da ex do “bucho quebrado”

Mulher arranca uszôvu do marido com a mão após ver mensagem da ex dele no celular
Segundo a Polícia Militar, ela ainda desferiu um golpe na região da cabeça dele
Uma mulher de 27 anos foi presa por suspeita de arrancar um dos testículos do marido após ter visto uma mensagem de uma ex-companheira dele no celular, ela não se conformava ser traída por uma mulher com um “bucho daquele tamanho”. O caso ocorreu na madrugada do último domingo (23) zona rural de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar, ela ainda desferiu um golpe na região da cabeça dele.
Ainda segundo a PM, a discussão teria começado ainda no sábado (22) quando a mulher quis sair de casa após a descoberta das mensagens. O homem de 40 anos, então, tentou impedi-lá. Nesse momento, ela segurou com força a bolsa escrotal dele e apertou até romper, deixando um dos testículos expostos.
Em depoimento, a mulher conta que viu as mensagens, mas escondeu o celular do marido. Em seguida, ele partiu para cima dela para agredi-lá e tomar o aparelho de suas mãos. Ela, então, atirou um copo contra ele.
Ela relatou ainda que os dois entraram em luta corporal no chão e que ele foi pegar uma faca na cozinha. Para se defender, foi nesse momento em que ela agarrou o saco escrotal dele até o rompê-lo. Em seguida, a mulher saiu de casa e foi se esconder na casa de uma amiga na cidade de Santo Antônio de Goiás, onde passou a noite.
O homem foi levado por familiares ao Hospital Municipal de Santo Antônio do Descoberto. Na segunda-feira (24), a mulher passou por audiência de custódia, onde foi determinada sua soltura.

Wolney e Irani juntos nas eleições em 2024

Vereadores da cidade de Panamirim se reuniram no início da tarde (18) para analisar o plano político eleitoral para 2024. Na reunião, os vereadores concordaram que a lista majoritária para a próxima eleição deverá incluir representantes da Câmara Municipal de Panamirim, seja o atual presidente Wolney França ou o ex-presidente Irani Guedes.
Os legisladores argumentaram que os dois legisladores possuíam os adjetivos necessários para dividir posições e moldar diferentes correntes políticas.
A reunião contou com a presença do Prefeito Wolney França e dos vereadores Binho de Ambrósio, Dr César Maia, Gustavo Negócios, Marquinhos da Climep, Irani Guedes, Prof Ítalo Siqueira. Embora o deputado Thiago Fernandez não estivesse presente, ele também pertence ao grupo que forma a base governista.
O parlamentar iraniano Gedes disse que nosso grupo está trabalhando em conjunto para defender a representação legítima do que está acontecendo em Panamirin. Wolney tem crescido muito nas pesquisas e deve ser o candidato de Taveira.

Carlos Eduardo Alves desesperado ataca Prefeito Álvaro Dias no Twitter

EX-prefeito, ex-canditado a senador e ex-canditado ao governo Carlos Eduardo Alves, partiu para o ataque contra o atual Prefeito Álvaro Dias . Tudo começou quando o prefeito anunciou novos projetos para Natal no novo plano diretor, Carlos Eduardo desesperado atacou o prefeito insinuando que não vai ter projeto na zona Norte devido a falta de investimento em saneamento básico. a pergunta é simples, Carlos Eduardo foi prefeito de NATAL quatro vezes, pq ele não fez o saneamento da zona norte? Carlos Eduardo SABE que está sozinho e so resta atacar os adversários em busca de atenção

Campeonato de sexo termina em porrada, calote e muita baixaria

Campeonato Europeu de Sexo termina em agressão, calote e baixaria
Toda a expectativa em torno do primeiro Campeonato Europeu de Sexo terminou em frustração, uma vez que a competição, que começou no dia 8/6 e deveria durar seis semanas, foi encerrada antecipadamente em meio a denúncias de calote da organização, confusão e até mesmo um flagra de agressão.A ideia inicial era juntar atores e atrizes da indústria pornográfica de todo o mundo para competições sexuais. Para isso, seriam pagas diárias de R$ 4.245 para as atrizes e de R$ 2.122 para os atores, sem contar com o prêmio final aos vencedores, de R$ 5,2 milhões.
Contudo, pouco depois da chegada dos “atletas” em Gotemburgo, na Suécia, começaram a surgir denúncias de calote. Segundo os artistas, a Federação Sueca de Sexo e o organizador do evento, Dragan Batic, não estavam pagando as diárias, descumprindo o prometido.

A ucraniana Talia Mint chegou a fazer uma live falando sobre o calote dos organizadores e mostra Batic, partindo para cima de Talia, agredindo-a e tentando tirar o telefone de sua mão.

Dragan tentou se defender, alegando que todos os participantes foram desclassificados porque não levaram a competição a sério.

“Eles ignoraram as regras da competição e da Federação Sueca do Sexo e se comportaram de maneira não profissional e em detrimento da federação. Eles até trouxeram álcool para casa e não agiram como esportistas (…) Nossos advogados estão trabalhando no caso contra cada um deles”, disse em entrevista à Monet.

Em um vídeo postado no YouTube, alguns competidores se explicaram e desabafaram sobre o caso, defendendo-se das acusações.

“A situação saiu do controle. É um caos. Estão dizendo que somos alcoólatras, drogados, e ninguém levou nada disso para lá. Foi uma ideia de projeto boa, mas não souberam fazer funcionar. Estamos decepcionados”, disse Selva Lapiedra, concorrente brasileira que foi à competição representar a Espanha.
Fonte: www.metropoles.com

Caso Marielle: Nenhuma novidade, mas querem dizer que descobriram tudo agora

Um dos réus do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes confessa o crime pela primeira vez
Em depoimento, a que o Jornal Nacional teve acesso com exclusividade, Élcio Queiroz afirma que Ronnie Lessa já havia planejado matar Marielle três meses antes, mas que a operação foi abortada. Um dos participantes daquela primeira tentativa foi preso nesta segunda-feira (24).
Todos já estão presos desde 2019 , mas Pela primeira vez, um réu do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes confessou o crime – cinco anos depois. Em um acordo de delação premiada, o ex-PM Élcio de Queiroznarrou detalhes do planejamento e da execução. E o depoimento dele acabou levando à prisão de um ex-bombeiro nesta segunda-feira (24).
A Polícia Federal entrou no condomínio de casas, na Zona Oeste, no início da manhã desta segunda-feira (24) e saiu com o ex-bombeiro preso e algemado. Maxwell Simões Corrêa é acusado de participar do plano para matar a vereadora Marielle Franco, do PSOL, na ação que terminou também na morte do motorista dela, Anderson Gomes.
Maxwell, conhecido como Suel, é amigo de Ronnie Lessa, o ex-PM reformado que está preso, acusado de ter feito os disparos contra Marielle e Anderson. Suel já tinha sido preso por esconder armas de Lessa e por atrapalhar investigações sobre o paradeiro da arma do crime. Foi condenado em 2021 a quatro anos de prisão, mas cumpria a pena em regime aberto.
Agora, a polícia volta até ele por causa da delação de outro acusado. Élcio de Queiroz, ex-policial militar, que está preso acusado de dirigir o carro que perseguiu as vítimas. No depoimento, homologado pela Justiça, Élcio confessou que dirigiu o Cobalt prata usado no ataque e confirmou que foi Ronnie Lessa quem atirou contra a vereadora e o motorista.
Mas Élcio disse que Lessa queria ter executado Marielle antes, em dezembro de 2017, e que, daquela vez, o motorista seria o ex-bombeiro Maxwell.
O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao vídeo de Élcio de Queiroz, que consta no anexo 2 da delação. Os demais anexos permanecem em sigilo.
“O piloto (inaudível) do carro era o Maxwell, o atirador na frente seria o Ronnie, o outro no banco de trás seria o Edmilson Macalé”, diz Élcio em um trecho da delação.
Élcio contou, na delação, que passou a virada de 2017 para 2018 na casa de Ronnie Lessa, que ele bebeu bastante e começou a desabafar, revoltado, contando que semanas antes tinha ido com Edmilson e o Maxwel para pegar a mulher que estavam monitorando há alguns meses. Entretanto, na hora, Maxwell falou que o carro deu problema e falhou.
“O Ronnie desabafou comigo, dizendo que não acreditava que teve problema, que foi medo, refugou. O Maxwell refugou no momento que queria, e a função dele era dirigir”, conta Élcio.
Edimilson, citado por Élcio, é Edimilson Macalé. Ele diz que Macalé trouxe para Ronnie Lessa a encomenda de matar Marielle.
“Esse trabalho para eles, essa missão para eles foi através do Macalé, que chegou até o Ronnie”, diz Élcio na delação.
Macalé foi executado em 2021. A Polícia Federal afirma que uma das provas de que Élcio, Lessa e Macalé atuavam juntos – e que corroboram a delação – foi o cruzamento de ligações telefônicas feitas entre os três desde outubro de 2017 e, inclusive, depois das mortes de Marielle e Anderson; e que mesmo desistindo de conduzir o carro na primeira tentativa de matar Marielle, a PF diz que Maxwell atuava na vigilância e acompanhamento da vereadora, e dava apoio aos demais participantes.
“Em relação ao Suel, ele indica – o que foi corroborado por provas técnicas – que a participação do Suel remonta os meses de agosto e setembro de 2017 até o exaurimento do crime. Exaurimento do crime, leia-se a ocultação dos instrumentos utilizados na ocasião do crime, como, por exemplo, o veículo Cobalt prata que foi utilizado pelos executores naquela fatídica noite”, afirma o delegado da Polícia Federal Guilhermo Catramby.
Élcio de Queiroz revelou também que foi chamado para participar do assassinato no dia do crime, 14 de março de 2018.
“Foi em torno de meio dia. Aí ele falou: ‘Vai para casa e eu vou te chamar no momento que for’”, diz Élcio na delação.
Ronnie Lessa disse que precisava estar no Centro da cidade até as 19h. Quando chegou na porta da casa, Lessa já estava de pé na porta com uma bolsa na mão. Os dois saíram no carro de Ronnie Lessa e foram para rua atrás do condomínio onde estava parado o Cobalt prata, segundo a investigação, com placas clonadas. Élcio disse que deixou o telefone em modo avião no carro de Lessa, a pedido dele.
No Colbalt, Élcio foi dirigindo e Lessa no banco do carona, indicando o caminho. Dizendo que tinha que chegar nesse local logo, tendo em vista que seria um encontro com várias mulheres e a vereadora Marielle estaria no local. Segundo Élcio, só naquele momento ele soube que o alvo era Marielle Franco.
“Nós estacionamos. Nesse instante, ele para ali e fala o seguinte: ‘Agora você vai precisar me ajudar’. Aí eu não entendi muito bem. Aí ele começou a arriar o banco, deixou totalmente na horizontal para passar para trás, na parte do banco de trás. Eu olho para o retrovisor, ele já estava colocando o casaco, tipo que se equipando, vamos dizer assim, se preparando. Botou o casaco, daqui a pouco ele tira a metralhadora – no caso, a arma do crime -, coloca o silenciador e, nesse momento, até uma coisa assim que eu não esperava, ele pegou um binóculo, e ficou com o binóculo. Dali na hora do momento que ela saiu, ele falou: ‘É ela’”.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Marielle Franco saiu da Casa das Pretas e entrou no carro onde o motorista Anderson Gomes estava esperando por ela. A assessora Fernanda Chaves também estava no banco de trás. Élcio contou que o carro saiu e ele começou a segui-lo.
“Aí quando eu ia parar no sinal, o carro já tinha passado, e ele viu que era sinal de pedestre e disse para avançar que era de pedestre. E, nesse momento, ele falou: ‘É agora’ e ‘emparelha’. Ele já estava com o vidro aberto e eu só escutei a rajada. Começou a cair umas cápsulas na minha cabeça e no meu pescoço. Quem pensa que silencioso, mas faz um barulho danado”, conta Élcio na delação.
Marielle Franco tinha assumido o cargo de vereadora – em seu primeiro mandato – no ano anterior ao assassinato.
“O crime foi praticado por conta também das causas defendidas por Marielle. Isso permanece nessa denúncia. Isso não exclui outras motivações”, afirma o promotor de justiça Eduardo Moraes Martins.
No acordo que Élcio de Queiroz fez com as autoridades ao se tornar delator, ficou decidido que ele ainda vai cumprir oito anos em regime fechado e não vai mais ser julgado por um júri popular. Segundo investigadores, o que pesou para o ex-PM contar o que sabia foi descobri que tinha sido enganando pelo comparsa.
Ronnie Lessa teria garantido a ele que não fez pesquisas sobre Marielle na internet. Os dois tinham medo de que isso pudesse fazer a polícia chegar ao assassino. Mas os investigadores encontraram registros de busca em um site de crédito, dois dias antes do assassinato.
No dia 12 de março de 2018, Ronnie Lessa pesquisou os CPFs de Marielle Franco e de sua filha Luyara em um banco de dados privado. Lessa encontrou um endereço atrelado aos CPFs e pesquisou no Google Maps para saber onde ficava. Era a casa de Marielle Franco. Os investigadores afirmam que a consulta não ocorreu de forma aleatória, nem estava relacionada ao interesse de Lessa por imóveis, como ele justificou em uma audiência.
“Para começar, a colaboração premiada do Élcio de Queiroz foi calcada primeiro no robustecimento da prova em relação aos executores, sobretudo com a elucidação de que foram realizadas, antes do homicídio, pesquisas pelo Ronnie Lessa do CPF da Marielle e de sua filha Luyara, dois dias antes do crime. Esse fato ainda não tinha sido explorado pela percepção penal. É um fato que foi colhido pelo MP e trabalhado agora em conjunto e quando apresentado ao colaborador, de fato, foi um incentivo para sua colaboração”, explica o delegado da Polícia Federal Guilhermo Catramby.
Élcio disse que a arma utilizada foi uma MP5K e que, segundo Ronnie Lessa, a arma foi do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da PM.
Élcio contou na delação que recebia ajuda de Maxwell de R$ 5 mil por mês e que o valor foi sendo reduzido até não receber mais nada há mais de um ano.
“Veio caindo, caindo, chegou a R$ 2 mil, R$ 1,5 mil… E, depois, acabou. Tem quase um ano que não paga nem advogado”, conta Élcio na delação.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que a delação aponta para o envolvimento de milícias no crime.
“Há a participação de outras pessoas e isso é indiscutível. Os fatos até agora revelados e as novas provas colhidas indicam isto, indicam uma forte vinculação desses homicídios, especialmente da vereadora Marielle, com a atuação das milícias e do crime organizado no Rio de Janeiro. Então, isso é indiscutível. Até onde vai isso? É claro que as novas etapas vão revelar”, afirmou Dino.
“A questão das milícias, esse ambiente criminoso permeia até a origem do próprio Lessa. Lógico que a suspeita existe, mas esse diagnóstico de envolvimento nesse nível e qual exatamente no que tange a todo o contexto do fato criminoso, a gente vai exaurir dessa prova para que possa determinar com certeza, com a certeza necessária, isso aí”, declarou Leandro Almada, superintendente da Polícia Federal.
Faz cinco anos e quatro meses que Marielle e Anderson foram assassinados. A Polícia Federal passou a investigar o caso em fevereiro. Investigadores dizem que a delação de Élcio de Queiroz traz outras revelações sobre o crime – ainda não divulgadas – que vão gerar novas operações. Mas falta responder o principal: quem mandou matar matar Marielle e por quê?
para tristeza do governo nenhuma vinculação com o presidente Bolsonaro.
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