Mendonça: Obrigar ida à CPMI do INSS equivale à condução coercitiva ilegal
Ministro facultou ao “Careca do INSS” a decisão de comparecer à comissão na segunda-feira
13/09/25 às 21:24 | Atualizado 13/09/25 às 21:24

ouvir notícia
0:00 1.0x
Ao facultar ao empresário “Careca do INSS” a decisão de comparecer à CPMI, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que a obrigatoriedade equivaleria à condução coercitiva, prática considerada ilegal desde 2018.
Mendonça levantou o sigilo da decisão que desobrigou os empresários Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, presos na sexta-feira, de comparecerem à comissão na próxima semana. A CPMI anunciou que vai recorrer.
O ministro autorizou que a PF (Polícia Federal) os apresente à comissão, mas observou que a ida não é compulsória. “A não obrigatoriedade de participar do ato decorre do direito à não incriminação e do princípio da dignidade humana”, escreveu.
Mendonça disse que as defesas dos investigados devem formalizar nos autos, com certa antecedência, suas objeções quanto à convocação pela CPMI, “de modo a evitar deslocamentos desnecessários dos custodiados”.
Na decisão, o ministro diz que compreende a relevância dos depoimentos para a CPMI e que a comissão tem “importância superlativa” na apuração das fraudes envolvendo descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Contudo, diz que a jurisprudência do Supremo é firme no sentido de que “o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato, entendendo que inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”.
O próprio ministro tem adotado esse entendimento em diversos casos envolvendo convocação de investigados por outras comissões, como a das “bets” e a da Covid-19. Ele afirma que isso não significa violação à separação dos poderes.
A CPMI havia enviado ao Supremo um pedido para que as oitivas dos dois empresários, previstas para esta segunda e quinta-feiras, fossem mantidas. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que não concordou com a decisão de Mendonça.
Ele disse que acionou a Advocacia do Senado e vai ajuizar um mandado de segurança para tentar reverter a decisão. “Entendemos que é fundamental a presença dos dois indiciados, dos dois investigados, porque já estavam comprometidos a comparecer”, declarou.
Tanto Camisotti quanto o “Careca do INSS” foram alvos de requerimentos de convocação aprovados pela CPMI – o que, em tese, tornaria compulsórias as suas presenças, ainda que garantido o exercício do direito ao silêncio.
Porém, no STF, pelos mesmos motivos elencados por Mendonça, a avaliação é de que essa obrigatoriedade não existe nem para depoimentos à Justiça – portanto, o entendimento não seria diferente em relação à CPMI.
O “Careca do INSS” é apontado como um intermediário das associações que perpetravam as fraudes nos descontos dos aposentados, enquanto Camisotti é suspeito de ser um dos beneficiários finais do esquema. Ambos negam ilegalidades.
As prisões preventivas dos empresários ocorreu na sexta-feira, em mais uma fase da Operação Sem Desconto, autorizada por Mendonça, relator do caso no STF. O “Careca do INSS” foi preso em Brasília e Camisotti, em São Paulo.
Campanha “Cidadão Sangue Bom” recebe quase 100 doações de sangue

Nesta sexta-feira (12) ocorreu, na Câmara Municipal de Parnamirim, a campanha “Cidadão Sangue Bom”. Em parceria com o Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte), a Casa Legislativa abriu suas portas para que parnamirinenses pudessem fazer este ato cívico e humanitário de doação de sangue. Ao todo 126 pessoas participaram da captação, dos quais 94 foram considerados aptos à doação de sangue. Também alguns vereadores, inclusive o vereador Thiago Fernandes, fizeram sua contribuição para ajudar a salvar vidas.
O presidente da Casa, vereador Dr. César Maia, ressaltou o papel da Câmara em promover uma ação com tamanha relevância: “A Câmara Municipal de Parnamirim busca inovar mais uma vez, trazendo o Hemonorte até o nosso município com toda a estrutura física e logística, para reforçar o apoio nesse momento importante, no qual o estoque de bolsas de sangue está em estado crítico”, afirmou.
A diretora do Departamento de Apoio Técnico (DAT) do Hemonorte, Miriam Mafra, elogiou a campanha de divulgação da Câmara, já que “foi uma surpresa, pois esperávamos apenas umas 60 pessoas e tivemos mais do dobro” de voluntários. “Além disso, essa boa resposta da população, mostra o grau de esclarecimento dos que vieram”, completou ela ao comentar sobre o baixo índice de voluntários inaptos. E foram apenas duas desistências.
A ação ocorreu das 08:30h às 17h, envolveu 15 profissionais do Hemonorte, e teve como público alvo tanto os servidores da Câmara Municipal de Parnamirim bem como todos os parnamirinenses, reforçando a importância da doação de sangue como ato de cidadania e cuidado coletivo. A iniciativa buscou ampliar o número de doadores voluntários, garantindo o abastecimento dos bancos de sangue e ajudando pacientes que necessitam de transfusões regularmente.
EXAMES DE SANGUE
Todos cidadãos que doaram sangue terão acesso ao resultado dos exames que serão realizados em até 10 dias úteis, diretamente no Hemonorte.
QUEM QUISER DOAR
Para quem não veio à Câmara hoje, mas tiver o desejo cívico e humanitário de doar, poderão dirigir-se à sede do Hemonorte, na Av. Alte. Alexandrino de Alencar, 1.800, Tirol, em Natal, de segunda a sábado, das 7h às 18h; ou no Partage Shopping, na Zona Norte, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para mais informações, acesse o site do Hemonorte: http://www.hemonorte.rn.gov.br/
FOTOS
A galeria de fotos da Campanha “Cidadão Sangue Bom” está disponível no link https://camaraparnamirim.rn.gov.br/galerias/220
TV CAMARA PARNAMIRIM

sobre a campanha Cidadão Sangue Bom.
A cada segundo, alguém precisa de sangue e você pode ser a diferença. Nesta sexta (12), das 8h30 às 16h, a Câmara de Parnamirim, em parceria com o @hemonorte, vira ponto de coleta de doações.
Av. Castor Vieira Régis, Cohabinal.
Seja um Cidadão Sangue Bom e ajude a salvar vidas!
Deputado Coronel Azevedo exalta voto histórico do ministro Luiz Fux pela absolvição de Jair Bolsonaro

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL-RN) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (11), para destacar e reconhecer o posicionamento do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento recente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu voto, Fux afirmou que o processo contra Bolsonaro foi ilegal, posicionando-se de maneira firme contra o que o parlamentar classificou como “uma caçada institucionalizada e politicamente motivada”.
“Trata-se de uma posição corajosa, pois afronta o desejo de um perigoso grupo de esquerda que tenta calar Bolsonaro e impedir sua participação nas eleições de 2026. O voto de Fux é um sopro de justiça em meio a tempos de perseguição política”, afirmou Azevedo.
O deputado ressaltou que o ministro expôs as inconsistências jurídicas do processo e reafirmou a importância do respeito ao devido processo legal, cláusula pétrea da Constituição.
“Não cabe a ministros inventarem crimes ou se colocarem como parte acusadora. O que se viu contra Bolsonaro foram atropelos, vazamentos seletivos e condenações antecipadas. O voto de Fux mostra que ainda há, no Supremo, quem compreenda o verdadeiro papel do Judiciário”, acrescentou.
Azevedo destacou ainda que o posicionamento de Fux não se limita à defesa de Bolsonaro, mas defende a própria democracia brasileira, ao reafirmar que não há liberdade sem segurança jurídica, nem justiça sem imparcialidade.
Para o parlamentar, a coragem do ministro deve inspirar outros magistrados a reverem posturas parciais e a resgatarem o equilíbrio entre os Poderes.
“O Brasil precisa de pacificação, não de perseguição. Luiz Fux deu exemplo de fidelidade à Constituição. Defender Bolsonaro é também defender a liberdade de todos os brasileiros”, concluiu Coronel Azevedo.
EUA responderão à condenação de Bolsonaro, ameaça secretário de Estado de Trump

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na noite desta quinta-feira 11, que os Estados Unidos vão responder “adequadamente a essa caça às bruxas”, em referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal.
Rubio chamou o ministro Alexandre de Moraes de “violador de direitos humanos sancionado” e avaliou a condenação do ex-capitão como “injusta”. Ao repetir Trump e mencionar uma suposta “caça às bruxas” contra Bolsonaro, Rubio ignora os elementos obtidos pela PF que sustentam a denúncia da Procuradoria-Geral da República no caso da tentativa de golpe de Estado.
Nesta quinta, com exceção de Alexandre Ramagem (PL-RJ), os outros seis réus – Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto – foram considerados culpados pelos crimes de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Frente Parlamentar promove debate sobre Reforma Administrativa

A Câmara Municipal de Natal sediou, nesta quinta-feira (11), reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Servidoras, dos Servidores e dos Serviços Públicos do Município de Natal, presidida pelo vereador Daniel Valença (PT). O encontro teve como tema a Reforma Administrativa em debate no Congresso Nacional e reuniu representantes de centrais sindicais, sindicatos e entidades de classe para analisar os possíveis impactos da proposta.
O vereador Daniel Valença destacou que a Frente tem como objetivo abrir espaço para o diálogo democrático com a classe trabalhadora, garantindo que as vozes de servidoras e servidores sejam ouvidas diante de uma pauta que ameaça a estrutura do serviço público no Brasil. “Nosso papel é promover o debate e fortalecer a mobilização em defesa dos direitos e da qualidade dos serviços públicos prestados à população”, afirmou.
Valença reforçou que o objetivo não é defender apenas interesses corporativos, mas garantir que educação, saúde e assistência social continuem sendo prestados de forma universal e de qualidade. Segundo ele, a mobilização da classe trabalhadora é decisiva para barrar propostas que transferem o ônus da crise para os servidores, em vez de cobrar a conta dos grandes grupos econômicos.
Sindicatos alertam para riscos e desinformação
Com a presença das principais centrais atuantes no Rio Grande do Norte — CUT, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical e ADURN —, os dirigentes sindicais alertaram para os riscos de enfraquecimento do funcionalismo público e para a necessidade de desconstruir narrativas falsas.
O professor Oswaldo Negrão, representante da ADURN, destacou o mito de que o Brasil teria servidores públicos em excesso. “Isso é mentira. A média da OCDE é de 23% de trabalhadores públicos, enquanto no Brasil esse índice é de apenas 12,5%. Até países neoliberais como os Estados Unidos têm mais servidores que nós. É preciso desconstruir esse discurso que criminaliza o funcionalismo”, ressaltou.
Ainda segundo Negrão, a perda da estabilidade dos servidores significaria um retrocesso com consequências diretas para a população. Ele citou o exemplo da saúde. “A qualidade do atendimento está vinculada à longitudinalidade do cuidado, à relação de confiança construída ao longo do tempo entre médico, enfermeiro e paciente. Com vínculos precários e profissionais rotativos, essa relação se perde e a população é a mais prejudicada”, exemplificou.
O sindicalista Marcelo Tinoco, da Intersindical, apontou a instabilidade como um dos pontos mais nebulosos do debate conduzido pelo grupo de trabalho criado pelo deputado Hugo Motta na Câmara Federal. “Em alguns discursos se diz que a estabilidade não será ameaçada, mas em outros trechos aparecem propostas de contratos temporários e estabilidade apenas para cargos mais altos. Essa contradição gera insegurança e reforça a necessidade de um debate sério com a sociedade”, alertou.
Na mesma linha, o coordenador jurídico do Sintest/RN, Wellington Soares, criticou a estratégia de aceleração do processo no Congresso. “O receio é que o grupo de trabalho divulgue o texto final em pouco tempo, sem espaço para debate com a classe trabalhadora. Além disso, dizer que a reforma não afetará os atuais servidores é enganoso: haverá reflexos diretos nas novas contratações e, consequentemente, na previdência dos que já estão na ativa e dos aposentados”, pontuou.
O representante da CTB/RN, Moacir Morais, também alertou que todos — ativos, aposentados e pensionistas — podem ser atingidos. “Quando se enfraquece o vínculo estabelecido pelo concurso público, toda a lógica de financiamento intergeracional da previdência se rompe. Menos servidores significam menos contribuições e, portanto, menos recursos para garantir os benefícios dos aposentados e pensionistas”, explicou.
Espaço para mobilização
A mesa dos trabalhos contou ainda com a presença de Dário Barbosa (CSP-Conlutas), Iraílson Nunes (CUT/RN) e outras lideranças sindicais, reforçando a pluralidade do debate.
Ao final, a Frente Parlamentar reafirmou seu papel de ser um espaço de resistência e qualificação do debate.
Texto: Ilana Albuquerque
Fotos: Elpídio Junior
