Ahahahahahahahha

Lula oferece horários para conversar, mas Zelenski não aparece
Comitiva diz que agendas cheias impediram reunião; ucraniano e brasileiro só se encontraram em sessão conjunta
21.mai.2023 às 7h49
Perto das 19h de domingo em Hiroshima, horário local, manhã no Brasil, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou aos jornalistas, que aguardavam a possível chegada de Volodimir Zelenski desde o início da tarde, que o encontro entre os dois não aconteceria mais, na cúpula do G7 no Japão.
Após a relutância inicial de Lula diante da solicitação ucraniana, feita quando Zelenski viajava para o Japão, sua equipe diz ter oferecido mais de um horário na tarde de domingo, daí a presença de jornalistas brasileiros —e de uma bandeira da Ucrânia na sala de reuniões do 22º andar do hotel Ana Crowne Plaza, onde Lula fez a maior parte de suas reuniões bilaterais.
O único encontro de ambos acabou sendo na sessão de trabalho que dividiram, com os demais líderes do G7 e convidados da cúpula, por volta do meio-dia, mas eles não teriam se falado diretamente. Uma fonte, que pediu para não ser identificada, disse que agora o Brasil não pode mais ser acusado de má vontade com o ucraniano.
Zelenski, ao longo da tarde, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e depois deu uma entrevista coletiva.
Lula teve encontros agendados anteriormente com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, com o presidente de Comoros e da União Africana, Azali Assoumani, e com empresários japoneses. Ele dá coletiva nesta segunda pela manhã, horário local, e em seguida viaja de volta ao Brasil.

G7 se esconde de Lula

Sob o governo petista, o Brasil fez coro com Nicarágua, Venezuela e Cuba ao se opor a novas sanções à Rússia
20/05/23 17:00
Crusoé: o desconforto de Lula no G7
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O encontro do G7 deve acabar neste domingo no Japão com uma declaração anunciando novas sanções contra a máquina de guerra da Rússia.
O tema é oposto ao que defende Lula. O Brasil sob o governo petista fez coro com Nicarágua,Venezuela e Cuba ao se opor a novas medidas econômicas contra os russos em razão da guerra na Ucrânia.

Pesquisa QUEST: 86% avalia que governo Lula num ráli bosta

Quaest: 86% do mercado avalia governo Lula como negativo; 2% considera positivo
Avaliação negativa registrou uma leve queda com relação ao levantamento feito pelo instituto em março
Presidente Lula durante encontro empresarial, em Madri, Espanha 25/04/2023REUTERS/Juan Medina
A terceira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem agradado ao mercado financeiro, uma vez que 86% avaliam o governo como negativo, enquanto 2% dizem que o mandato do petista tem sido positivo, e 12% consideram regular.
Os resultados são da pesquisa Genial/Quaestdivulgada nesta quarta-feira (10). O instituto realizou 92 entrevistas com fundos de investimento com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 04 a 08 de maio.
A avaliação negativa registrou uma leve queda com relação ao levantamento feito pelo instituo em março. Na ocasião, a avaliação negativa era de 90%, a regular de 10%, sem percentual positivo.
Questionados sobre como avaliam o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, 37% consideram a atuação do ministro como negativa, mesmo percentual de quem afirma que a gestão é regular. Já para 26%, Haddad tem feito um trabalho positivo.
Na comparação com a pesquisa anterior, a avaliação positiva de Haddad mais que dobrou (antes em 10%), enquanto a regular caiu de 52% para 37% e a negativa oscilou apenas 1 ponto percentual para baixo.
Com relação à capacidade do governo para aprovar sua agenda no Congresso Nacional, a maioria (51%) enxerga como regular (ante 47% em março), seguido por 39% dos respondentes que avaliam como baixa, um aumento com relação aos dados anteriores (estava em 20%).
Por fim, 10% dos agentes do mercado avaliam como alta a capacidade do governo em votações nas duas Casas. Na pesquisa anterior, este número era de 33%.

VAZOU- Documentos secretos da União Europeia revelam que eles não confiam em LULA

Arquivo vazado do bloco europeu expressa reservas em relação a postura do presidente sobre Guerra da Ucrânia e meio ambiente
A União Europeia está preocupada com a posição do Brasil em relação à Guerra da Ucrânia e com a falta de cumprimento de obrigações na área ambiental, indica um documento oficial e confidencial que trata das relações do bloco europeu com quatro países emergentes: Brasil, Chile, Nigéria e Cazaquistão.
Se as “informações não públicas”, conforme é dito no texto, não trazem informações bombásticas, são um vislumbre do trabalho de bastidores da diplomacia atual e traçam um instantâneo de como o Brasil é visto neste momento pela Europa. O documento, obtido nesta segunda-feira (24) pela Folha, teve seu teor inicialmente divulgado pelo site de notícias americano Politico.
Apesar de os líderes europeus se mostrarem aliviados com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com a volta do Brasil ao cenário internacional —após quatro anos de apagão sob o ex-presidente Jair Bolsonaro—, o texto mostra preocupação com as recentes declarações do petista.
“Relançar a parceria estratégica com o Brasil” é um dos pontos do documento descritos como de interesse da comunidade europeia. “UE preocupada que o foco de Lula na reindustrialização possa se tornar protecionista” é outro tópico citado.
Entre os interesses do Brasil, diz a UE, está “ser reconhecido e tratado como ator global” e a “diversificação do fornecimento de fertilizantes (dependência excessiva da Rússia e da Belarus)”, entre outros.
Lá fora
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Preparado por diplomatas do bloco, o “Plano de Ação da UE sobre as Consequências Geopolíticas da Invasão Russa da Ucrânia em Países Terceiros” detalha estratégias para reaproximar ou manter a proximidade dos quatro países.
O arquivo de sete páginas reserva, após a introdução, uma página para cada nação, exibindo pontos divididos em quatro partes: “interesses da UE”, “interesses do país terceiro”, “desafios” e “oportunidades”.
Na introdução, há um breve resumo da situação de cada país e a do Brasil diz o seguinte: “O atual governo mostra sinais de disposição para intensificar a cooperação. Uma estrutura para fortalecer o engajamento já existe, uma vez que a UE já tem uma parceria estratégica que pode ser reativada. O avanço do acordo UE-Mercosul será de fundamental importância. Mas a UE também precisará aumentar os investimentos em energia e nas áreas digital e de sustentabilidade”.
A introdução revela a razão do relatório: “Tornou-se claro logo após o início da invasão russa da Ucrânia que suas consequências eram globais. A resposta da UE baseou-se, portanto, no apoio à Ucrânia, no combate à Rússia e no apoio aos parceiros em todo o mundo para lidar com consequências globais”.
O texto dos diplomatas europeus cita ainda um “um ambiente geopolítico competitivo” em que há “não apenas uma batalha de narrativas, mas também uma batalha de ofertas” como justificativa para a renovação de estratégias nas parcerias internacionais. Em especial, infere-se, com os quatro países citados. “O ‘Plano de Ação’ faz exatamente isso: com base na geografia, na influência regional e na abrangência política da UE, selecionamos países prioritários para negociar uma oferta com cada um deles, adaptada aos interesses deles e aos nossos”, diz o documento.
A seguir, o texto apresenta resumos dos países emergentes priorizados no documento. No caso da Nigéria, lembra que “haverá um novo presidente e um novo governo após a posse em maio. Um diálogo ministerial está planejado.” Em seguida, o relatório sugere que a UE deve facilitar o fornecimento de vistos aos cidadãos do Cazaquistão “em vista de um relacionamento aprimorado”.
China, terra do meio
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Quanto ao Chile, “quase não há atritos bilaterais no relacionamento com a UE, e há um engajamento de alto nível em todas as políticas com esse parceiro de mentalidade semelhante. (…) Mas a UE deve estabelecer uma boa sequência de visitas e diálogos como parte de um pacote geral”.
Ao fim, o relatório ainda apresenta o que chama de “narrativas para o público externo”, sugerindo forma de abordar os temas com os outros países. Entre essas narrativas estão frases mais genéricas como “o Plano de Ação tem como objetivo unir forças com os parceiros, para o benefício de nossos povos e com o objetivo final de contribuir para a estabilidade e o crescimento globais” e “ações necessárias para enfrentar os desafios comuns e aproveitar as oportunidades, para as quais mobilizaremos todos os instrumentos à nossa disposição”.
Confira a seguir a íntegra dos pontos confidenciais listados pelo “Plano de Ação da UE” em relação ao Brasil, divididos em quatro blocos.
Interesses da União Europeia
Relançar a parceria estratégica com o Brasil
Concluir o acordo de Associação UE-Mercosul
Obter maior apoio político do Brasil na ONU, globalmente e regionalmente
Acesso ao mercado e aumento de oportunidades no Brasil para negócios e investimentos da UE
Obter o reconhecimento brasileiro para as garantias de segurança alimentar da UE
Impulsionar a cooperação em transformações verdes e digitais, ação climática e ambiente
Garantir matérias-primas essenciais para o Acordo Verde da UE
Abordar a atuação da China na adesão do Brasil ao Acordo de Compras Governamentais da Organização Mundial do Comércio
Fortalecer a cooperação em defesa e segurança
Interesses do Brasil
Ser reconhecido e tratado como um ator global (inclusive em relação à reforma da ONU)
Concluir o Acordo de Associação UE-Mercosul (ao mesmo tempo em que enfatiza a necessidade de resolver desequilíbrios nas relações UE-Mercosul)
Atrair mais comércio, investimento e tecnologia da UE e aproveitar as oportunidades em clima, energia e mineração
Melhorar o acesso ao mercado da UE para produtos agrícolas
Diversificação do fornecimento de fertilizantes (dependência excessiva da Rússia e da Belarus)
Agregar valor à matéria-prima exportada
Apoio ao desenvolvimento de instituições democráticas, direitos indígenas e meios de subsistência, redução da pobreza, desenvolvimento sustentável e políticas sociais, educação
Fortalecer a cooperação em defesa, segurança e espaço (Centro de Alcântara)
Desafios
O Brasil vê as propostas legislativas autônomas da UE (legislação do Acordo Verde) como medidas unilaterais protecionistas, em especial a legislação sobre desmatamento e a CBAM (Mecanismo de Ajuste de Limites de Carbono). Essa preocupação também foi levantada pelo BR nas discussões em andamento sobre a finalização do Acordo UE-Mercosul
O Brasil sente falta de uma agenda positiva para o engajamento mútuo: nenhuma cúpula desde 2014
UE preocupada que o foco de Lula na reindustrialização possa se tornar protecionista
UE preocupada com a possibilidade de o Brasil querer reabrir o Acordo do Mercosul
UE preocupada com a posição do Brasil sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia e com a falta de cumprimento de obrigações em relação a clima, ambiente e aprovação sanitária dos produtos da UE
Oportunidades
A política externa está de volta ao topo da agenda do Brasil, com o presidente Lula ansioso para obter êxitos (o Acordo de Associação UE-Mercosul poderia ser um deles)
Forte alinhamento de políticas com o governo Lula, por exemplo, nas transições verde e digital, direitos humanos, direitos indígenas, combate ao garimpo ilegal de ouro, defesa e segurança
Possível avanço no combate ao desmatamento e biodiversidade se a UE conseguir apoiar o Brasil na criação de empregos e na adaptação às novas regulamentações da UE
Alavancar o papel do Brasil como um ator construtivo na região, inclusive na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)
Ajudar no processo de adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e à presidência do G20 (2024)

(Vídeo):Lula “se faz de doido” para não responder jornalista em Portugal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou constrangido e se fez de Doido durante uma coletiva de imprensa ao lado do homólogo português, em Lisboa.
Uma jornalista questionou o brasileiro sobre uma afirmação feita por ele, há uma semana, onde dizia que os países da União Europeia, incluindo Portugal, contribuem para a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Eu pergunto se mantém essas palavras”, indagou a jornalista. Desconcertado, Lula disse que não entendeu o questionamento. A repórter, então, refez a pergunta. O presidente brasileiro rebateu: “Eu sinceramente não consegui entender”.
Visivelmente constrangido com a situação, o presidente português interveio e comentou com Lula o teor da pergunta fora dos microfones. Lula virou uma Vergonha mundial
Lula vira piada mundial

Fugindo do caos instalado no Brasil lula bate recorde de viagens internacionais

Após retornar da China no domingo, o petista embarcará já nesta quinta-feira para uma visita a Portugal e Espanha — idas e vindas que o farão ter percorrido cerca de 78 mil quilômetros em viagens internacionais desde que tomou posse em 1º de janeiro. Com quatro mil quilômetros a mais teria contornado duas vezes o planeta.
Lula deu o pontapé inicial em sua agenda internacional com uma passagem pela Argentina, onde se encontrou com o presidente Alberto Fernández e participou da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), antes de fazer uma escala em Montevidéu na volta. No mês seguinte, embarcou para três dias em Washington, com compromissos que incluíram um encontro com o presidente Joe Biden.
Ele deveria ter ido em março para a China, viagem que ocorreu entre os dias 11 e 16 deste mês devido a uma leve pneumonia. Em Pequim e Xangai, assinou 15 acordos e deu declarações vistas como antagônicas a Washington em um momento de forte rivalidade sino-americanas. Na volta, durante uma passagem por Abu Dhabi, o petista foi alvo de críticas americanas e europeias após equiparar as responsabilidades de Moscou e Kiev na invasão russa da Ucrânia.
Como Lula, Bolsonaro também fez quatro viagens internacionais no mesmo período, mas diferentemente do petista não aglutinou destinos: ficou 12 dias fora do país somando suas passagens por Suíça, EUA, Chile e Israel. O tempo no exterior foi o mesmo de Dilma Rousseff durante os 120 dias iniciais de seu primeiro mandato, segundo a biblioteca da Presidência da República. No começo de sua primeira passagem pelo Planalto, Lula ficou oito dias longe, e Fernando Henrique Cardoso, 11 dias

Após fazer Fake News Janja perde selo de verificação do Twitter

Janja perde selo de verificação do Twitter
Janja perdeu o selo de verificação do Twitter após propagar Fake News onde falou que a taxação das empresas chinesas era sobre a empresa e não o consumidor. Sem direito à autenticação gratuita, a primeira-dama não pretende pagar pelo serviço.
Ao contrário de Lula e seus ministros, a primeira-dama não conta com um selo especial em seu perfil. O Twitter disponibiliza uma autenticação gratuita a presidentes e representantes de órgãos governamentais.
Segundo a assessoria de Janja, ela não tinha planos de pagar para seguir verificada.
E a primeira-dama não é a única. Personalidades como Felipe Neto também ficaram sem o selo de verificação a partir de hoje provavelmente pelo mesmo motivo.

BOMBA- Jorge Viana cometeu crime ao levar empresa de amigo para trabalhar para o governo

BRASÍLIA – O presidente da Agência de Promoções de Exportação (Apex-Brasil), Jorge Viana (PT-AC), chamou uma empresa de amigos para dar oficina de planejamento estratégico a servidores da seleta área de comércio internacional da instituição. A empresa é registrada na Receita Federal como responsável por treinamentos, mas também com atividade como casa de festas e eventos. O trabalho na Apex-Brasil foi feito sem formalização de contrato, o que é considerado por especialistas irregular. A agência, porém, não viu impropriedade no convite aos amigos do presidente da instituição.
A Apex-Brasil dispõe de uma Gerência de Gestão Estratégica que faz planejamento, capacita os funcionários e cuida do aperfeiçoamento dos serviços, temas correlatos ao objeto da oficina realizada pelos amigos de Viana.
A H+K Desenvolvimento Humano e Institucional, empresa que organizou a oficina, é do casal Klaus Jurgen Shubert e Heloísa Canto Nogueira. Ele é economista, ela socióloga. Os dois conheceram Viana ainda na década de 1990. Nos últimos anos, a empresa do casal firmou uma série de contratos com prefeituras e governos estaduais nas gestões do PT.
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Num texto sobre a oficina na Apex-Brasil publicado na internet, Jorge Viana escreveu que Heloisa e Klaus fariam uma “mediação luxuosa” com as equipes de servidores da instituição e registrou que os dois são seus “amigos de toda a vida”. “Vamos construir coletivamente um novo momento, dentro do que espera nosso governo Lula e Geraldo Alckmin e sempre com o foco na nossa missão principal que é ampliar as exportações do Brasil, promovendo o produto brasileiro e garantindo investimentos”, escreveu Viana.
Em uma série de reportagens, o Estadãorevelou que Jorge Viana, sem fluência em inglês, operou uma mudança no estatuto da Apex-Brasil para retirar a obrigatoriedade do presidente da instituição ter o domínio do idioma. O jornal ainda mostrou que o ex-senador petista nomeou como assessores aliados que se apresentam nas redes sociais como mochileiro, cantor e arquiteto.
Klaus e Heloísa ministraram pessoalmente a oficina para os funcionários da Apex-Brasil num hotel de Brasília, nos últimos dias 12 e 13, sem um contrato formal, o que fere a legislação brasileira. A assessoria da Apex-Brasil naõ informa se o trabalho de consultoria foi remunerado nem se houve algum tipo de despesa custeada pela agência. A agência confirmou que os dois consultores foram convidados por Jorge Viana e sustentou que a oficina foi realizada pela própria Gerência de Gestão Estratégica da Apex-Brasil.
Também procurados pela reportagem, Klaus e Heloísa não se manifestaram.
Contratos
A empresa aberta em 1990 pertence no papel a Klaus e acumula contratos com a administração pública. Entre abril de 2014 a agosto de 2022, a empresa recebeu oficialmente mais de R$ 290 mil do governo federal, segundo dados do Portal da Transparência. Desse total, R$ 233 mil, cerca de 80%, foram recebidos pela empresa até 2016, durante o governo Dilma Rousseff. “A consultoria de processos da H+K busca propiciar a aprendizagem em equipe e aproveitando, ao máximo, a experiência e conhecimento instalados em cada instituição”, detalha texto do site da empresa.
Como pessoa física, Heloísa também já recebeu R$ 187 mil do governo federal, em 2014 e 2015. O valor foi pago sobretudo pela Enap, a escola de aperfeiçoamento da administração pública. A socióloga ministrou oficinas de planejamento estratégico no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ela ainda participou, na condição de colaboradora eventual, de reuniões de sistematização de planejamento com a então ministra da pasta, Tereza Campello, e o seu secretário Binho Marques, ex-governador do Acre.
Amizade
Viana conheceu Klaus e Heloisa quando participou de um curso organizado, nos anos 1990, pelo Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico e Social (Ildes), que representava a Fundação alemã Friedrich Ebert, atual FES-Brasil. Heloisa foi diretora do programa, e Klaus, representante da fundação. A H+K já também já atuou para o governo de Viana no Acre.
Segundo a Receita Federal, a H+K Desenvolvimento Humano e Institucional é uma empresa de pequeno porte que tem por atividade principal o treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial. A H+K também atua na organização de feiras, congressos e exposições. A empresa fica em uma casa no bairro Jardim Paulistano, em São Paulo, onde Heloísa e Klaus moram.
Proibido
A Lei 8.666, de 1993, que regulamenta licitações e contratos da Administração Pública, proíbe a realização de serviços sem a realização de contratos. O regulamento de licitação da Apex abre uma brecha para contratos verbais em caso de “pequenas compras ou de prestação de serviços não superiores a R$ 10 mil”. Entretanto, as oficinas da H+K costumam valer muito mais que isso.
Em 2015, Klaus e Heloísa foram contratos pela Prefeitura de São Paulo, à época comandada por Fernando Haddad (PT), por R$ 50,4 mil (R$ 103,9 mil em valores atualizados). A dupla deu uma oficina de dois dias sobre planejamento estratégico para a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. Em 2007, o Tribunal de Justiça do Acre pagou R$ 5 mil (R$ 12.481 em valores atualizados) por uma oficina de 25 horas (tempo menor que a oficina na Apex-Brasil) da H+K.
“A não formalização de contrato pode ser uma irregularidade uma vez que os serviços sociais autônomos devem formalizar os seus contratos, com a identificação das partes, do objeto, do preço, mesmo que isso tenha sido feito ‘de graça’”, afirma a advogada Angelica Petian, especialista em direito administrativo do escritório Vernalha Pereira Advogados. “Não se admite contratos verbais.”

“Janja só entende de visita íntima” diz fonte do planalto

A intromissão da primeira-dama Janja da Silva na taxação de Shopee, Shein e similares, incomodou ministros do governo, que não gostaram de ver o Ministério da Fazenda ter que recuar.
A participação de Janja no episódio aconteceu no dia 12 de abril, quando ela, atropelando a comunicação da Receita Federal e do Ministério Fazenda, respondeu a um perfil no Twitter dizendo que o fim da isenção seria só das empresas. A informação estava errada porque qualquer aumento terminaria sendo repassado para os consumidores.
Após a manifestação de Janja, o Ministério da Fazenda teve que recuar para endossar o que Janja disse, e influenciadores foram convocados pelo governo para tentar debelar a crise nas redes sociais, identificada por assessores de Janja, preocupados com os respingos na imagem da primeira-dama. Fontes ligadas ao planalto que não quis se identificar com medo de represálias, confidenciou que janja “só entende de visita íntima”, deixando claro o incômodo deles em ralação a ex-amante que virou esposa.Por fim, Fernando Haddad anunciou um recuo e disse que, por orientação de Lula, não haveria mais a taxação. Entre ministros, ficou claro que o presidente foi convencido por Janja. E a Fazenda perdeu a chance de aumentar a receita, tarefa necessária para fazer o novo marco fiscaldar certo.
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