Médicos terceirizados da Prefeitura de Mossoró estão desde janeiro sem pagamento, afirma Sinmed-RN

Médicos terceirizados da Prefeitura de Mossoró estão desde janeiro sem pagamento, afirma Sinmed-RN

Médicos terceirizados da cooperativa SAMA, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município estão há três meses sem receber pagamentos pelos serviços prestados. A denúncia foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sindmed/RN), Dr. Geraldo Ferreira, em contato com o Blog.

Segundo os profissionais, os pagamentos de fevereiro, março e abril ainda não foram efetuados pela Secretaria de Saúde.

O Sinmed-RN diz que está acompanhando a situação: “Estamos acompanhando essa questão gravíssima. Essas terceirizações, infelizmente, com valores muito altos e compromissos muito grandes com as empresas, acabam sendo prejudicadas pelos atrasos tanto das prefeituras quanto do governo do Estado”, Dr. Geraldo.

Ele afirma que a situação de Mossoró é apenas o início de uma crise que atinge outras cidades do Rio Grande do Norte. O sindicato já buscou o Ministério Público e solicitou audiências com o secretário municipal de Saúde, Almir Mariano, e com o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), na tentativa de encontrar uma solução para o impasse.

“Nós solicitamos audiência com o secretário e com o prefeito. Estamos trabalhando com o Ministério Público, tivemos reunião e pedimos audiência também com o secretário para tentar intermediar alguma situação. Essa situação se estende para várias prefeituras”, afirmou Geraldo.

RESPOSTA

Entramos em contato com a Assessoria de imprensa da Prefeitura de Mossoró que negou débitos com médicos:

“A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Saúde, afirma que não procede informação de atraso no pagamento dos salários de médicos”.

Via Ismael Souza

PESQUISA BRAVO / GRANDE PONTO / UNIMED mostra vitória de Ricardo Queiroz com quase 10 pontos à frente

Faltando menos de 48 horas para a eleição, o portal Grande Ponto, em parceria com a Bravo, divulgou nesta sábado (29) os números da pesquisa realizada por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp para a eleição da Unimed Natal.

O levantamento consultou um total de 136 médicos cooperados aptos a votar. A pesquisa foi realizada entre os dias 27, 28 e 29 de março.

De acordo com a pesquisa, no cenário estimulado, considerando apenas os votos válidos, o cardiologista Ricardo Queiroz lidera isoladamente com 54,84% das intenções de voto, enquanto o ortopedista Márcio Rêgo aparece com 45,16%.

Veja os números:

    Ricardo Queiroz: 54,84%

    Márcio Rêgo: 45,16%

De acordo com os números divulgados hoje, o cardiologista Ricardo Queiroz será eleito o novo presidente da Unimed Natal na próxima segunda-feira (31). VIA GRANDE PONTO

SÓ CONTRADIÇÃO: Márcio Rego não consegue explicar porque pediu a paralisação da construção do Hospital da Unimed e fez a cooperativa gastar muito com consultoria

By Gabi Fernandes 11/03/2025 08h35


Márcio Rego tentou. Mas não conseguiu.
A tentativa de criticar a atual gestão da Unimed se desfez diante dos próprios feitos que ele, no fundo, precisou reconhecer.
Em entrevista hoje na 94FM, ele se viu obrigado a elogiar o projeto do hospital da Unimed, um empreendimento pensado para os próximos 30 anos. Mas ao fazer isso, deixou exposta uma incoerência difícil de justificar: como alguém que pediu a paralisação da obra e fez a cooperativa gastar uma nota preta com uma auditoria para questioná-la, agora a enaltece?
A cronologia do problema é clara. Márcio Rego, em determinado momento, tentou barrar o avanço do hospital, lançando dúvidas sobre sua viabilidade financeira.
Exigiu uma auditoria, o que implicou em custos elevados para a Unimed. No entanto, o tiro saiu pela culatra. A auditoria revelou que o projeto, longe de ser um descontrole orçamentário, teve um custo inferior ao estimado. O resultado? A gestão que ele tenta destronar provou ser eficiente.
Agora que o hospital se tornou uma realidade, Márcio Rego mudou de tom. Em vez de seguir na linha do questionamento, tenta surfar na onda do sucesso da obra. Fala bem, diz palavras gentis, mas se esquiva da pergunta essencial: por que tentou impedir algo que agora admite ser positivo? Por que obrigou a Unimed a um gasto adicional sem necessidade? Essa inconsistência não é um detalhe.
Ela desmascara o que de fato está por trás de sua candidatura: não um projeto sólido, mas uma tentativa de se viabilizar politicamente, mesmo às custas de atos contraditórios.
É o tipo de jogada que não passa despercebida. Um candidato que primeiro questiona, depois elogia, demonstra que sua crítica não era embasada em fatos, mas em conveniência. O hospital da Unimed, que antes era alvo de ataques, agora se tornou um trunfo inegável da atual gestão. A tentativa de construir uma narrativa de mudança desmorona diante do óbvio: a gestão que Márcio Rego quer derrubar entregou um projeto que se impõe por si só.
Afinal, se a administração foi tão equivocada, por que os resultados são bons? E se os resultados são bons, por que Márcio Rego tentou barrá-los? Essa contradição não precisa de explicação elaborada.
Ela se revela no próprio desconforto do candidato ao tentar justificá-la.
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