Plano Plurianual 2026-2029 é aprovado na Comissão de Finanças da CMN 

O Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2026-2029 foi aprovado na reunião desta quarta-feira (27) da Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização da Câmara Municipal de Natal. Encaminhado pelo Executivo, o PPA é um instrumento de planejamento para a elaboração de projetos em diversas áreas de atuação da Prefeitura. O relator falou sobre a importância do PPA que inclui as prioridades, os objetivos e as metas da administração pública, além dos investimentos e dos programas governamentais. 

“Hoje este parlamento deu um passo importante rumo ao planejamento e organização da cidade com a aprovação do Plano Plurianual, peça orçamentária extremamente importante. O PPA estabelece as principais metas da cidade para o próximo quadriênio, sendo fundamental para a elaboração da LDO e da LOA. Por este motivo, é bom que seja aprovado com agilidade para termos tempo de fazer ajustes a fim de aprimorar a matéria no Legislativo”, explicou o vereador Irapuã Araújo (Republicanos). 

Ao todo, 18 projetos foram votados pelo colegiado. Entre os aprovados, o PL 111/2025, de autoria do vereador Kleber Fernandes (Republicanos), que cria o Programa de Atendimento Psicológico Preventivo à Síndrome de Burnout para servidores públicos municipais de Natal, com o objetivo de prevenir a Síndrome de Burnout e promover a saúde mental dos profissionais de diversas áreas laborais. De acordo com o texto, o programa será desenvolvido pelo Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com instituições públicas e privadas especializadas na área da psicologia e saúde mental.

As concessionárias dos serviços públicos de fornecimento de água e energia elétrica que atuam na capital potiguar deverão, obrigatoriamente, oferecer ao consumidor a possibilidade de quitar débitos pendentes antes das empresas efetuarem a suspensão do serviço fornecido. É o que determina o Projeto de Lei n° 618/2024, apresentado pelo vereador Preto Aquino (Podemos), também aprovado pela Comissão de Finanças.

“O projeto foi pensado para notificar e oferecer aos consumidores a possibilidade de regularizar a situação de inadimplência mediante pagamento na modalidade débito e crédito, antes da suspensão do fornecimento de água e luz. Caso seja efetuado o pagamento, que o procedimento de corte seja cancelado. Acredito que será bom para os dois lados: o consumidor terá a chance de pagar o débito sem qualquer prejuízo e a empresa terá celeridade no recebimento das receitas”, pontuou Preto Aquino.

A vereadora Samanda Alves (PT) e os vereadores Robson Carvalho (União Brasil), Subtenente Eliabe (PL), Daniell Rendall (Republicanos) e Pedro Henrique (PP) também participaram da reunião.

Texto: Junior Martins
Fotos: Otávio Augusto

Bolsonaro pode ser preso? Por quanto tempo? Veja qual é a pena máxima

31/08/2025 05h30

O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar na casa dele em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar na casa dele em Brasília Imagem: Adriano Machado – 14.ago.2025/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser condenado a uma pena máxima de 46 anos, caso seja considerado culpado por todos os crimes em que é acusado no julgamento da trama golpista no STF.

O que aconteceu

PGR defende que Bolsonaro seja condenado por cinco crimes. Nas alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, o órgão reafirmou as acusações contra o réu por:

  1. liderar organização criminosa armada: até 20 anos de reclusão;
  2. tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito: até 8 anos de prisão;
  3. golpe de Estado: máxima de 12 anos de reclusão;
  4. dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima: pena máxima de 3 anos de prisão;
  5. deterioração de patrimônio tombado: até 3 anos de prisão.

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Apesar da soma das acusações, Bolsonaro não poderia ficar 46 anos na prisão. Isso porque, no Brasil, o tempo máximo de cumprimento de pena é de 40 anos. Esse limite foi ampliado de 30 para 40 anos com a aprovação do pacote anticrime, apresentado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, durante o governo do próprio Bolsonaro.

A definição da pena caberá ao STF. Caso seja condenado, os ministros poderão considerar, por exemplo, que Bolsonaro não cometeu algum dos cinco crimes da denúncia, o que reduziria o tempo de prisão.

Além disso, há formas de progressão de regime previstas na lei. Com elas, condenados criminalmente tentam recorrer para não ficarem encarcerados, indo do regime fechado para o semiaberto e aberto. É raro, portanto, um cumprimento de pena tão longo.

Para especialista, é “improvável” que Bolsonaro seja condenado à pena máxima. O professor de direito penal da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Davi Tangerino explica, porém, que uma sentença mais dura poderia ocorrer diante de possíveis agravantes. No caso do crime de organização criminosa, por exemplo, a pena poderia aumentar em até 12 anos por Bolsonaro ser considerado líder do grupo.

Possibilidade de prisão domiciliar

Bolsonaro pode ficar em prisão domiciliar caso seja condenado pelo STF. A possibilidade do cumprimento da eventual pena em casa é considerada nos bastidores de Brasília segunda acoluna de Letícia Casado, que ouviu lideranças partidárias e integrantes de tribunais superiores, sob anonimato.Continua após a publicidade

Bolsonaro tem 70 anos e problemas de saúde decorrentes da facada que levou no atentado durante a campanha eleitoral de 2018. O mais recente é uma esofagite intensa que o obrigou a ficar de repouso durante o mês de julho, mas o ex-presidente já teve que usar bolsa de colostomia e ficou internado em UTI.

Prisão não seria imediata

A eventual prisão dos réus, caso sejam condenados, não vai ocorrer de forma automática. A detenção só poderá ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação. 

Em caso de condenação, os réus não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

Governo projeta novas sanções dos EUA com julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe

Ex-presidente começa a ser julgado por tentativa de golpe na terça-feira (2). Trump citou o caso de Bolsonaro entre os motivos do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.

Por Guilherme BalzaGuilherme Mazui, GloboNews e g1 — Brasília 

31/08/2025 04h00 Atualizado há 14 horas


Lula reforça tom nacionalista com boné e recados contra tarifaço 

O governo Lula projeta uma nova leva de sanções dos EUA motivada pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). 

A Primeira Turma do STF começa a julgar na próxima terça-feira (2) os integrantes do núcleo central dos acusados de tentativa de golpe de Estado. 

Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser o “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações voltadas para se manter no poder mesmo com a derrota na eleição de 2022.

A situação de Bolsonaro foi apontada pelo presidente dos EUA, Donald Trumpentre os motivos do tarifaço de 50% para importação de produtos brasileiros, em vigor desde 6 de agosto. 

Como Trump exigiu o encerramento dos processos de Bolsonaro, integrantes do governo Lula avaliam que a relação com os EUA entra em uma “fase crítica”, na qual uma eventual condenação do ex-presidente provocará novas sanções econômicas e contra ministros do STF.

Câmara de Natal aprova nove projetos em sessão ordinária 

Na sessão ordinária desta quinta-feira (28), a Câmara Municipal de Natal aprovou nove projetos, entre eles cinco vetos do Executivo que tiveram pareceres tanto pela derrubada quanto pela manutenção.

Entre os destaques está o Projeto de Lei nº 711/2024, de autoria do vereador Kleber Fernandes (Republicanos), que cria a Política Municipal de Prevenção e Combate à Dependência ocasionada por apostas esportivas no município. A matéria foi aprovada em segunda discussão.

Segundo o autor, o objetivo é conscientizar a população sobre os riscos da dependência gerada por jogos on-line. “As apostas têm sido uma realidade crescente no país, trazendo transtornos financeiros, patrimoniais e até psicológicos. É dever do poder público desenvolver campanhas educativas, principalmente nas escolas municipais, para orientar e acolher pessoas afetadas por esse vício”, destacou Kleber.

Também em segunda discussão, foi aprovado o Projeto de Lei nº 159/2025, do vereador Robson Carvalho (União Brasil), que trata do prazo máximo de tramitação de processos administrativos considerados prioritários no âmbito da administração pública direta e indireta do município.

Já o Projeto de Lei nº 317/2025, do vereador Tércio Tinoco (União Brasil), reconhece como de utilidade pública municipal o Grupo Natal Doações, responsável por ações solidárias em benefício da população.

Texto: Phablo Galvão 
Fotos: Francisco de Assis

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