
Até o momento, foram identificadas como vítimas do grupo criminoso, entre outras autoridades, os ministros:
Jucelino Filho (Ministério das Comunicações);
Camilo Santana (Ministério da Educação);
Renan Filho (Ministério dos Transportes);
Rui Costa (Casa Civil);
Luiz Marinho (Ministério do Trabalho);
Carlos Lupi (Ministério da Previdência Social).
A Operação Alto Escalão foi deflagrada por agentes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). Segundo a investigação, a quadrilha enganava as vítimas se passando por autoridades do primeiro escalão do Poder Executivo do país “clonando” perfis de WhatsApp, utilizando suas imagens, nomes e informações colhidas em fontes abertas.
Assim agindo, os autores entravam em contato com diretores e presidentes de órgãos públicos e privados e solicitavam uma ajuda em alguma situação.
Geralmente com o pretexto de ajudar terceiras pessoas, os falsos Ministros contatavam as vítimas e lhes pediam que realizassem transferências via PIX para alguma pessoa necessitada.
Os autores diziam que os ministros não poderiam transferir diretamente, pois não poderiam vincular seu some a tal pessoa e que depois de feito o pagamento solicitado, eles ressarciriam a vítima.
Em um dos casos, se passando por um Ministro de Estado, os autores contataram o presidente de uma associação comercial sediada no interior de São Paulo, dizendo que está com uma demanda na cidade vizinha.
Em seguida diz que uma pessoa ligada a ele faleceu em tal local e que precisa passar alguns recursos financeiros para a família, mas não estava conseguindo efetivar a transação financeira e pede para que alguém da associação faça por ele, dizendo que em seguida o pessoal dele faria o ressarcimento.
Os autores tinham conhecimento da agenda das autoridades públicas pelos quais se passavam, pois tal ministro teria tido um compromisso político naquela mesma região, dias antes, e a associação comercial vítima teria participado do encontro.
Os fatos passaram a ser apurados pela 5ª DP, após alguns dos Ministros de Estado vítimas terem procurado a delegacia para comunicar a prática de crimes usando os seus nomes.
Após 6 meses de investigação, os policiais com o auxílio operacional das polícias civis de Pernambuco e da Paraíba, além de informações de gabinetes de alguns ministros que tiveram suas imagens e nomes utilizados indevidamente, conseguiram identificar dez integrantes do grupo criminoso, todos residentes nos estados de Pernambuco e Paraíba.
Na operação deflagrada hoje foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em Recife/PE e 01 em João Pessoa/PB, nos endereços residenciais dos investigados, visando-se a colheita de novas provas e informações para o aprofundamento da investigação.
Os policiais ainda tentam identificar o número de vítimas enganadas e de autoridades públicas utilizadas pelo grupo criminoso, como também quantificar o total de lucro obtido com os crimes perpetrados e o destino dado a tais valores.
