Sargento Gonçalves se posiciona em defesa da vida e propõe um plebiscito sobre o aborto

Sargento Gonçalves se posiciona em defesa da vida e propõe um plebiscito sobre o aborto
A Presidente do Superior Tribunal Feral, Rosa Weber, pautou a ADPF 442 que pretende descriminalizar o aborto induzido e voluntário até o terceiro mês de gestação. A ADPF 442 é uma proposta que foi apresentada pelo PSOL – Partido Socialismo e Liberdade ao Superior Tribunal Federal e pede que os artigos do Código Penal que tratam o aborto como crime sejam considerados inconstitucionais. Eles alegam que a “criatura humana intraútero” não seria uma “pessoa constitucional”, detentora de direitos.
O deputado Federal Sargento Gonçalves (PL/RN), que assumiu na última quarta-feira (13) a posição de membro titular na Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Apoio à Família, externou através de suas redes sociais a importância de uma mobilização nacional contra essa decisão, em decorrência do ativismo judicial, reforçando que pautas onde a maioria dos brasileiros tem um posicionamento contrário, como por exemplo, a descriminalização das drogas e do aborto, sejam decididas através de plebiscito.
“O poder de legislar pertence a Câmara Federal e ao Senado Federal, se julgam que os deputados e senadores não têm competência para isso, que convoque um plebiscito, onde o povo irá decidir se querem ou não o aborto no Brasil.” disse Sargento Gonçalves.
Ainda não há data marcada para o julgamento, mas a presidente do (STF), ministra Rosa Weber, decidiu liberar para julgamento antes da sua aposentadoria no dia 2 de outubro.

Assaltantes invadem casa do ministro Haddad

Residência na região Sul teve o portão arrombado. Bandidos chegaram até o quintal, mas não conseguiram entrar e fugiram
A residência de Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo, foi invadida na madrugada desta quinta-feira (14).
Em nota, o Ministério da Fazenda informou que quatro homens entraram no quintal da casa do ministro, mas que o interior da residência não foi invadido e nada foi furtado. A casa fica no bairro de Indianópolis, região Sul da capital paulista.
De acordo com a nota, o ministro estava em casa. Os suspeitos não foram identificados, mas as câmeras de segurança da casa registraram a invasão e as imagens foram entregues à Polícia Federal, que conduzirá a investigação.
Segundo o portal G1, a tentativa de assalto teria ocorrido por volta das 5h da manhã. Quando uma funcionária chegou para trabalhar, percebeu que o portão da residência tinha sido arrombado, de acordo com o site.
Haddad foi acordado e, ao conferir as gravações de câmeras de segurança, descobriu que uma moto parou na porta da casa por volta de 3h da madrugada. Uma pessoa desceu e arrombou o portão com alguma ferramenta.
Na sequência, chegou um carro e desceram quatro homens armados. Eles passaram pelo portão, mas não invadiram a residência e foram embora, segundo o G1.
A Polícia Civil e a Polícia Federal estiveram na casa pela manhã para colher informações e impressões digitais.
Até o momento, ninguém foi preso pelo crime. O ministro cancelou uma reunião que tinha na capital às 10h30, com o CEO da Rede D’Or e o chairman executivo da Sulamerica. O compromisso das 14h, uma gravação do Canal Livre, continua mantido.

Além de atropelado Kayky Brito pode ser processado

O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso do atropelamento do ator Kayky Brito, contou a Splash que aguarda o laudo pericial que determinará a velocidade na qual o carro de aplicativo estava trafegando para encerrar as investigações do acidente na próxima semana.
Splash buscou especialistas para entender como pode ser o desfecho do caso Kayky Brito. O que acontece se laudo apontar velocidade acima do permitido? E se o motorista estava dentro da velocidade permitida, conforme apontam testemunhas e câmeras de segurança?
Se o laudo contrariar os depoimentos e informar que o motorista estava acima da velocidade de 70 km/hm, Diones pode ser autuado por lesão corporal culposa, ou seja, quando não há intenção de matar. A pena estipulada é de seis a dois anos de reclusão, além da suspensão da carteira de motorista, conforme art. 303 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
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“Comete o crime do artigo 303 aquele condutor que ofende a integridade corporal ou a saúde de outra pessoa, por imprudência, negligência ou imperícia. Justamente por se enquadrar nessas três hipóteses, descaracteriza-se o dolo, ou seja, a vontade consciente de produzir, neste caso, o atropelamento”, explica Jeyzel Credidio, advogado especializado em Direito Criminal.
Se o motorista Diones da Silva estava na velocidade permitida, como apontam testemunhas e câmeras de segurança, o caso deve ser arquivado pela autoridade policial porque se comprova que o motorista não teve culpa no acidente que aconteceu no início do mês. “Não havia possibilidade de prever que Kayky — ou qualquer outra pessoa — atravessasse de maneira abrupta, o que foi substancial para ocorrer o atropelamento”, pontua Credidio.
Nesse caso, Kayky poderia, sim, ter que pagar indenização caso o motorista ajuizasse uma ação na esfera cível. “Embora não seja comum, é tecnicamente possível caso seja comprovado que Kayky teve uma conduta imprudente ou negligente ao tentar atravessar fora da faixa de pedestres, colocando-se em risco e causando danos ao motorista”, diz Mozar Carvalho, sócio fundador do escritório Machado de Carvalho Advocacia.
O especialista ainda destaca que, de forma geral, mesmo em situações onde o pedestre tem uma conduta inadequada, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que o motorista deve sempre conduzir o veículo para evitar acidentes. “Contudo, baseio-me sempre no princípio de que, diante da agitação urbana, um incidente inesperado como esse ilustra vividamente a emaranhada conexão entre o dever de conduzir com prudência e a inviolabilidade da vida humana”, completa Carvalho.
Motorista não quer processar Kayky
Em conversa com Splash, Diones da Silva diz que não vai processar Kayky Brito. “Desde o começo, isso não está no meu coração”, afirma.
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Pelo contrário, ele quer manter contato com o ator para “falar do amor de Deus e conversar sobre as coisas que são do céu”.
“Porque Jesus é o único que a gente deve seguir, é o nosso caminho, a gente só encontra paz nele, tudo que a gente precisa está nele. Eu creio que esse foi o propósito disso tudo. A maneira que Deus [age], a gente não entende, mas o propósito de Deus, creio que converge nisso. Então, não tenho nada contra ninguém. Tenho amor para transbordar na vida das pessoas.”

Ex-jogador da seleção brasileira é preso

O ex-jogador do São Paulo, Santos, Corinthians e da Seleção Brasileira, Sérgio Bernadino, o Serginho Chulapa, foi preso em um posto de gasolina na Baixada Santista, na terça-feira (12).
O motivo da prisão é o não pagamento de pensão alimentícia.
Um policial que fazia patrulhamento de rotina, reconheceu Serginho e deu voz de prisão.
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Encaminhado para a Central de Polícia Judiciária, Serginho teve a prisão confirmada e em seguida foi encaminhado à Cadeia Pública, onde está à disposição da Justiça.
Como jogador, Serginho é o maior artilheiro do São Paulo com 268 gols. Foi ídolo do Santos e integrou o elenco do Corinthians denominado “seleção corintiana”.
Além dos muitos gols, as confusões tornaram-se a marca registrada da carreira do jogador, como após uma expulsão, quando agrediu repórteres que estavam no campo depois do término do jogo final com o Flamengo em 1983, no primeiro vice-campeonato brasileiro do Santos.
Na final do Campeonato Brasileiro de 1981, entre São Paulo e Grêmio, vencida pelos gaúchos em pleno Morumbi, Serginho mostrou todo o seu temperamento explosivo e foi expulso, depois de trombar e posteriormente pisar no goleiro gremista Emerson Leão, que o havia provocado por estar sofrendo com furúnculos no ânus, com vários algodões na região e com o sangue visível.
Em novembro de 1979, durante um jogo contra o Corinthians, no Morumbi, jogando pelo São Paulo, em uma jogada à beira do banco de reservas do Corinthians, ele chutou uma bola no banco propositalmente, mas levou azar e se desequilibrou, vindo a cair perto do mesmo e foi atacado pelos jogadores e pelo auxiliar técnico Nicanor de Carvalho. Isto gerou um conflito entre todos os jogadores.
Na Copa do Mundo de 1982, chamou a atenção pelo seu bom comportamento e, diziam, havia jogado mal por ter sido “domesticado em excesso” pelo técnico Telê Santana.
Na primeira fase do Campeonato Paulista de 1983, numa ação para promover um disco bissexto de sambas que gravou (Camisa 9, de 1983), Serginho entrou em campo no Morumbi de fraque e cartola por cima do uniforme. No segundo tempo, eis que Serginho começa a trocar socos com o zagueiro Mauro, do Corinthians. Foi o início de uma briga generalizada que tomou conta do gramado, sendo mais comentada do que o jogo em si.
Pelo Santos, em 1990, agrediu o lateral são-paulino Zé Teodoro, o que lhe valeu uma suspensão por 150 dias, posteriormente reduzida para cem dias e dois jogos.

Justiça bloqueia 50 milhões de donos da 123 Milhas

A 15ª Vara Cível de Belo Horizonte determinou na quarta-feira 13 o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens e valores em nome de Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira, sócios da 123milhas.
Na decisão, o juiz Eduardo Henrique de Oliveira Ramiro, também decretou a despersonalização da pessoa jurídica, que permite aos credores cobrar tanto da 123milhas ou de sua acionista Novum Investimentos como, diretamente, dos sócios Ramiro e Augusto. Qualquer um deles pode responder a processo de cobrança e execução.
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“No caso em questão, todo o contexto sinaliza o abuso de direito, a má administração, infração da lei e do estatuto, além de desvio de finalidade, o que configura abuso da personalidade jurídica, justificando a medida, o que seria possível até mesmo sem impor como condição a comprovação da insolvência da pessoa jurídica, o que também não é o caso, já que já houve pedido voluntário de recuperação judicial, cujo valor ultrapassa R$ 2 bilhões, o que, por si, evidencia o risco”, diz o juiz, na decisão.
O juiz de Belo Horizonte ainda afirmou que “pende também contra os sócios inúmeras ações coletivas e individuais, sendo patente o risco de blindagem patrimonial e alienação de bens, em dilapidação de um patrimônio que pode servir para garantir futuras reparações, de modo que os sócios podem também se tornar insolventes ou fraudar credores”.
Em agosto, a empresa suspendeu a emissão de passagens aéreas dos pacotes promocionais que havia vendido para os meses de setembro a dezembro. Milhares de clientes foram prejudicados. Alguns dias depois, a 123milhas entrou com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas. A agência também é investigada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirâmides Financeiras.
+ Justiça proíbe donos da 123milhas de saírem do país
A decisão da 15ª Vara Cível de Belo Horizonte atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais, que solicitou o bloqueio de bens avaliados em 1% do faturamento da empresa em 2022 como tentativa de garantir a execução das obrigações da empresa junto às pessoas afetadas pela crise.
A Promotoria também tinha requisitado a intervenção judicial e o bloqueio dos bens da empresa, mas esses pedidos foram negados. O argumento é de que a 123milhas está em recuperação judicial.
Em nota, a empresa informou que não foi notificada da decisão, mas que pretende recorrer dentro do prazo legal.
Sócios das 123milhas tiveram sigilos quebrados pela CPI

CPI pirâmides 123 milhas
CPI das Pirâmides Financeiras quebrou sigilos e ouviu sócios da 123milhas | Foto: Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da 123milhas e de seus donos, Ramiro e Madureira, e da sócia Cristiane Soares Madureira do Nascimento. A empresa parceira Novum Investimentos também foi atingida com a medida.
+ Sócio da 123milhas pede desculpa por calote
Ao analisar recurso da 123milhas, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a decisão da CPI. A investigação começou depois de a empresa anunciar, no mês passado, a suspensão da emissão de passagens de clientes com embarque previsto entre setembro e dezembro deste ano.

Ô psit- Renato Aragão perde os direitos sobre DIDI

Após 60 anos detendo a marca ‘Didi”, Renato Aragão perdeu o direito de usá-la no lançamento de produtos e serviços. Por motivos ainda desconhecidos, o humorista não renovou a propriedade, que acabou sendo adquirida pela empresa chinesa Beijing Didi Infinity, a mesma que já havia se tornado dona da marca “Didizinho”. As informações são do jornalista Ricardo Feltrin.

Veja o que pode acontecer com crianças viciadas em internet

Vivemos em um mundo rápido, acelerado, mediado pelas novas tecnologias, onde a premissa é ver e ser visto.
E isso, claro, influencia irremediavelmente a forma como nos relacionamos com os outros e o tipo de sociedade que construímos.
Essa é a visão de Claudiene Haroche, socióloga e antropóloga francesa que iniciou sua carreira no Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) até se tornar diretora emérita da entidade.
Para ela, se antes havia um sentimento de pertencimento por conta de nossos laços estreitos e calorosos, agora enfrentamos vínculos sociais que se caracterizam pelo anonimato frio e pelo isolamento, processo que se intensifica cada vez mais nas sociedades individualistas.

Haroche trabalha com uma abordagem transdisciplinar para compreender como os modos, os comportamentos, os sentimentos e a personalidade podem ter mudado nas sociedades contemporâneas.
audine Haroche é autora de livros como História do Rosto: Exprimir e Calar as Emoções (1988) e Tiranias da Visibilidade: o Visível e o Invisível nas Sociedades Contemporâneas (2011).
A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com ela durante o Hay Festival Querétaro, que aconteceu entre os dias 7 e 10 de setembro no México. Confira a entrevista abaixo.
Brasil PartidoJoão Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.
BBC – Você diz em seus livros que, ao longo da história, o ser humano mudou o valor de cada sentido. Se na Idade Média o tato e a audição eram muito mais valorizados, agora é a visão. Isso significa que perdemos o contato com as pessoas?
Claudine Haroche – De fato. Temos muito menos contato com as pessoas mas, ao mesmo tempo, estamos sempre, por exemplo, com o celular, que é tátil. E isso nos dá uma falsa sensação de realidade e tato.
É um momento complexo porque perdemos o contato direto com as pessoas, a comunicação próxima, o toque. E, ao mesmo tempo que aumenta a distância entre as pessoas, cada vez mais nos expomos e nos mostramos à sociedade, ainda que de forma superficial.
Isso nos afeta muito psicologicamente, porque não se perde apenas o contato, mas também a profundidade das relações com os outros e com nós mesmos.
E isso acontece porque a sociedade atual nos pede para estarmos ocupados o tempo todo. Como estamos sempre fazendo algo, nem paramos para pensar, não processamos o que nos acontece, entramos no automático. É quase um decreto moral: você tem que dizer que está ocupado o tempo inteiro.
Isso significa não pensar no que sentimos, não olhar para dentro, o que afeta a nossa saúde e também a sociedade.
A sociedade em que vivemos exige que tenhamos muitos laços, por exemplo por motivos profissionais, mas não são laços verdadeiros, tão importantes para a construção de um bom tecido social.
BBC – Quem se beneficia desta ruptura do tecido social, deste isolamento?
Haroche – Os Estados, os governos, o próprio sistema atual.
Os espaços para criar comunidades estão sendo perdidos. Agora você pode assistir a um filme em casa, mas não é a mesma coisa que assistir em grupo, com alguém, e depois conversar sobre o que viu, na presença do outro.
As conversas, como já disse, tornam-se extremamente superficiais. Não pensar beneficia o sistema.
Reclamo muito do sistema neoliberal, que individualiza muito. E isso torna os indivíduos muito dependentes. É um paradoxo, porque por um lado o sistema “nos liberta”, mas, ao nos tornarmos tão independentes, ficamos mais isolados e vulneráveis, portanto, mais dependentes.
Neste sistema, a competição tem precedência sobre a emulação. Há uma visão muito competitiva das pessoas à qual me oponho. É muito melhor, quando você está em grupo, imitar e brincar de ser você mesmo. Você aumenta sua criatividade, aprimora sua mente, não tenta estar acima do outro. Deveríamos tentar restaurar isso em nossa sociedade.
BBC – Nos seus artigos e livros você se refere em diversas ocasiões ao conceito de sociedade líquida do escritor Zygmunt Bauman, uma sociedade em constante mudança, em permanente transição e incerteza. Quais são os perigos, na sua opinião, desta sociedade líquida?

CRÉDITO, HAY FESTIVAL
Legenda da foto, Claudine fala sobre a importância de, num mundo cada vez mais acelerado e veloz, parar e pensar
Haroche – O perigo está dentro do ser humano, no seu espaço interno, em sua consciência. Você tem contatos, pessoas com quem você conversa o tempo inteiro, em todos os lugares, nas redes sociais, mas contatos sem profundidade e sem tempo para entrar em si mesmo, para pensar.
E isso leva ao conformismo.
Mas, ao mesmo tempo, o perigo nesta sociedade onde não há limites entre o nosso mundo interno e externo, onde que não podemos nos expressar livremente. Nos últimos tempos há cada vez mais pessoas fazendo julgamentos, grupos que te julgam em massa pelo que você escreve, comenta. Assim, surge o assédio online.
Passou do assédio sexual ao assédio moral. Há alguns anos se dizia que o assédio moral não existia, que isso é ridículo, mas ele existe e é muito importante e perigoso.
Por exemplo, num lugar com tantas regulamentações, como as universidades dos Estados Unidos, as aulas agora são de “portas abertas” e qualquer um pode reclamar da atitude de qualquer um. Foi feita uma tentativa de regular alguns problemas, mas outros foram criados.
Isso também fala da atual cultura do cancelamento, algo sobre o qual devemos ser muito cautelosos. É preciso evitar o radical. É, talvez, uma forma de apagar a história.
BBC – Tudo isso que você está falando está intimamente relacionado ao uso que fazemos das redes sociais hoje em dia.
Haroche – Isso acontece nas redes sociais porque estamos o tempo todo conectados e pelo tipo de contato que ali se estabelece.
Por exemplo, imagine que uma pessoa busca ter milhares de seguidores em uma rede social. Esta é uma forma de mercantilizar a cultura, tal como Adorno e Horkheimer falaram no século passado com a Escola de Frankfurt.
É uma forma de comercializar tudo, a cultura, a ciência. Mas também está deixando uma lacuna perigosa para que possamos “ser produtivos” o tempo todo.
Às vezes somos produtivos, às vezes não. Nesse espaço devemos permitir que as pessoas desenvolvam livremente as suas mentes e a sua própria capacidade de pensar e, assim, evitar toda a enorme violência que é gerada nas redes.
Há quem tente resistir, que não caia nessa, mas é complicado com a atual sociedade hiperconectada e acelerada.
BBC – Você fala de sociedades que vivem no “calor”, tendo laços reais e estreitos, e outras na “frieza”, onde predominam a superficialidade e o anonimato. A nossa sociedade é de frieza?
Haroche – Sim, totalmente. Por conta dessa super individualização e da constante falta de contato real entre as pessoas.
Por exemplo, existem diferentes tipos de proteção na sociedade, como a que um membro da família pode oferecer. Mas agora, cada vez mais, há famílias monoparentais e isto contribui para a migração constante, para o fato de termos de nos deslocar de um lugar para outro e isso pode criar uma falta de proteção, de desenraizamento.
Por um lado, temos mais liberdade, mas também menos proteção quando estamos sozinhos.
É difícil ter liberdade, conexões profundas e proteção ao mesmo tempo.
Este sistema atual funciona para aqueles que são suficientemente fortes para viverem sozinhos, mas é muito difícil. Estamos nos tornando cada vez mais uma sociedade superficial.
BBC – Com esse panorama, qual o papel dos sentidos, da sensibilidade e da percepção hoje em dia?
Haroche – Isto tem tudo a ver com a aceleração e limitação que existe na sociedade atual.
Há uma parte muito positiva: por um lado, muitas pessoas estão ficando muito mais conscientes do seu corpo. Mas, ao mesmo tempo, surge na sociedade uma série de regras e regimes que impõem limitações, como métodos para impedir as mulheres de adquirir conhecimento, de estudar.
Portanto, há um duplo desenvolvimento na forma como nos percebemos.
Há abertura por um lado, em que as mulheres conquistam cada vez mais espaços, mas também há outros onde aparece uma educação mais radical e limitadora. A complexidade entre religião e política é sempre uma tragédia.

CRÉDITO, GETTY IMAGES
Legenda da foto, Estamos conectados por dispositivos, não por proximidade ou contato, diz Haroche
BBC – Você se refere também à dominação histórica que as mulheres sofreram, mas também como os homens sofrem as exigências ou os termos do exercício dessa dominação.
Haroche – Acredito realmente que hoje devemos exigir do feminismo não só a proteção das mulheres, mas também dos homens. Existe uma relação entre os dois.
Há sempre uma mistura de homem e mulher dentro de um homem e uma luta nisso.
Você vê um exemplo de como os homens sofrem as exigências dessa dominação na reação dos ditadores, por exemplo alguém como Vladimir Putin, com total falta de humor e obsessão pela dominação, dominação masculina, masculinidade exacerbada. Acontece com Putin, mas também se vê em Jair Bolsonaro.
As pessoas se tornam dependentes dessa dominação, num duplo sentido. E não sabem como sair dela. Os homens devem ser fortes e, além disso, mostrar-se fortes.
Todos os seres humanos têm medo, mas somos fracos de nascença. E é normal que queiramos proteção, mas o grande problema agora são os homens que querem se livrar das mulheres e as mulheres querem se livrar dos homens. É uma radicalização tremenda.
E a questão é que é necessário ver como olhamos para as nossas identidades, e não como confiná-las em termos como “masculino” e “feminino”.
BBC – Pelo que você diz, não estamos buscando proteção neste momento através da nossa vulnerabilidade, mas sim expondo uma aparente força e frieza.
Haroche – Fingimos que somos fortes, mas não somos.
Note-se que um dos elementos do nazismo foi justamente o fortíssimo desenvolvimento da masculinidade física, a dominação e o ódio à homossexualidade. Havia muito medo da homossexualidade, entendida por eles como uma fraqueza.
Vemos isso agora também em muitos lugares, esse medo da homossexualidade, até mesmo por meio da proibição. É um reforço disso, de frieza e domínio versus calor e vulnerabilidade.
Vemos isso em países como o Afeganistão, com o domínio sobre as mulheres.
É muito complicado mudar esse tipo de sistema de fora, tem que ser feito de dentro. E é difícil. É um grande problema. Há muita discussão no meio sobre o respeito à cultura, a gestão dela.
BBC – Voltando ao início, aos sentidos, a dar prioridade ao toque pessoal e ao contato real com os outros: voltarmos ao nosso corpo, à sensibilidade e ao calor, mas, ao mesmo tempo, sem deixar de estar em contato com outras pessoas. É isso?
Haroche – Por um lado, no mundo de hoje temos que tornar visível o nosso próprio eu, a nossa vida visível dentro deste mundo tão conectado.
E isso implica mais tempo nas telas, e menos tempo para a interioridade.
Isso é algo muito problemático, porque não há tempo para intimidade, para nos conectarmos verdadeiramente com a nossa diversidade.
Dou como exemplo algo que acontece nos Estados Unidos, onde em muitos lugares, para diminuir o racismo, as pessoas criam um currículo neutro, sem foto.
Isto por um lado é bom, mas por outro temos que aprender a diversidade.
Temos que aprender que todo ser humano tem medo, medo do que é diferente. Justamente temos de aprender que somos todos diferentes, mas que conseguimos fazer conexões, que existem diferenças que não conseguimos compreender plenamente, mas que é preciso entendê-las.
E uma das coisas que pode nos ajudar nisso é, sem dúvida, a conversa. Conversas profundas, conversas reais e profundas.
Outra coisa importante para essa resistência é o humor. É uma forma de resistir a esta aceleração, a esta distância.
Você vê isso agora com as crianças, que passam muitas horas nas redes, conectadas, sem contato real com os outros e sem tempo para pensar e refletir. E isso pode fazer com que tenhamos adultos conformistas no futuro.
Assim como é importante que os adultos retornem a essa interioridade, parando, pensando e se conectando com os outros por meio de uma conversa boa e profunda, para as crianças é essencial uma boa educação que as torne capazes de olhar para dentro, sentir e cultivar esse mundo interior.

Paulinho Freire apoia projeto de doações de órgãos e elogia a família de Faustão “Um bem a todos”

O deputado federal Paulinho Freire (União Brasil-RN) declarou nesta terça-feira (13) apoio à aprovação de um projeto de lei que torna todos os brasileiros doadores presumidos de órgãos. A mudança na legislação se tornou uma bandeira da família de Fausto Silva, o Faustão, após o apresentador passar por um transplante de coração em 27 de agosto.
O projeto do doador presumido estabelece que todos os brasileiros são possíveis doadores de órgãos, exceto aqueles que se manifestarem em contrário.
Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, Paulinho Freire parabenizou a atuação dos familiares de Faustão – que foram a Brasília nesta terça-feira (12) para convencer parlamentares sobre a necessidade do projeto.
“Queria parabenizar a família de Faustão. Tem coisas na vida que são de Deus. Deus fez isso para mostrar a situação de tantos brasileiros que estão nesse sofrimento”, disse Paulinho.
O deputado comparou o caso de Faustão ao de um amigo dele que perdeu o filho em um acidente de trânsito. Depois da tragédia, o homem passou a fazer propaganda da campanha “Se for beber, não dirija” em bares durante os finais de semana.
“Ele tornou a dor dele numa causa. E eu sei que vocês estão fazendo isso. Estão fazendo um bem para o País, para as pessoas que estão precisando. Deus abençoe Faustão, a família de vocês. Continuem nessa bandeira que vocês vão salvar várias vidas nesse país”, declarou Paulinho.

Via 98 FM

“Já peguei gonorreia cinco vezes” disse Cremosinho

Cremosinho viu seu nome envolvido em uma polêmica nos últimos dias, após um vídeo antigo voltar a viralizar nas redes sociais. Nas imagens, o influenciador revela que já contraiu gonorreia, uma infecção sexualmente transmissível, cerca de cinco vezes.
“Acho que gonorreia peguei umas cinco vezes. Cheguei essa semana na farmacinha para o bicho [farmacêutico] me consultar. Aí eu cheguei na farmácia todo envergonhadinho, aí a gente entrou dentro de uma salinha e ele pediu pra ver”, disse ele.
“Aí eu pensei: ‘p*ta que pariu, bicho…’. [Meu pênis] estava desse tamanho, encolhido, cheio de ferida. Eu não podia nem tocar. Sabe quanto tempo eu passei sem lavar o pau? Vinte dias. Juro pra tu, que nem eu estava aguentando. Quando eu ia mijar eu colocava uma máscara. A situação era trágica”, completou.
O vídeo acabou repercutindo entre os internautas, que criticaram o fato do famoso não usar camisinha durante o sexo. Irritado com a repercussão, ele se pronunciou e afirmou que a gravação não passou de uma brincadeira.
“É surreal como querem me cancelar a todo custo. Sabem que não sou uma pessoal do mal, e ficam procurando vídeos antigos pra poder me prejudicar, sendo que todos não passam de brincadeiras. É aquele ditado: prego que se destaca leva martelada mesmo”, desabafou.
“Porém, podem vir inimigos, agora venham com todas as forças porque eu tenho o melhor ao meu lado: Jesus Cristo. E eu já tenho em mente quem está tramando isso contra mim, espero que muito mais muito que eu esteja errado, que pessoa maldosa!”, afirmou ele, mostrando o resultado negativo dos exames.
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